sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Viva Leone!


HOMENAGEM A SERGIO LEONE ABRE A PROGRAMAÇÃO DE 2015 DA SALA P. F. GASTAL



A Sala P. F. Gastal retoma as atividades em 2015 com a mostra Viva Leone! Entre os dias 24 de fevereiro e 8 de março, serão exibidos todos os filmes assinados por Sergio Leone, mestre do faroeste moderno, no cinema da Usina do Gasômetro (3º andar). Com boa parte das sessões em alta definição, a programação tem apoio da distribuidora MPLC e da locadora E o Vídeo Levou.  

Entre os destaques da mostra, estão os três filmes da célebre trilogia dos dólares – Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1964) e Três Homens em Conflito (1966) –; o épico moderno Era uma Vez no Oeste (1968), o desencanto revolucionário de Quando Explode a Vingança (1971) e sua derradeira obra-prima, Era uma Vez na América (1984). Também será exibido o primeiro longa-metragem assinado pelo italiano, O Colosso de Rodes (1961).

SERGIO LEONE

Entre o período pós-guerra e o início da década de 1960, Leone trabalhou como diretor assistente em uma série de produções importantes, que vão desde o clássico neorrealista Ladrões de Bicicletas, de Vittorio de Sica e dramas de Luigi Comencini, como Mercado de Mulheres, a grandes épicos hollywoodianos como Helena de Tróia, de Robert Wise, e Ben-Hur de William Wyler. Antes de mergulhar de cabeça no faroeste, Leone inaugura sua trajetória justamente com O Colosso de Rodes, em 1960, no auge do chamado Peplum, a apropriação italiana dos grandes filmes épicos de Hollywood, calcada nas adaptações de narrativas bíblicas ou mitológicas.

 
Durante a década de 1960, o cinema italiano iria aos poucos trocar as espadas e sandálias por pistolas e cavalos: Surgia o Western Spaghetti, intensificando a ruptura proposta por cineastas norte-americanos na década anterior, lidando de uma forma mais desconcertante com a figura do herói e os maniqueísmos típicos das narrativas do velho oeste – com doses bem maiores de violência. Um dos filmes definidores do gênero foi justamente o primeiro faroeste de Leone, Por um Punhado de Dólares, releitura de Yojimbo, de Akira Kurosawa, que revelou de vez ao mundo a persona misteriosa e durona de Clint Eastwood.

Eastwood esteve presente nos dois filmes seguintes, Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito, ao lado de outros atores lendários do gênero, como Lee Van Cleef, Gian Maria Volonté e Eli Wallach. Reconhecido internacionalmente pela Trilogia dos Dólares, em 1968 Leone realiza aquele para muitos é sua obra-prima, Era uma Vez no Oeste, com Claudia Cardinale, Henry Fonda e Charles Bronson no elenco. O filme reafirma várias marcas estilísticas que fizeram a fama do diretor: o tempo alongado, visto por muitos como uma faceta psicodélica do faroeste, o uso singular dos close-ups, as digressões narrativas, a valorização da música de Ennio Morricone.  

Nos anos 1970, respirando os ares da ressaca política pós-68, o italiano lança seu último e mais melancólico faroeste, Quando Explode a Vingança, reforçando a descrença pessoal nos ideias da revolução. Naquela década, ainda trabalharia em importantes faroestes italianos como Meu Nome é Ninguém, de Tonino Valerii (como produtor e roteirista), e Trinity e seus Companheiros, de Damiano Damiani (como assistente de direção). Após 13 anos de preparação, Leone lançou seu último filme, Era uma Vez na América, em 1984, um épico de 229 minutos que introduz sua estética particular no universo dos gangsteres na Nova York da década de 1920. Leone morreu aos 60 anos, em 1989. 

       

GRADE DE PROGRAMAÇÃO
24 de fevereiro a 8 de março de 2015

O Colosso de Rodes (Il colosso di Rodi, 1961, Itália, 140 minutos)

Um herói militar grego chamado Darios está visitando seu tio em Rodes, no ano de 280 antes de Cristo. A cidade acabou de construir um enorme Colosso em homenagem a Apolo para guardar o seu Porto e está planejando uma aliança com a Fenícia para atacar a Grécia. Ao mesmo tempo em que Darios flerta com a bela Diala, ele se envolve com rebeldes que querem tirar o tirânico rei Serse do poder. Mas os rebeldes são presos e colocados como diversão na arena. É quando um terremoto destrói não apenas o Colosso, mas também o equilíbrio político de Rodes. Exibição em DVD.


 
Por um Punhado de Dólares (Per un Pugno di Dollari, 1964, Itália, 101 minutos)

Joe (Clint Eastwood) é um pistoleiro barra pesada que chega a uma cidade que está em guerra. Quando percebem o potencial de Joe, ambas as partes se interessam por contratá-lo; é quando ele percebe que pode ganhar um dinheiro com a situação aceitando a proposta dos dois lados. Exibição em blu-ray




 




Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollare in Più, 1965, Itália, 131 minutos)

Quando dois caça-recompensa rivais compreendem que os dois estão atrás do mesmo assassino, eles juntam forças na esperança de entregá-lo à justiça. Exibição em blu-ray.




Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo, 1966, Itália, 161 minutos)

O inimitável Homem sem Nome se alia a dois pistoleiros para ir atrás de uma fortuna em ouro roubado. Mas o trabalho em equipe não é uma atividade comum aos fora-da-lei, e eles logo descobrem que seu maior desafio é ficar vivo em um país devastado pela guerra. Exibição em blu-ray





Era uma Vez no Oeste (C'era una Volta il West, 1968, Itália/Estados Unidos, 165 minutos)

Em virtude das terras que possuía serem futuramente a rota da estrada de ferro, um pai e todos os filhos são brutalmente assassinados por um matador profissional. Entretanto, ninguém sabia que ele, viúvo há seis anos, tinha se casado com uma prostituta de Nova Orleans, que passa ser a dona do local e recebe a proteção de um hábil atirador, que tem contas a ajustar com o frio matador. Com Claudia Cardinale, Henry Fonda e Charles Bronson. Exibição em blu-ray.



Quando Explode a Vingança (Giù la Testa, 1971, Itália 157 minutos)

Juan Miranda (Rod Steiger) é um camponês rude com coração de Robin Hood. Sean Mallory (James Coburn) é um revolucionário irlandês que é especialista em dinamite e vive agora no México. Após um início complicado eles passam a atuar juntos e se envolvem em um ousado plano de fuga para libertar prisioneiros políticos e na defesa de seus compatriotas contra a milícia de um sádico oficial. Exibição em DVD.





Era uma Vez na América (Once Upon a Time in América, Estados Unidos, 1984, 229 minutos)

Na década de 20, David Aaronson (Robert De Niro) e Maximillian Bercouicz (James Woods), dois amigos de descendência judaica, crescem juntos cometendo pequenos crimes nas ruas do Lower East Side, Nova York. Gradualmente estes crimes assumem proporções maiores e a Máfia judaica passa a ter tanta força que os amigos do passado se tornam rivais. Esta saga percorre desde seus dias de infância, atravessa o apogeu durante a Lei Seca e retrata o reencontro deles após 35 anos. Exibição em blu-ray





GRADE DE HORÁRIOS
24 de fevereiro a 1 de março de 2015 

24 de fevereiro (terça)

16:00 – O Colosso de Rodes
19:00 – Por um Punhado de Dólares

25 de fevereiro (quarta)

16:00 – Por uns Dólares a Mais
19:00 – Três Homens em Conflito

26 de fevereiro (quinta)

16:00 – O Colosso de Rodes
19:00 – Era uma Vez no Oeste

27 de fevereiro (sexta)

16:00 – Três Homens em Conflito
19:00 – Quando Explode a Vingança

28 de fevereiro (sábado)

15:00 – O Colosso de Rodes
18:00 – Sessão Aurora (O Nascimento de uma Nação, de D. W. Griffith)

1 de março (domingo)

15:00 – Por um Punhado de Dólares
17:00 – Por uns Dólares a Mais
19:15 – Três Homens em Conflito


3 de março (terça)

16:00 – Quando Explode a Vingança
19:00 – Era uma Vez na América

4 de março (quarta)

16:00 – Por uns Dólares a Mais
19:00 – Era uma Vez no Oeste

5 de março (quinta)

16:00 – Por um Punhado de Dólares
19:00 – Três Homens em Conflito

6 de março (sexta)

16:00 – Era uma Vez na América
20:00 – Projeto Raros (Arcana, de Giulio Questi)

7 de março (sábado)

15:00 – Era uma Vez no Oeste 
19:00 – Por um Punhado de Dólares

8 de março (domingo)

15:00 – Era uma Vez na América
19:00 – O Colosso de Rodes







Horror surrealista de Giulio Questi no Raros





Na sexta-feira, 6 de março, às 20h, o Projeto Raros da Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) exibe Arcana (1972), de Giulio Questi, um dos filmes mais singulares do horror italiano dos anos 1970. Com entrada franca, a sessão terá projeção em DVD com legendas em inglês. Após a exibição, haverá um debate com os críticos e pesquisadores do cinema de gênero italiano Carlos Thomaz Albornoz, César Almeida e Cristian Verardi.

“Este filme não é uma história. É um jogo de cartas. Por isso que o começo e o fim não são verossímeis. Vocês são os jogadores. Joguem bem e vençam”. É com essas palavras que Giulio Questi introduz Arcana, seu terceiro longa-metragem. Na trama, uma viúva siciliana ganha a vida como clarividente em Milão e ajuda o filho com poderes sobrenaturais a se tornar um grande feiticeiro. No elenco de Arcana estão Lucia Bosé e Tina Aumont, divas de diferentes períodos do cinema italiano.  

Nos anos anteriores, Questi já havia introduzido seu surrealismo particular em gêneros populares do cinema italiano. Em O Pistoleiro das Balas de Ouro (1967), também conhecido no Brasil como Django Vem Para Matar (numa tradução internacional oportunista com o sucesso do filme de Sergio Corbucci), subverte as narrativas de vingança típicas do faroeste, apresentando uma cidade repleta de figuras inusitadas. Em A Morte Fez um Ovo (1968), aproxima-se do giallo para criar uma trama política bizarra que entrelaça assassinatos de prostitutas e experiências científicas com frangos. 

O fracasso comercial do experimental Arcana abreviou a trajetória cinematográfica de Questi, um dos poucos a conseguir equilibrar-se entre as premissas narrativas do cinema de gênero e as invenções radicais das rupturas pós-1960. Entre meados da década de 1970 e os anos 1990, o diretor realizou filmes e séries para a televisão italiana. Nos anos 2000, retomou a produção pessoal com elogiadíssimos filmes experimentais, feitos com câmera digital em seu próprio apartamento. Giulio Questi morreu em dezembro de 2014.  

PROJETO RAROS
06/03
ARCANA
Direção: Giulio Questi
1972
102 minutos
Elenco: Lucia Bosé, Tina Aumont e Maurizio Degli Esposti
Exibição em DVD com legendas em inglês

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sessão Aurora exibe clássico centenário de D. W. Griffith



A primeira Sessão Aurora do ano acontece no sábado, 28 de fevereiro, às 18h, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), com a exibição de O Nascimento de Uma Nação, de D. W. Griffith, em cópia digital restaurada, no mês em que o filme completa 100 anos. Após a sessão, acontece um debate com os editores do Zinematógrafo. A entrada é franca.

Em 2015, a Sessão Aurora vai promover o ciclo Histórias do Cinema Americano, a partir de filmes de diferentes tempos, gêneros e autores em exibições mensais. Considerado o pai do “cinema narrativo clássico”, Griffith será o ponto de partida dessa jornada cinematográfica. A sessão também marca o lançamento do Zinematógrafo número 13.

Em O Nascimento de Uma Nação, Griffith consolida o modelo narrativo que se tornaria dominante no cinema americano e que ele vinha germinando, mais ou menos conscientemente, desde o início de sua carreira como diretor, em 1908. Nesta época, o cinema americano passava por transformações que acompanhavam o desenvolvimento do próprio capitalismo do país. Inserido neste contexto mais amplo, Griffith soube como ninguém se integrar na nascente indústria do cinema e, mais do que isso, ajudar a construir um sistema narrativo eficiente que pudesse manter o interesse do público numa arte que lentamente se afirmava como tal, alimentando, então, o a curiosidade da classe-média americana. É este movimento crucial que O Nascimento de Uma Nação vai sacramentar, com todas as tensões estéticas e ideológicas que ele traz.



O filme narra a história de duas famílias: os Stonemans, do Norte abolicionista, e os Camerons, do Sul escravista a partir do início da Guerra Civil Americana (1861-1865) até a Reconstrução nos anos seguintes – período no qual, aliás, Griffith teve sua infância. Baseado no livro e na peça de Thomas Dixon Jr., “The Clansman: An Historical Romance of the Ku Klux Klan”, pretensa verdade histórica sobre a Guerra e os papéis dos Confederados e da União nos conflitos, os 180 minutos do filme mostram ainda o assassinato de Lincoln e a ascensão da Ku Klux Klan, no filme tomada como a salvação heróica dos brancos “na luta contra os negros”. Para o clã, na versão da história que Griffith comprou da obra de Dixon, a abolição da escravidão levaria os Estados Unidos ao caos.

Exibido pelo então Presidente e notório racista Woodrow Wilson na Casa Branca, o filme, produção grandiosa e sucesso de público, também teve de lidar com protestos onde quer que fosse anunciada a sua exibição pública. Notadamente pelo racismo que o filme veicula, movimentos pelos direitos dos negros fizeram, ao longo de décadas, protestos pelo banimento do filme, enquanto que, do outro lado, tentava-se defender o filme apelando para as “liberdades constitucionais”, tendo o próprio Griffith se pronunciado no célebre discurso “The Rise and Fall of Free Speech in America”. No limite, é um filme que reflete um pouco da própria tensão social que atravessa a História dos Estados Unidos desde a sua fundação.

SESSÃO AURORA
O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO
28/02 - 18h
(The Birth of a Nation)
Direção: David Wark Griffith
1915
180 minutos
Elenco: Lilian Gish, Henry B. Walthall, Mae Marsh, Miriam Cooper, Mary Alden, George Siegmann, Wallace Reid

Exibição em HD com legendas em português

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Recesso da Sala P. F. Gastal

Prezados,


A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) entra em recesso a partir desta terça-feira, 16 de dezembro. A reabertura acontece em fevereiro de 2015.  

 


O ANO DA P.F. GASTAL



2014 foi um ano maravilhoso e movimentado na Sala P. F. Gastal. Tivemos uma resposta incrível do público nas mostras, exibições especiais, nos filmes que colocamos em cartaz e em outros eventos que atravessaram o nosso 15º ano de vida.



De março a dezembro, conhecemos os documentários do cambojano Rithy Panh e do chinês Wang Bing; descobrimos as pérolas sessentistas da Nouvelle Vague Tcheca, as novidades do cinema dinamarquês, o humor sofisticado do francês Pierre Étaix, a elegância do clássico alemão Helmut Käutner, comemoramos os 40 anos de filmes seminais do cinema americano: Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes, O Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper, e O Fantasma do Paraíso, de Brian De Palma. 

Helena Ignez e Marcus Mello
Também foram muitas as sessões memoráveis com a presença de realizadores, atores e nomes que fizeram a história do cinema brasileiro. Helena Ignez trouxe a cópia restaurada de Copacabana Mon Amour, de Rogério Sganzerla; Wolf Gauer e a atriz Marlise Saueressig apresentaram o raro e histórico Os Mucker; João Silvério Trevisan exibiu seu Orgia ou o Homem que Deu Cria pela primeira vez na cidade; toda a equipe comemorou os 30 anos de um dos marcos do cinema gaúcho, Verdes Anos; a montadora Cristina Amaral exibiu em primeira mão o novo filme de Andrea Tonacci, Já Visto Jamais Visto. 


Isso tudo sem contar as inúmeras exibições e lançamentos de filmes gaúchos, de todos os formatos, bitolas e durações, reforçando o compromisso da P. F. Gastal com a difusão do cinema realizado no Rio Grande do Sul. 
Cães Errantes
Em cartaz, exibimos com exclusividade algumas das obras mais impactantes do cinema contemporâneo, como Cães Errantes, de Tsai Ming-liang, Educação Sentimental, de Julio Bressane, Na Neblina, de Sergei Loznitsa, O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira, A Batalha de Solferino, de Justine Triet, Cortinas Fechadas, de Jafar Panahi, além das cópias restauradas da obra-prima Era uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu, e dos dois primeiros filmes de Leos Carax, Boy Meets Girl e Sangue Ruim. 


A SESSÃO PLATAFORMA seguiu atualizando a cinefilia porto-alegrense com filmaços sem distribuição no Brasil, como Manakamana, de Stephanie Spray e Pacho Velez; Viola, de Matías Piñeiro, A Gatinha Esquisita, de Ramon Zurcher, e a mais nova obra-prima do português Pedro Costa, Cavalo Dinheiro.
Cavalo Dinheiro_um dos destaques da Sessão Plataforma
 A SESSÃO AURORA manteve vivo o espírito cineclubista com sessões e debates antológicos de filmes como French Cancan, de Jean Renoir, O Comboio do Medo, de William Friedkin, e O Vício de Abel Ferrara, além de promover as primeiras exibições em Porto Alegre de A Garota de Lugar Nenhum, de Jean-Claude Brisseau, e dos últimos filmes que Eduardo Coutinho finalizou, Sobreviventes de Galileira e A Família de Elizabeth Teixeira. 
A Garota de Lugar Nenhum
O já tradicional PROJETO RAROS seguiu com a missão de exibir filmes obscuros de cinematografias menos conhecidas, como o canadense Les Bons Débarras, de Francis Mankiewicz, o senegalês A Viagem da Hiena, de Djibril Diop Mambety, Nós Vamos Te Comer, de Tsui Hark, produzido em Hong Kong, além do surrealismo japonês de Shuji Terayama e a política cinematográfica de Jean-Luc Godard e Anne Marie Miéville. 
Nós Vamos te Comer
Recebemos as crianças e os adolescentes dentro dos projetos do PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO AUDIOVISUAL, como o Festival Escolar e a mostra Olhares da Escola, com filmes realizados pelos alunos da rede municipal sendo exibidos e debatidos na sala escura. 
Escritos de Alfabetização Audiovisual
Também recebemos mostras e festivais, como o DIÁLOGO DE CINEMA, que apresentou um panorama bem rico da produção de curta-metragem brasileira, além de promover a primeira sessão de Castanha, de Davi Pretto, em Porto Alegre; o CINE ESQUEMA NOVO, que nos trouxe a obra em 16mm do maldito Jack Smith, os curtas de Isabell Spengler, Ken Jacobs e Matthias Müller e outras experiências radicais, além de diversos longas-metragens contemporâneos brasileiros; A VINGANÇA DOS FILMES B, com uma seleção cuidadosa do melhor do cinema de gênero produzido no Brasil; a 9ª edição da Mostra CINEMA E DIREITOS HUMANOS NO HEMISFÉRIO SUL, que exibiu longas e curtas latino-americanos, e uma homenagem ao cinema de Lúcia Murat; o CINEPOLÍTICO, com sessões e debates sobre os 50 anos do Golpe Militar; e o 9º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DO RS, com uma seleção de filmes contemporâneos e uma retrospectiva do alemão Christian Petzold. 
Pré-estreia de Castanha
Importante citar os dois grandes parceiros que tivemos neste ano, fundamentais para viabilizarmos várias mostras e sessões: o Goethe-Institut Porto Alegre e a Cinemateca da Embaixada da França. 
Captura de ecrã - 2014-11-07, 20.53.13
Normal Love_Jack Smith
Agradecemos a todos que vieram, debateram e participaram de alguma forma deste ano especial. Pra terminar, a lista de países que tiveram seu cinema na tela da Sala P. F. Gastal em 2014. Ano que vem tem mais!
The Dark Side of Oz
Alemanha, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Bielorrússia, Brasil, Bolívia, Camboja, Canadá, Coréia do Sul, Colômbia, Chile, China, Dinamarca, Egito, Equador, Espanha, Estônia, Estados Unidos, França, Grécia, Honduras, Holanda, Hong Kong, Hungria, Índia, Inglaterra, Irã, Itália, Iugoslávia, Japão, Jordânia, México, Nepal, Nigéria, Palestina, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Senegal, Venezuela, Uruguai, Taiwan, Turquia.
Wang Bing_Três Irmãs

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A VINGANÇA DOS FILMES B- PARTE IV

A VINGANÇA DOS FILMES B: PARTE IV

         De 09 a 14 de dezembro a Sala P.F.Gastal volta a hospedar A Vingança dos Filmes B, que neste ano chega a sua quarta edição com requintes de crueldade, ação, demência, niilismo e muito humor negro.
"Concebida em 2011 para servir de vitrine para produções que flertam com o cinema de gênero, a mostra se consolidou como um território destinado a divulgação e ao resgate de filmes independentes, produções de baixo orçamento e outros delírios fílmicos, buscando incentivar o público a dialogar com obras que dificilmente encontram espaço nas telas dos cinemas comerciais. Filmes repletos de horror, ação, anarquia, humor e demência, ocupando um mesmo espaço sem restrições quanto ao seu orçamento ou suporte de realização".
Abrindo essa quarta edição a sessão Short Cuts apresentará, além do raro trailer da obscura produção coreana de kung fu “A Vingança da Filha de Bruce Lee”, os
Pray
curtas-metragens “Pray”, de Cláudio Ellovitch, uma delirante produção de horror e fantasia premiada com o grande prêmio no festival Viewster Online Film Festival 2014, “Revelações de um Cineasta Canibal”, a mais nova demência gore do cineasta capixaba Rodrigo Aragão, o perturbador filme pernambucano “Carne”, de Carlos Nigro, e o premiadíssimo “Nua Por Dentro do Couro”, do enfant terrible Lucas Sá.

  Além de produções gaúchas como a animação “Castillo Y El Armado”, de Pedro Harres, que fez parte da seleção oficial do festival de Veneza em 2014, e o inédito “Cidade Média”, de Giordano Gio, a mostra exibirá filmes vindos de diversos estados brasileiros, fazendo um panorama substancial das produções de gênero no país.
Dennison Ramalho será o cineasta homenageado desta edição na Sessão Obscurum, que exibirá seus curtas-metragens “Nocturnu”, “Amor Só de Mãe” e
Amor Só de Mãe
“Ninjas”. Dennison Ramalho é um dos maiores expoentes do cinema de horror brasileiro contemporâneo, seu último trabalho “J is For Jesus”, fez parte do longa “The ABC of Death 2”. Em seu currículo sanguinolento também foi assistente de direção e roteirista de filmes como “O Prisioneiro da Grade de Ferro“, de Paulo Sacramento e “A Encarnação do Demônio”, de José Mojica Marins. O diretor estará presente para um conversa com o público após a sessão.
O cinema independente uruguaio se faz presente na Sessão Fronteira de Sangue, com a exibição de Achuras 2, de Manuel Facal, uma divertida festa gore recheada de
Achuras 2
zumbis, criaturas demoníacas e muito rock’n’roll. Manuel Faca é um dos mais talentosos diretores undergrounds da cena uruguaia, seu último filme, a comédia juvenil “Relocos Y Repassados” se tornou um grande sucesso do cinema independente uruguaio.
A Vingança dos Filmes B agradece a todos os realizadores que aceitaram o convite para participar desta quarta edição, e ao público que fez com que chegássemos até aqui. A Vingança é de vocês!

(Cristian Verardi- curador)

PROGRAMAÇÃO A VINGANÇA DOS FILMES B: PARTE IV

09 de Dezembro (terça-feira)
19h- Confraternização no saguão da Sala P.F.Gastal
20h – ABERTURA - SESSÃO SHORT CUTS: A Vingança da Filha de Bruce Lee (05’) (trailer raro) + Pray (15’) + Revelações  de um Cineasta Canibal (15’) + Carne (20’) + Nua Por Dentro do Couro (20’). Total: 75 minutos. Após a sessão debate com o cineasta Cláudio Ellovitch.

10 de Dezembro (quarta-feira)
18h- SESSÃO SHOOT OR DIE I: Trash Vol.01 e Vol.02. Total: 50 minutos
20h- SESSÃO COMEMORATIVA 30 ANOS DE “GREMLINS” (1984 / 106’), DE JOE DANTE (Após a sessão debate com o cineasta Giordano Gio e o crítico Cristian Verardi).

11 de Dezembro (quinta-feira)
16h- SESSÃO MALDITA MATINÉE- Condenados a Viver (Condenados a Vivir), de Joaquín Luis Romero Marchent (Espanha / 1972 / 90’)
18h- SESSÃO SHOOT OR DIE II: Trash Vol.03 (25’) + Red Hookers (20’). Total: 45 minutos.
19h- Lançamento do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Redux, de César Almeida, e revista Hatari Nº1 (especial western).
20h- SESSÃO SHORT CUTS II: Kassandra (25’) + O Estripador da Rua Augusta (20’) + Vancouver Caliber 9 (12’) + Sexta-Feira da Paixão (12’). Total: 69 minutos. Após a sessão debate sobre cinema de gênero com Christian Caselli, César Almeida, Ulisses da Motta Costa e Felipe Guerra.

12 de Dezembro  (Sexta-feira)
18h- SESSÃO SHOOT OR DIE III: Trash Vol.04 e Vol.05. Total: 50 minutos.
20h- SESSÃO SHORT CUTS III: Canibal Tropical (5’) + Eu & a Loira (12’) + Cidade Média (15’) + O Segredo da Família Urso (15’) + Caçador (20’) + Castillo Y El Armado (14’). Total: 81 minutos

13 de Dezembro (sábado)
15h- SESSÃO SHOOT OR DIE IV: O Anão (8’) + Mal Passado (20’) +  Síndrome de Lobisomem (60’). Total: 88 minutos.
17h30 – SESSÃO OBSCURUM: ESPECIAL DENNISON RAMALHO-  Nocturnu (11’) + Amor Só de Mãe (21’) + Ninjas (23’). Total: 55 minutos. Após a sessão debate com o cineasta Dennison Ramalho.
20h- SESSÃO AURORA -FILME SURPRESA. Após a sessão debate com os organizadores do projeto Zinematógrafo.

14 de Dezembro (domingo)
15h- SESSÃO SERRA DO MEDO: Parasitas do Lodo (26’) + A Maldição do Sanguanel (71’). Total: 97 minutos.
17h- SESSÃO FRONTEIRA DE SANGUE- Achuras 2 (60’ / Uruguai / 2013).
Após a sessão debate com o cineasta uruguaio Manuel Facal.
19h30- SESSÃO SHORT CUTS IV:
Ruído Branco (7’) + Berenice (10’) + O Carniçal (12’) + O Terno do Zé (20’) + Ia Dizer que Voltei (30’). Total: 79 minutos. Após a sessão debate com os cineastas Leandro Engelke, Vinícius Lopes e Mateus Frazão



SINOPSES
A VINGANÇA DOS FILMES B: PARTE IV

A Vingança da Filha de Bruce Lee (05’)
Trailer raro de filme de artes marciais coreano dos anos 1970, exibido nos cinemas poeiras brasileiros neste período.

Revelações de um Cineasta Canibal (2014), de Rodrigo Aragão (15’).
Com: Tiago Ferri, Kika Oliveira
Um cineasta amador irá levar a sua arte até as últimas conseqüências. Livremente inspirado nos crimes dos Canibais de Garanhuns, este curta inédito de Rodrigo Aragão foi originalmente produzido para o projeto de horror “Alerta: Recuento de cadáveres”, que reúne oito diretores latino-americanos.

Pray (2014), de Cláudio Ellovitch (15’)
Com: Amish Desai, Camila Queiróz, João Tolló
Uma aterrorizante experiência religiosa traduzida em objetos tangíveis: sete livros de sabedoria mística vindo de um lugar além do domínio da matéria e da consciência. Eles são a chave para uma nova era e podem curar ou condenar a humanidade, dependendo de quem controlar seu poder.
* Vencedor do Viewster Online Film Festival 2014.
(Sessão com a presença do diretor)
Pray
O Segredo da Família Urso (2014), de Cíntia Bitar (20’)
Com: Gilda Nomacce, Amélia Bittencourt, Liz Comerlatto
1970, ditadura militar brasileira. Geórgia, uma menina de 8 anos, é proibida de entrar no porão de sua casa, onde costumava brincar. Longe dos olhos dos pais e da velha babá, Geórgia encontra a porta destrancada: há alguém lá dentro.
O Segredo da Família Urso


Nua Por Dentro do Couro (2014), de Lucas Sá (20’)
Com: Gilda Nomacce, Miriã Possani
Ela protege sua carne, mas o couro começa a cair.
Nua Por Dentro do Couro
Carne (2013), de Caco Nigro (20’)
Com: João Vigo, Lucrécia Forcioni, Arthur Canavarro
Aquilo de que somos feitos.
Carne
Trash (2013), de Christian Caselli (125’)
Com: Gurcius Gewdner, Petter Baiestorf, Rodrigo Aragão
O cineasta carioca Christian Caselli mergulha fundo no estranho universo do cinema de baixo orçamento produzido no Brasil. E uma questão paira no ar, ser ou não ser Trash? Filmes feitos à custa de muito sangue, suor e tripas, são dissecados nesta série em cinco episódios que faz um divertido panorama da cena de horror brasileira, entrevistando diretores emblemáticos como Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão. A série será dividida em três sessões.
(Sessões com a presença do diretor Christian Caselli)


Red Hookers (2013), de Larissa Anzoategui (20’)
Com: Mônica Mattos, Jacqueline Takara, Ju Calaf
Karen, uma jovem ordeira e estudiosa, começa a perceber que há algo de terrivelmente errado com sua irmã Karina ou, como é conhecida na noite, Cherry. Para descobrir o que se passa com ela e resgatá-la da misteriosa Lady Shub , Karen terá que remexer nos segredos do bordel Red Hookers. Nesse ambiente hostil, horror e depravação a aguardam.
Red Hookers
Gremlins (1984), de Joe Dante (EUA / 106’).
Com: Zach Galligan, Phoebe Cates, Hoyt Axton
Para possuir um Gremlin você precisa seguir três regras básicas. 1º- Mantenha-o longe de luzes fortes, 2º- Nunca o molhe, e 3º- Nunca o alimente após a meia-noite. “Gremlins”, um dos mais cultuados filmes fantásticos dos anos 1980 completa 30 anos, e as pequenas criaturas continuam espalhando horror, anarquia e humor negro por onde passam. Venham celebrar conosco e com o pequeno Gizmo!
(exibição em blu-ray) 
Gremlins
Condenados a Viver (Condenados a Vivir / 1972), de Joaquín Luis Romero Marchent (Espanha / 90’).
Durante um rigoroso inverno nove prisioneiros, acorrentados uns aos outros pelos calcanhares, são escoltados através de uma inóspita região montanhosa. Quando descobrem que as correntes que os unem na verdade são feitas do mais puro ouro, os aprisionados não hesitam em se trucidarem com requintes de crueldade em uma briga pela posse do vil metal. “Condenados a Viver” é considerado um dos westerns mais violentos já realizados. O tom sombrio e o niilismo avassalador imposto pelo diretor Marchent servem como uma despedida amarga e violenta de um gênero que anunciava o fim de um ciclo após uma década de intensa produção em território europeu.
Condenados a Viver
Parasitas do Lodo (2014), de Fernando Menegatti (26’)
Com: Fábio Vergani, Ismael Sebben, Maura Ambrosi
Três indivíduos em troca de dinheiro sujo se condenam a uma vida claustrofóbica e doentia.
Parasitas do Lodo
Vancouver Caliber 9 (2014), de Caio D’Andrea (12’)
Com: Rochelle Okoye, Alexander Heymann, Mathew Baker
Franco, um gangster da velha guarda, está em uma missão para cumprir o último desejo de seu falecido chefe mafioso; suspeitando que seu ex-parceiro tem algo a ver com o roubo de uma grande quantia de dinheiro, Franco aceita um trabalho arriscado que poderá matá-lo, mas que também o fará se sentir vivo novamente.
Vancouver Caliber 9
Sexta-Feira da Paixão (2014), de Ivo Costa (12’)
Com: André Gulla, Avenina Lazarina, Cynthia Machado
Nunca Brinque com os Mortos.
Sexta Feira da Paixão

Kassandra (2013), de Ulisses da Motta Costa (25’)
Com: Renata Stein, Leandro Lefa, Maico Silveira
Paciente do sexo feminino. Vinte anos. Alucinações visuais. Delírios paranoicos. Muda. Mora só.
(Sessão com a presença do diretor)
 
Kassandra
O Estripador da Rua Augusta (2014), de Felipe M. Guerra e Geisla Fernandes (20’
Com: Mônica Mattos, Henrique Zanoni
O insólito encontro entre dois monstros no coração da Rua Augusta, em São Paulo. Mônica Mattos, musa do pornô nacional, encarna uma vampira sexy que busca saciar sua sede vagando pelo lado hardcore da noite paulistana.
(Sessão com a presença do diretor Felipe M. Guerra)
O Estripador da Rua Augusta


Canibal Tropical (2014), de Guilherme Soares Zanella e André Luís Garcia (5’)
Um sacrifício antropofágico de consumação totêmica.
(Sessão com a presença do diretor)
Canibal Tropical

Eu e A Loira (2011), de Lucas Calmon (11’)
Com: Daniela Guaraná, Helder Agostini, Felipe Haiut
Vicente nunca acreditou na história da lendária e mortal Loira do Banheiro. Por isso, ele jamais poderia imaginar que seus caminhos estavam traçados. Ainda mais, dessa forma.
Eu & A Loira


Cidade Média (2014), de Giordano Gil e Texas Wondracek (15’)
Com: Giordano Gil, Júlia Barth
Depois de uma festa a fantasia, um cara decide ir a pé para a casa.
(Sessão com a presença do diretor)
 
Cidade Média
Castillo Y El Armado (2014), de Pedro Harres (14’)
Numa noite de ventania, Castillo encontra sua própria brutalidade na linha do anzol.
(Sessão com a presença do diretor)
Castillo Y El Armado

Caçador (2014), de Taísa Marques e Rafael Duarte (20’)
Com: Samuel Reginatto, Paulo Marques
Sozinho pela primeira vez, um jovem caçador repensa sua vida ao defender as fronteiras de seu território.
(Sessão com a presença do diretor)
Caçador
O Anão (2014), de Diego Quadros (8’)
Com: Turista Universal, Anão de Jardim
A obsessão de um anão faz o homem atingir as raias da loucura.
(Sessão com a presença do diretor)
 
O Anão
Mal Passado (2013), de Julio Wong (20’)
Com: Alline Alves, Lui Strassburger, José Mojica Marins
Garoto vai para a casa da namorada e é algemado na cama antes de descobrir sobre os peculiares hábitos alimentares da família dela.
(Sessão com a presença do diretor)
 
Mal Passado

Síndrome de Lobisomem (2014), de Cláudio Guidugli (60’)
Com: Douglas Marascha, Luiz p.c. de Lima, Franciele Cacimiro
Um grupo de jovens planeja um fim de semana no campo, mas um psicopata transforma a aventura do grupo em um pesadelo sangrento.
(Sessão com a presença do diretor)
Síndrome de Lobisomem


Nocturnu (1998), de Dennison Ramalho (11’)
Com: Denise V, Fábio Seelig, David Camargo.
Um casal de vampiros surge das entranhas de um navio, partindo em busca de carne humana e sangue como alimento. Marco do cinema de horror gaúcho
(Sessão com a presença do diretor)
Nocturnu

Amor Só de Mãe (2002), de Dennison Ramalho (21’)
Com: Débora Muniz, Everaldo Pontes, Vera Barreto Leite
Numa aldeia de pescadores, acontecimentos macabros se desenrolam numa noite de satanismo, morte e orações à Nossa Senhora da Cabeça.
(Sessão com a presença do diretor)
Amor Só de Mãe

Ninjas (2009), de Dennison Ramalho (23’)
Com: Flávio Bauraqui, André Luis Patrício, Carlos Meceni
Em crise após matar inocente durante ação na favela, policial militar é introduzido na unidade dos "Ninjas" - grupo de extermínio que se dedica a eliminar sadicamente suspeitos de crimes violentos.
(Sessão com a presença do diretor)
Ninjas


Sessão Aurora Supresa: Um clássico seminal do horror moderno. Uma das obras mais impactantes do cinema dos anos 1970 completa 40 anos.


A Maldição do Sanguanel (2014), de Felipe M. Guerra, Eliseu Demari, Rafael Giovanella e Ricardo Ghiorzi (71’)
Com: Oldina Cerutti do Monte, Álvaro Guerra, Eliseu Demari
O Sanguanel é uma criatura que povoou o imaginário popular dos imigrantes italianos no Brasil e os assombrou durante mais de meio século. Nesta antologia de histórias de horror, quatro diretores independentes (Felipe M. Guerra, Eliseu Demari, Rafael Giovanella e Ricardo Ghiorzi) apresentam suas diferentes visões sobre esta que é uma das mais aterrorizantes lendas ítalo-brasileiras.
A Maldição do Sanguanel
Achuras 2 (2013), de Manuel Facal (60’)
A banda de rock'n'roll Olgas resolve passar um fim de semana em uma casa, onde 12 anos antes ocorrerá um massacre que a tornou conhecida como a “casa da matança de Pinares”. A vocalista Agustina, auto-proclamada "a filha de Satã", decide fazer contato com os espíritos através da tábua ouija. A invocação libera o puro mal, fazendo com que a história se repita e o sangue volte a jorrar.  
(Sessão com a presença do diretor)


Ruído Branco, de Matheus Neiss e Lucas Sá (7’)
Com: Marcelo Barros, Neuri Putzke
Um garoto assiste um DVD, o #03.
Ruído Branco
O Carniçal (2014), de Rubens Mello (12’)
Com: Victor Fernandes , Lenny Dark, José Mojica Marins
Com a chegada de um bando de ciganos, segredos obscuros virão a tona transformando fatalmente a vida de um homem e de sua estranha família.
O Carniçal
Berenice (2011), de Leandro Engelke e Vinícius Lopes (10’)
Com: Frederico Vasques, Natália Karam
Numa casa destruída um homem se confronta com uma memória.
(Sessão com a presença dos diretores)


O Terno do Zé (2012), de Fabiano Soares (20’)
Com: Carlo Mossi, Antônio Pitanga
Flávio é um diretor de cinema, famoso nos anos 70, mas que caiu no ostracismo, e atualmente tenta de tudo para ter de volta a fama de outrora. E está disposto a tentar até mesmo aquilo em que não acredita. Mas uma dívida sobrenatural pode acabar atrapalhando a sua carreira.
O Terno do Zé
Ia Dizer que Voltei (2014), de Mateus Frazão (30’)
Com: Maria do Horto Coelho, Gregory Debaco, Rafaela Giacomelli
Após um longo período longe de sua família, Robert decide voltar ao lar. Porém, ele não faz ideia da surpresa que terá em seu retorno
(Sessão com a presença do diretor)
Ia Dizer Que Voltei


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