segunda-feira, 25 de maio de 2015

Comunicado

Queridos cinéfilos. Em virtude da greve dos municipários, a programação regular da Sala P. F. Gastal está suspensa por tempo indeterminado. Pedimos desculpas pelo transtorno.




quarta-feira, 20 de maio de 2015

Barroco de André Téchiné no Projeto Raros






Nesta sexta-feira, 22 de maio, às 20h, acontece uma edição especial do Projeto Raros com o filme Barroco, o Jardim do Suplício (1976), de André Téchiné. A exibição na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro faz parte da mostra 8x André Téchiné, que acontece na Cinemateca Capitólio até o dia 24 de maio. Com projeção em blu-ray e legendas eletrônicas em português, a sessão tem entrada franca. 

Terceiro longa-metragem realizado por André Téchiné. Samson, um lutador de boxe (Depardieu), tem informações que podem acabar com a carreira de um conhecido político cuja candidatura às eleições presidenciais será lançada nos próximos dias. A fim de impedir que essas revelações venham à tona, o partido do candidato suborna Samson e impõe como condição que ele deixe o país imediatamente com sua namorada (Adjani).

Dez anos após a eclosão da Nouvelle Vague, a geração que começa a fazer filmes no final da década de 1960 já não tem mais um grande inimigo a atacar (“o cinema de qualidade francês”), a revolução da modernidade no cinema já estava feita. É neste momento justamente que a Nouvelle Vague não passará incólume à uma revisão crítica. Os novos cineastas surgidos da ressaca do cinema moderno não verão mais no naturalismo um valor incontornável. Assim, os primeiros filmes de Téchiné, como Barroco, são marcados pela busca de uma mise-en-scène antinaturalista guiada pela suas referências teatrais, principalmente no que se refere ao jogo dos atores. 

Com curadoria de Liciane Mamede, a mostra 8x André Téchiné é uma realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia e da Vai & Vem Produções Culturais e Cinematográficas, com apoio da Embaixada da França no Brasil, o Consulado da França em São Paulo e do restaurante Atelier de Massas.





RAROS: BARROCO, O JARDIM DO SUPLÍCIO

(Barocco, França, 1976, 105')

Direção: André Téchiné

Com: Isabelle Adjani, Gerard Depardieu, Marie-France Pisier, Jean-Claude Briali, Hélène Surgère

Exibição em blu-ray/ Legendagem eletrônica em português






domingo, 17 de maio de 2015

Mais uma semana para ver O Desejo da Minha Alma




O filme japonês O Desejo da Minha Alma, de Masakazu Sugita, segue em cartaz em cartaz na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro(3º andar), em três sessões diárias, até o dia 24 de maio. O valor do ingresso é R$ 8,00. A projeção é em blu-ray.

SINOPSE Um forte terremoto atingiu o Japão, destruindo mais do que apenas casas. Os mortos são enterrados e os sobreviventes são deixados entre as ruínas. Após o desastre, Haruna e seu irmão Shota vão morar com seus tios. Apesar dos tios serem amorosos e cuidarem bem das crianças, elas estão longe da felicidade. Menção Especial na Mostra Generation do Festival de Berlim 2014.

Masakazu Sugita nasceu em 1981 no Japão. Estudou no Visual Concept Planning Department na Osaka University of Arts. Dirigiu alguns curtas-metragens que foram selecionados para diversos festivais e também trabalhou com os diretores japoneses Junji Sakamoto, Nobuhiro Yamashita e Tatsushi Ohmori. O Desejo da Minha Alma (Hitono Nozomino Yorokobiyo – 2014) é seu primeiro longa-metragem. O filme recebeu a Menção Especial na Seção Generation do 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim.

EQUIPE E ELENCO
Direção e Roteiro: Masakazu Sugita
Elenco: Ayane Ohmori, Riku Ohishi, Naoko Yoshimoto, Koichiro Nishi, Shumpei Ohba, Kyosuke Watanabe, Ritsuko Kohno, Hiroshi Araki
Produção: 344 Productions
Distribuição Nacional: Supo Mungam Films

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Título Original: Hitono Nozomino Yorokobiyo
País: Japão
Ano: 2014
Duração: 85 min.
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Colorido Digital

FESTIVAIS 2014 – 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim – Generation (Menção Especial) 2014 – 10º Tel Aviv International Children’s Film Festival 2014 – 2º Sharjah International Children’s Film Festival

BERLIM
“Entre tantos filmes maravilhosos, este filme em particular nos deixou comovidos e fascinados. Graças aos atores fantásticos, especialmente os excelentes jovens protagonistas, conseguimos nos solidarizar com as experiências deles ao ponto de chegar às lágrimas. Tudo se encaixa nesta história, até os mínimos detalhes.” – (Júri Infantil da Seção Generation Kplus do Festival de Berlim)

“"O Desejo da Minha Alma" é um conto mágico que fala de tristeza, perdão e esperança. Sua história simples, mas profunda, se baseia nos sentimentos mais elementares e se torna acreditável por isso. Maravilhosamente filmado e conduzido por um elenco espetacular, este filme encantou o público alemão de todas as gerações. "O Desejo da Minha Alma" foi uma verdadeira joia rara do Festival de Berlim de 2014 e meu maior desejo é que ele atinja em cheio o coração do público japonês.” – Thomas Hailer (Curador do Festival de Berlim)


GRADE DE HORÁRIOS

19 a 24 de maio de 2015

19 de maio (terça)
15:00 – O Desejo da Minha Alma
17:00 – O Desejo da Minha Alma
19:00 – O Desejo da Minha Alma

20 de maio (quarta)
15:00 – O Desejo da Minha Alma
17:00 – O Desejo da Minha Alma
19:00 – O Desejo da Minha Alma

21 de maio (quinta)
15:00 – O Desejo da Minha Alma
17:00 – O Desejo da Minha Alma
19:00 – O Desejo da Minha Alma

22 de maio (sexta)
15:00 – O Desejo da Minha Alma
17:00 – O Desejo da Minha Alma
20:00 – Projeto Raros: Barroco, o Jardim do Suplício (Sessão Especial da mostra 8x André Téchiné)

23 de maio (sábado)
15:00 – O Desejo da Minha Alma
17:00 – O Desejo da Minha Alma
19:00 – O Desejo da Minha Alma

24 de maio (domingo)
15:00 – O Desejo da Minha Alma
17:00 – O Desejo da Minha Alma
19:00 – O Desejo da Minha Alma 


quarta-feira, 6 de maio de 2015

O Desejo da Minha Alma entra em cartaz



A partir de quinta-feira, 14 de maio, o filme japonês O Desejo da Minha Alma, de Masakazu Sugita, entra em cartaz na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro, na sessão das 17h. O valor do ingresso é R$ 8,00. A projeção é em blu-ray.  


SINOPSE  Um forte terremoto atingiu o Japão, destruindo mais do que apenas casas. Os mortos são enterrados e os sobreviventes são deixados entre as ruínas. Após o desastre, Haruna e seu irmão Shota vão morar com seus tios. Apesar dos tios serem amorosos e cuidarem bem das crianças, elas estão longe da felicidade. Menção Especial na Mostra Generation do Festival de Berlim 2014.  

Masakazu Sugita nasceu em 1981 no Japão. Estudou no Visual Concept Planning Department na Osaka University of Arts. Dirigiu alguns curtas-metragens que foram selecionados para diversos festivais e também trabalhou com os diretores japoneses Junji Sakamoto, Nobuhiro Yamashita e Tatsushi Ohmori. O Desejo da Minha Alma (Hitono Nozomino Yorokobiyo – 2014) é seu primeiro longa-metragem. O filme recebeu a Menção Especial na Seção Generation do 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim.    


EQUIPE E ELENCO
 

Direção e Roteiro: Masakazu Sugita 
Elenco: Ayane Ohmori, Riku Ohishi, Naoko Yoshimoto, Koichiro Nishi, Shumpei Ohba, Kyosuke Watanabe, Ritsuko Kohno, Hiroshi Araki 
Produção: 344 Productions 
 Distribuição Nacional: Supo Mungam Films
   
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
 

Título Original: Hitono Nozomino Yorokobiyo 
País: Japão 
Ano: 2014 
Duração: 85 min. 
Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Colorido Digital
  
FESTIVAIS  2014 – 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim – Generation (Menção Especial)  2014 – 10º Tel Aviv International Children’s Film Festival  2014 – 2º Sharjah International Children’s Film Festival 



BERLIM  “Entre tantos filmes maravilhosos, este filme em particular nos deixou comovidos e fascinados. Graças aos atores fantásticos, especialmente os excelentes jovens protagonistas, conseguimos nos solidarizar com as experiências deles ao ponto de chegar às lágrimas. Tudo se encaixa nesta história, até os mínimos detalhes.” – (Júri Infantil da Seção Generation Kplus do Festival de Berlim)  

“"O Desejo da Minha Alma" é um conto mágico que fala de tristeza, perdão e esperança. Sua história simples, mas profunda, se baseia nos sentimentos mais elementares e se torna acreditável por isso. Maravilhosamente filmado e conduzido por um elenco espetacular, este filme encantou o público alemão de todas as gerações. "O Desejo da Minha Alma" foi uma verdadeira joia rara do Festival de Berlim de 2014 e meu maior desejo é que ele atinja em cheio o coração do público japonês.” – Thomas Hailer (Curador do Festival de Berlim)

GRADE DE HORÁRIOS

12 a 17 de maio de 2015


12 de maio (terça-feira)

20h – Oharu – A Vida de uma Cortesã

13 de maio (quarta-feira)

20h – A Nova Saga do Clã Taira

14 de maio (quinta-feira)

17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
20h – Sessão Especial de A Música de Gion na Cinemateca Capitólio

15 de maio (sexta-feira)

17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
20h – Os Amantes Crucificados

16 de maio (sábado)

15h – Os Amantes Crucificados
17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
19h – O Intendente Sansho

17 de maio (domingo)

15h – Contos da Lua Vaga
17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
19h – A Música de Gion

terça-feira, 28 de abril de 2015

O Cinema de Kenji Mizoguchi


Entre os dias 05 e 17 de maio a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta a mostra O Cinema de Kenji Mizoguchi, com seis filmes em película do grande mestre do cinema japonês, incluindo Contos da Lua Vaga, O Intendente Sansho e Oharu – A Vida de uma Cortesã. Com apoio a Fundação Japão e do Escritório Consular do Japão em Porto Alegre, a mostra tem entrada franca. Durante a mostra, acontece uma edição especial do Projeto Raros, com o filme Desejo Profano, obra-prima de Shohei Imamura, um dos principais herdeiros de Mizoguchi dentro da Nouvelle Vague Japonesa.

KENJI MIZOGUCHI

A mostra O Cinema de Kenji Mizoguchi exibe seis filmes realizados durante a década de 1950, a última (e uma das mais prolíficas) do diretor japonês, que morreu precocemente em 1956, aos 58 anos, após várias décadas marcadas por dezenas de obras-primas da história do cinema. A mostra exibe os filmes Oharu – A Vida de uma Cortesã (1952, 16mm) Contos da Lua Vaga (1953, 16mm), A Música de Gion (1953, 35mm), Os Amantes Crucificados (1954, 16mm), O Intendente Sansho (1954, 16mm) e A Nova Saga do Clã Taira (1955, 16mm).

Destacando-se nos principais festivais europeus na década de 1950 (Oharu, Contos da Lua Vaga e O Intendente Sansho receberam prêmios importantes em Veneza), Mizoguchi foi rapidamente alçado ao panteão dos principais realizadores do mundo, especialmente pela crítica francesa, que via na obra do japonês o supra-sumo daquilo que era tido como a principal especificidade do cinema: a arte da mise en scène. Dizia o então crítico Jacques Rivette, na revista Cahiers du Cinéma: “esses filmes - que nos falam, numa língua estrangeira, de histórias às quais nossos costumes e modos de vida são completamente alheios - se comunicam conosco através de uma linguagem familiar. Qual linguagem? A única à qual um cineasta deve reivindicar quando tudo está dito e feito: a linguagem da mise en scène”. Naqueles anos, Mizoguchi era recebido como uma novidade singular no Ocidente, mas já havia realizado mais de cinquenta filmes desde sua estreia, em 1923, ainda no período silencioso do cinema japonês.

Nos anos 1930, Mizoguchi ficou conhecido pelo modo atípico de filmar, construindo a maioria das cenas em apenas um plano, deixando muitas vezes a câmera distante dos atores – num tipo de enquadramento que só seria frequente no cinema contemporâneo. Desde o início, colocou em cena o seu tema favorito: a luta das mulheres e o conseqüente destino trágico num país de costumes patriarcais, tanto em representações contemporâneas quanto em narrativas do período antigo. Nos pós-segunda guerra, Mizoguchi intensificou seu olhar sobre as tragédias femininas, construindo uma série de melodramas sobre a condição da mulher japonesa, entre nobres infelizes, gueixas revoltadas e camponesas dedicadas à família. Na última década de vida, o cineasta apurou ainda mais o seu estilo cinematográfico, trabalhando o plano-sequência e os enquadramentos com uma sensibilidade jamais igualada na história do cinema.  
     

RAROS ESPECIAL

Na sexta-feira, 08 de maio, às 20h, o Projeto Raros exibe o filme Desejo Profano (Akai Satsui, 1964, 150 minutos), de Shohei Imamura, um dos principais discípulos de Mizoguchi, especialmente no modo como centraliza suas tramas na luta das mulheres para. No filme, também conhecido no Brasil como Segredos de uma Esposa, Imamura constrói um delicado drama psicológico sobre uma dona de casa que vive com o marido e o filho numa casa em ruínas perto da linha férrea e começa a repensar sua vida após as visitas constantes de um estuprador. O filme é um dos marcos iniciais da Nouvelle Vague Japonesa. A entrada é gratuita.   

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

Oharu – A Vida de uma Cortesã (Japão, 1952, 148 minutos)

Baseado em romance de Saikaku Ihara, o filme conta a história da vida de Oharu, uma mulher que na juventude fazia parte da cortê do imperador e que em virtude de um relacionamento acaba como pedinte e cortesã, já senhora.Exibição em 16mm.

Contos da Lua Vaga (Japão, 1953, 94 minutos)

Durante a guerra civil japonesa, no século 16, o pobre oleiro Genjuro e seu cunhado Tobei viajam com as respectivas mulheres à capital da província onde vivem, nas redondezas do lago Biwa, para vender utensílios de cerâmica. Com as vendas, Tobei compra armas e se torna samurai, abandonando a esposa. Genjuro, por sua vez, acaba passando vários dias no castelo da misteriosa Lady Wakasa, quando vai entregar as mercadorias. Exibição em 16mm.

A Música de Gion (Japão, 1953, 85 minutos)

A gueixa Miyoharu precisa de uma grande quantia de dinheiro para o debute de sua aprendiz, Eiko. Para ajudá-la, seu amigo Okimi, que pega o valor emprestado com o empresário Kusuda. Como pagamento, Kusuda quer possuir Eiko e ofertar Miyoharu como presente a Kanzaki, para fechar um negócio. As duas vão contra a tradição e se rebelam. Exibição em 35mm

Os Amantes Crucificados (Japão, 1954, 100 minutos)

Osan e Mohei vivem uma história de amor proibida no Japão do XVII, que por sua paixão vão contra os valores morais predominantes. Mesmo lutando contra todas as adversidades, o amor de ambos acaba de forma trágica. Inspirado na obra do dramaturgo Monzaemon Chikamatsu. Exibição em 16mm.

O Intendente Sansho (Japão, 1954, 120 minutos)

Tamaki viaja com Zushio e Anju, seu casal de filhos. No caminho, ela é enganada e é levada para a ilha Sado, e vê seus filhos serem vendidos como escravos. Dez anos depois, Zushio e Anju sabem da história de uma mulher em Sado famosa por cantar uma triste canção por eles. Os irmãos então fazem de tudo para reencontrar sua mãe.Exibição em 16mm.

A Nova Saga do Clã Taira (Japão, 1955, 108 minutos)

O capitão Tamadori retorna a Kyoto depois de derrotar piratas no mar ocidental. A corte decide não recompensar o capitão, já que reprova o crescente poder de sua classe. Kiyomori, filho do capitão, é enviado pelo pai para a residência de Tokinobu, e se apaixona pela filha do dono da casa, Tokiko. Exibição em 16mm.




GRADE DE HORÁRIOS 

05 a 17 de maio de 2015


05 de maio (terça)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – A Música de Gion

06 de maio (quarta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – Contos da Lua Vaga

07 de maio (quinta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – O Intendente Sansho

08 de maio (sexta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – Projeto Raros (Desejo Profano, de Shohei Imamura)

09 de maio (sábado)

15h – Contos da Lua Vaga
17h – Noites Brancas no Píer
19h – Oharu – A Vida de uma Cortesã

10 de maio (domingo)

15h – A Nova Saga do Clã Taira
17h – Noites Brancas no Píer
19h – Os Amantes Crucificados

12 de maio (terça-feira)

20h – Oharu – A Vida de uma Cortesã

13 de maio (quarta-feira)

20h – A Nova Saga do Clã Taira

14 de maio (quinta-feira)

17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
20h – Sessão Especial de A Música de Gion na Cinemateca Capitólio

15 de maio (sexta-feira)

17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
20h – Os Amantes Crucificados

16 de maio (sábado)

15h – Os Amantes Crucificados
17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
19h – O Intendente Sansho

17 de maio (domingo)

15h – Contos da Lua Vaga
17h – O Desejo da Minha Alma (estreia)
19h – A Música de Gion
  



Noites Brancas no Píer até dia 10 de maio




Noites Brancas no Píer, novo filme de Paul Vecchiali, fica em cartaz até domingo, 10 de maio, às 17h, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar). Os ingressos custam R$ 8,00.  


NOITES BRANCAS NO PÍER

Um homem passa um ano sabático numa cidade portuária, onde todas as noites sai para uma caminhada ao longo do cais. Lá ele encontra uma moça que espera o homem da sua vida. Durante quatro noites eles discutem sobre a vida, e ele vai aos poucos se apaixonando por ela. Mas eis que surge o homem que ela ansiosamente esperava. Adaptação livre da obra de Fiódor Dostoiévski.

Paul Vecchiali nasceu em Ajaccio, França, em 1930. Depois de se formar na École Polytechnique, serviu na guerra da Argélia de 1956 a 1959. Começou a fazer filmes em 1961. Vecchiali trabalhou para Cahiers du Cinema e Revue de Cinéma, onde demonstrou uma paixão por Robert Bresson, Jean Grémillon e Max Ophüls. Ele produziu os primeiros filmes do cineasta Jean Eustache antes de fundar a sua própria empresa de produção, Diagonal de 1976. Vecchiali realizou mais de cinquenta filmes, abordando temas como a sexualidade, a pena de morte e a religião. Dirigiu, entre outros, os longas-metragens O Estrangulador (1970), Femmes Femmes (1974) Drugstore Romance (1978), Rosa la rose, publique fille (1985), Once More (Encore) (1988), Bareback ou la Guerre des Sens (2006) e Faux accords (2014).


Título Original - Nuits Blanches sur la Jetée
País - França Ano - 2014
Duração - 94 minutos
Colorido
Classificação Indicativa - 10 anos



GRADE DE HORÁRIOS DA PRIMEIRA SEMANA

05 a 10 de maio de 2015


05 de maio (terça)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – A Música de Gion

06 de maio (quarta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – Contos da Lua Vaga

07 de maio (quinta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – O Intendente Sansho

08 de maio (sexta)

17h – Noites Brancas no Píer
20h – Projeto Raros (Desejo Profano, de Shohei Imamura)

09 de maio (sábado)

15h – Contos da Lua Vaga
17h – Noites Brancas no Píer
19h – Oharu – A Vida de uma Cortesã

10 de maio (domingo)

15h – A Nova Saga do Clã Taira
17h – Noites Brancas no Píer
19h – Os Amantes Crucificados

Obra-prima da Nouvelle Vague Japonesa no Projeto Raros




Nesta sexta-feira, 08 de maio, às 20h, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove uma edição especial do Projeto Raros com o filme Desejo Profano (1964, 150 minutos), de Shohei Imamura. Com projeção em 16mm e entrada franca, a sessão é uma realização da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia, da Fundação Japão e do Escritório Consular do Japão em Porto Alegre

SINOPSE: Na ausência do marido, uma dona de casa entediada é violentada. No dia seguinte, não consegue contar ao marido e ainda sente uma estranha ânsia pelo retorno do agressor.

Desejo Profano é um dos filmes chave da chamada Nouvelle Vague Japonesa, momento de ruptura do cinema nipônico que teve em Shohei Imamura um dos principais nomes. Contratado da grande produtora Nikkatsu, Imamura já buscava a independência na década de 1950, realizando filmes com uma pegada documental, em locações distantes dos tradicionais estúdios. Nos anos 1960, radicalizou sua estética e criou obras-primas calcadas no plano-sequência e em enquadramentos primorosos.  Dedicou parte da sua obra aos dramas das mulheres japonesas, amarradas às condições impostas pela sociedade patriarcal. Poucos realizadores filmaram a insatisfação e a revolta feminina com tanto vigor como fez Imamura em obras como A Mulher Inseto (1963) e Desejo Profano (1964). Por lidar frontalmente com a libertação da mulher, o diretor é considerado o principal sucessor de Kenji Mizoguchi dentro da Nouvelle Vague Japonesa. Shohei Imamura foi um dos poucos diretores a conquistar a Palma de Ouro em Cannes duas vezes, pelos filmes A Balada de Narayama (1983) e A Enguia (1997).


 


PROJETO RAROS
08/05/2015
DESEJO PROFANO
Dirigido por Shohei Imamura
(Akai Satsui, Japão, 1964, 150 minutos)
Elenco: Masumi Harukawa, Ko Nishimura, Shigeru Tsuyuguchi, Yûko Kusunoki e Ranko Akagi
Projeção em 16mm

Entrada franca