quinta-feira, 24 de abril de 2014

SALA P. F. GASTAL APRESENTA MOSTRA COM CLÁSSICOS DA NOUVELLE VAGUE TCHECA



Entre os dias 29 de abril e 4 de maio, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta, em parceria com a Vai e Vem Produções, o Consulado Geral da República Tcheca e o Centro Cultural Banco do Brasil, a mostra Nouvelle Vague Tcheca - O Outro Lado da Europa, com doze filmes em 35mm da inventiva produção tcheca dos anos 1960. A entrada é franca.     


NOUVELLE VAGUE TCHECA

A mostra reúne filmes raros, alguns que nunca vieram ao Brasil ou não circulam por aqui há muito tempo. A nouvelle vague tcheca (ou Nová Vlna) é um dos movimentos cinematográficos mais inventivos, transgressores e pouco conhecidos dentre as chamadas “novas ondas” dos anos 1960.

Essas películas permaneceram na obscuridade muito tempo devido a proibições do governo tchecoslovaco e, apesar do reconhecimento internacional recebido na época, até hoje a aproximação a elas segue bastante tímida, com exceção da obra de Věra Chytilová e Miloš Forman, e de obras premiadas internacionalmente como Trens Estreitamente Vigiados, de Jiri Menzel, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Os filmes exibidos na mostra são muito diferentes entre si, mas pode-se dizer que é o olhar crítico e estilizado lançado à sociedade que dá a tônica a este cinema de contracultura, em geral marcado por narrativas descontínuas e uma mistura de documentário e ficção, que denota influências da nouvelle vague francesa, do surrealismo, de Kafka e da literatura existencialista. É um cinema que nasceu sobretudo da cruza entre as cores explosivas de Vojtěch Jasný com os lobos negros e a neve branca de František Vláčil. São filmes que podem acabar em música, ou podem acabar como O Cremador de Juraj Herz: numa insanidade sem limites, ainda que agradável em seu sarcasmo zombeteiro e quase infantil.

Gabriela Wondracek Linck (curadora)


RELAÇÃO DE FILMES

PEDRO, O NEGRO (Černý Petr)
 1963, Tchecoslováquia, 86’, p&b Direção: Miloš Forman

Pedro tem 17 anos e começa a trabalhar como segurança de uma loja, onde atura pacientemente as insossas instruções de seu chefe. Os dilemas de Pedro na loja são intercalados com outros do jovem em casa, onde escuta as duras críticas do pai. 


CORAGEM DE TODO DIA (Kazdy den odvahu) 
1964, Tchecoslováquia, 87’, p&b Direção: Evald Schorm 

Atormentado pela sociedade que o cerca e por sua tendência ao alcoolismo, o exemplar funcionário Lukas entra em um labirinto de decadência espiritual e de sanidade psíquica. 


DIAMANTES DA NOITE (Démanty noci) 
 1964, Tchecoslováquia, 64’, p&b Direção: Jan Němec

Dois jovens judeus fogem de um trem que os levaria para um campo de concentração. O filme acompanha a devastação emocional e física de ambos durante a luta por comida e abrigo.


ILUMINAÇÃO ÍNTIMA (Intimní osvětleni) 
1965, Tchecoslováquia, 71’, p&b Direção: Ivan Passer

Petr, músico de sucesso, volta à sua cidade natal acompanhado de sua namorada Stepa, para tocar com grupo de músicos liderado por seu velho amigo Bambas, membro da orquestra local e professor. 


 AS PEQUENAS MARGARIDAS (Sedmikrásky) 
1966, Tchecoslováquia, 74’, cor Direção: Věra Chytilová

Marie I e Marie II partem do seguinte princípio: já que o mundo está estragado mesmo, elas também vão se estragar. As adolescentes vivem de excessos, consumindo e destruindo tudo que podem, à custa de homens mais velhos e bobos.

A FESTA E OS CONVIDADOS (O slavnosti a hostech) 
1966, Tchecoslováquia, 68’, p&b Direção: Jan Němec

Grupo de convidados indo para um piquenique se depara com homem estranho no meio do caminho, que fala de coisas que ninguém entende, porém acaba envolvendo todos em seu discurso. O filme foi "banido para sempre" pelo presidente da Tchecoslováquia, que cogitou também a prisão do cineasta. 

TRENS ESTREITAMENTE VIGIADOS (Ostre sledované vlaky) 
1966, Tchecoslováquia, 92’, p&b Direção: Jiří Menzel

Numa estação de trem da Tchecoslováquia ocupada pela Alemanha se passam os dilemas e as aventuras dos funcionários Hubicka e Milos. Hubicka é obcecado por seduzir mulheres, e MIlos está preocupado em agradar a namorada.

MARKETA LAZAROVÁ (Marketa Lazarová) 
1967, Tchecoslováquia, 165’, p&b Direção: František Vláčil

Baseado no romance homônimo de Vladislav Vancura, o filme se passa na Idade Média e retrata de forma poética a transição do mundo pagão para o mundo cristão, por meio da história de duas famílias rivais.

A PIADA (Žert) 
1968, Tchecoslováquia, 77’, p&b Direção: Jaromil Jireš

Baseado no livro homônimo de Milan Kundera, conta uma história verídica do próprio escritor, expulso do Partido Comunista ao ter uma carta interceptada pelo Governo. No filme, o Governo intercepta um cartão postal que o protagonista Ludvik  envia para a sua namorada Markéta, com uma piada a respeito dos estudos dela.

O CREMADOR (Spalovač mrtvol) 
 1968, Tchecoslováquia, 96’, p&b Direção: Juraj Herz

Para o cremador Kopfrkingl, transformar o corpo em cinzas significa purificar a alma. Kopfrkingl gosta de seu trabalho e trata bem os filhos e a mulher. Até o dia em que encontra um ex-companheiro de Guerra, que tenta o convencer de seu sangue alemão. 

FRUTO DO PARAÍSO (Ovoce stromů rajských jíme)
1969, Tchecoslováquia / Bélgica, 95’, cor Direção: Věra Chytilová

Eva é uma jovem obcecada por um homem de vermelho, que não sabemos quem é. O filme também recria de forma alegórica e psicodélica a história de Adão e Eva. Espécie de celebração visual da tentação.

VALERIE E SUA SEMANA DE DESLUMBRAMENTOS (Valerie a týden divů)
1970, Tchecoslováquia, 73’, cor Direção: Jaromil Jireš

Valerie mora com sua avó em uma cidadezinha medieval. Durante uma festa de carnaval, a menina percebe o despertar de sua sexualidade e se imagina rica e poderosa, ao mesmo tempo em que sua avó se transforma numa vampira.


GRADE DE HORÁRIOS

29 DE ABRIL (TERÇA)
19:00 – Coquetel de abertura
20:30 – As Pequenas Margaridas

30 DE ABRIL (QUARTA)
18:00 – Trens Estreitamente Vigiados
20:00 – Fruto do Paraíso (Sessão Cinedrome, debate com Rochele Zandavalli e Leonardo Bomfim)

01 DE MAIO (QUINTA)
15:00 – Iluminação Íntima 
17:00 – Coragem de Todo Dia
19:00 – A Festa e os Convidados

02 DE MAIO (SEXTA)
16:00 – Pedro, o Negro
18:30 – As Pequenas Margaridas
20:00 – O Cremador

03 DE MAIO (SÁBADO)
15:00 – A Piada
17:00 – Diamantes da Noite
19:00 – Marketa Lazarova

04 DE MAIO (DOMINGO)
15:00 – Pedro, o Negro
17:00 – Trens Estreitamente Vigiados
19:00 – Valerie e sua Semana de Deslumbramentos  – seguida de debate com Anelise De Carli, Pedro Henrique Gomes, Tulipa Meireles e Leonardo Bomfim, críticos e pesquisadores que produziram o catálogo da mostra. 


quarta-feira, 23 de abril de 2014

GRADE DE HORÁRIOS - 22 a 27 de abril de 2014


22 de abril (terça)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

23 de abril (quarta)

17:00 – Na Neblina
20:00 – Cabra Marcado Para Morrer (CinePolítico: 50 anos do Golpe Militar)

24 de abril (quinta)

17:00 – Na Neblina
20:30 – Sessão Plataforma (Viola, de Matías Piñeiro)

25 de abril (sexta)

17:00 – Na Neblina
19:30 – Na Neblina

26 de abril (sábado)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Sessão Plataforma (reprise)
20:15 – Sessão Aurora (Especial Eduardo Coutinho)

27 de abril (domingo)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina
 

Filmes inéditos de Eduardo Coutinho na Sessão Aurora



Neste sábado, 26 de abril, às 20h15, a Sessão Aurora apresenta na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), em parceria com o Instituto Moreira Salles, os últimos filmes finalizados por Eduardo Coutinho, inéditos em Porto Alegre: A Família de Elizabeth Teixeira e Sobreviventes de Galileia, reencontros com personagens de sua obra-prima,Cabra Marcado Para Morrer. A entrada é franca.  

Depois da conclusão de Cabra Marcado Para Morrer (1964-1984), Eduardo Coutinho manteve contato regular com Elizabeth Teixeira, mas não com seus filhos. No início de 2013, o realizador faz uma visita a Elizabeth e sua família no Rio de Janeiro e na Paraíba. O resultado desse encontro está no filme A Família de Elizabeth Teixeira. Em Sobreviventes de Galileia, o cineasta vai a Pernambuco para reencontrar dois outros personagens de seu filme: Cícero e João José (o Dão da Galileia). As duas obras fazem parte dos extras do DVD de Cabra Marcado Para Morrer, lançado pelo Instituto Moreira Salles.


A família de Elizabeth Teixeira
Direção: Eduardo Coutinho
(Brasil, 2013. 65’, 12 anos)


Sobreviventes de Galileia
Direção: Eduardo Coutinho
(Brasil, 2013. 27’, 12 anos)

Exibição em blu-ray.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CICLO DE CINE POLÍTICO PROMOVE LANÇAMENTO DO DVD DE CABRA MARCADO PARA MORRER NA SALA P. F. GASTAL


Na quarta-feira, 23 de abril, às 20h, a Sala P. F. Gastal e o grupo de pesquisa Kinepoliticom, da pós-graduação da Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, em parceria com o Instituto Moreira Salles, promovem o lançamento do DVD de Cabra Marcado Para Morrer, obra-prima de Eduardo Coutinho, marcando a primeira sessão do ciclo de cinema político sobre os 50 anos do Golpe Militar no Brasil. O filme será exibido em blu-ray. Após a projeção, haverá um debate com os críticos Enéas de Souza e Milton do Prado e mediação de Cristiane Freitas. A entrada é franca.     

Em 1962, Eduardo Coutinho filmou na Paraíba um comício em protesto pela morte do líder camponês João Pedro Teixeira. Dois anos mais tarde, dirigiu um filme de ficção sobre a trajetória de João Pedro, cuja filmagem foi interrompida em 31 de março de 1964 com o golpe militar. 17 anos depois, Coutinho retoma as filmagens e reencontra alguns dos personagens que participaram das filmagens nos anos 1960, como os membros das Ligas Camponesas de Sapé e de Galileia. Concluído em 1984 como um documentário, o filme investiga também a trajetória da viúva de João Pedro Teixeira, Elizabeth, e a de seus filhos.

O Instituto Moreira Salles lança em DVD o documentário Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho (1933-2014). O lançamento inclui dois filmes inéditos do realizador, produzidos pelo Instituto Moreira Salles em parceria com a Videofilmes: Sobreviventes de Galileia (Brasil, 2013) e A família de Elizabeth Teixeira (Brasil, 2013). Ambos os filmes baseiam-se no retorno de Coutinho a Sapé (Paraíba) e Galileia (Pernambuco), locações originais de Cabra marcado para morrer, onde ele reencontra Elizabeth Teixeira e seus filhos e camponeses que participaram das filmagens em 1964 e no início dos anos 1980.


Além desses dois filmes inéditos, o DVD conta com uma faixa comentada, com a participação de Eduardo Coutinho, Eduardo Escorel, montador do filme, e Carlos Alberto Mattos, crítico de cinema. Como parte integrante do material, foi produzido um livreto de 74 páginas com um depoimento de Coutinho e uma seleção de críticas publicadas no Brasil e no exterior à época do lançamento do filme, nos anos 1980. 


Cine Político: 50 anos do Golpe Militar no Brasil
1ª sessão
Cabra marcado para morrer
Direção: Eduardo Coutinho
(Brasil, 1964-1984. 119’, 12 anos)
Exibição em blu-ray


GRADE DE HORÁRIOS
22 a 27 de abril de 2014


22 de abril (terça)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

23 de abril (quarta)

17:00 – Na Neblina
20:00 – Cabra Marcado Para Morrer (CinePolítico: 50 anos do Golpe Militar)

24 de abril (quinta)

17:00 – Na Neblina
20:30 – Sessão Plataforma (Viola, de Matías Piñeiro)

25 de abril (sexta)

17:00 – Na Neblina
19:30 – Na Neblina

26 de abril (sábado)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Sessão Plataforma (reprise)
20:15 – Sessão Aurora (Especial Eduardo Coutinho)

27 de abril (domingo)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina
 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

JOVEM CINEMA ARGENTINO NA SESSÃO PLATAFORMA #07


A segunda edição da Sessão Plataforma de 2014 traz à Sala P. F. Gastal  na quinta-feira, 25 de abril, às 20h30, o filme Viola, do jovem realizador Matías Piñeiro, um dos destaques do cinema argentino contemporâneo. A reprise acontece no sábado, às 19h.

Em seu terceiro longa-metragem, Piñeiro apresenta um grande frescor cinematográfico, usando seus personagens e os artifícios da representação para explorar a obra de William Shakespeare. Em sua curta e intensa filmografia, o diretor vem explorando a interação entre cinema e literatura, fugindo do lugar comum das adaptações. Segundo Piñeiro, “não são adaptações, pois não me interessa levar adiante uma obra inteira. Me colocaria numa burocracia narrativa que não me seduz, que não acredito que possa resolver bem agora mesmo.”

Revelação do cinema latino-americano, Matías Piñeiro é visto como uma das mais sensíveis e sofisticadas novas vozes da filmografia contemporânea da Argentina. O realizador tem percorrido importantes festivais ao redor do mundo, apresentando Viola em Berlim, Toronto, Cartagena, Copenhagen, Valdívia, onde conquistou Prêmio Especial do Júri, e no BAFICI Buenos Aires, onde conquistou o Prêmio FIPRESCI.


_Viola
dir: Matías Piñeiro, 65min, ARG, 2012.

- 63ª Berlinale - Berlin International Film Festival – Forum
- Toronto International Film Festival
- Valdivia International Film Festival (Prêmio Especial do Juri)
- CPH:PIX
- Cartagena International Film Festival
- BAFICI (Prêmio FIPRESCI)

SINOPSE_
Viola vive em Buenos Aires junto com Javier, seu namorado de longa data. Juntos, eles mantêm um pequeno negócio de pirataria de filmes. Um dia, Viola encontra uma jovem de uma trupe teatral que pede a ela que a substitua em um espetáculo do grupo. Trata-se de uma peça que combina fragmentos de diversas obras de Shakespeare, entre elas Noite de Reis. Mesmo não sendo atriz, Viola participa da peça, assumindo um papel masculino. A partir daí, cria-se uma série de intrigas e flertes entre Viola, Javier e os integrantes do grupo



Exibição confirmada: 24 de abril, 20:30.
Reprise única: Sábado, 26 de abril, 19:00.




GRADE DE HORÁRIOS
22 a 27 de abril de 2014


22 de abril (terça)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

23 de abril (quarta)

17:00 – Na Neblina
20:00 – Cabra Marcado Para Morrer (CinePolítico: 50 anos do Golpe Militar)

24 de abril (quinta)

17:00 – Na Neblina
20:30 – Sessão Plataforma (Viola, de Matías Piñeiro)

25 de abril (sexta)

17:00 – Na Neblina
19:30 – Na Neblina

26 de abril (sábado)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Sessão Plataforma (reprise)
20:15 – Sessão Aurora (Especial Eduardo Coutinho)

27 de abril (domingo)

15:00 – Na Neblina
17:30 – Revelando Sebastião Salgado
19:00 – Na Neblina

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Na Neblina estreia em Porto Alegre




A partir de terça-feira, 15 de abril, o filme bielo-russo Na Neblina, dirigido por Sergei Loznitsa, vencedor do prêmio da crítica no Festival de Cannes de 2012, entra em cartaz na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar). A exibição é em 35mm. Os documentários Memórias de Xangai, de Jia Zhang-ke, e Revelando Sebastião Salgado, de Betse de Paula, seguem na programação.

Em 1942, a região da Bielorrússia está ocupada pelas tropas alemãs nazistas. Quando um trem repleto de alemães sai dos trilhos, gerando diversas mortes, quatro trabalhadores ferroviários são acusados de sabotagem. Três deles são enforcados, exceto um, liberado pelos líderes nazistas. Sem saber o porquê de sua liberação, este homem passa a viver um calvário, sendo rejeitado pelos amigos e familiares, que o consideram um colaborador do regime inimigo.

Também autor de Minha Felicidade, narrativa forte sobre a espiral de violência que absorve a população de sua região, Sergei Loznitsa é um dos nomes mais aclamados do cinema realizado na região russa atualmente. Sobre Na Neblina, afirmou à crítica do jornal O Globo que “o romance do protagonista é a história de um homem diante de um dilema moral. É um conto sobre o preço a ser pago para preservar a dignidade humana. Essa situação poderia se passar em qualquer tempo, país, regime. Por isso é tão poderosa”.  


NA NEBLINA
(V tumane, 2012, 127 minutos)
Alemanha/Rússia/Holanda/Bielorrússia/Letônia
Direção: Sergei Loznitsa
Elenco: Vladimir Svirskiy, Vladislav Abashin, Sergei Kolesov, Nikita Peremotovs
Distribuição: Filmes da Mostra


GRADE DE HORÁRIOS
15 a 20 de abril de 2014



15 de abril (terça)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – Memórias de Xangai
19:00 – Na Neblina

16 de abril (quarta)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – Memórias de Xangai
19:00 – Na Neblina

17 de abril (quinta)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – Memórias de Xangai
19:00 – Na Neblina

18 de abril (sexta)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – Memórias de Xangai
19:00 – Na Neblina

19 de abril (sábado)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – Memórias de Xangai
19:00 – Na Neblina

20 de abril (domingo)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – Memórias de Xangai
19:00 – Na Neblina


segunda-feira, 7 de abril de 2014

6º Festival Escolar de Cinema está chegando!




O Festival Escolar de Cinema, uma das mais importantes ações do Programa de Alfabetização Audiovisual, iniciativa que visa aproximar o cinema do contexto escolar, chega em 2014 à sua sexta edição, tornando-se um hábito dentro do calendário escolar da rede pública de ensino. Este ano a expectativa é que cerca de 10.000 estudantes e professores de escolas municipais e estaduais de Porto Alegre, assistam a filmes especialmente selecionados para as faixas etárias dos estudantes, da Educação Infantil ao Ensino de Jovens e Adultos, em três salas de cinema da capital.





O Programa de Alfabetização Audiovisual tem produzido importantes discussões entre os alunos e a reflexão por parte dos professores de formas de acessar e produzir audiovisual no universo da Escola Pública. Através da experiência cinematográfica, a educação do olhar é capaz de criar espectadores com repertório e com o prazer da crítica.

O 6º Festival Escolar de Cinema acontecerá durante cinco semanas de programação, entre os dias 06 de maio e 06 de junho, com sessões em três turnos, de terça a sexta-feira, nas salas de cinema P. F. Gastal, CineBancários e Sala Redenção, espaços de cinema consagrados da cidade.

A seleção de filmes preparada para este ano, traz uma série de obras importantes, realizadas em cinematografias distintas, capazes de oferecer uma experiência singular aos estudantes e professores da rede.

O principal destaque desta edição é o longa-metragem Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, vencedor de três prêmios no Festival de Berlim deste ano. Trazendo à tela o despertar da sexualidade de um adolescente cego, o filme retoma a narrativa pincelada no belíssimo curta-metragem, Eu Não Quero Voltar Sozinho, dirigido pelo mesmo autor. O Festival Escolar de Cinema, oferece aos alunos das escolas públicas a exibição do longa simultaneamente ao seu lançamento no circuito comercial, garantindo aos estudantes a oportunidade de participar do debate do filme no momento do lançamento de um dos mais aguardados títulos da recente produção nacional.

Outro ponto alto do Festival são as três deliciosas animações programadas: a tradição da arte seqüencial das produções franco-belgas faz a diferença em Zarafa, jornada de superação de uma pequena girafa, dirigido por Remi Bezançon e Jean-Christophe Lie, enquanto a homenagem ao futebol do argentino Um Time Show de Bola, de Juan José Campanella, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro com O Segredo dos Seus Olhos, traz novos olhares ao tema num ano tão marcado pelo esporte. Saudado por público e crítica como um dos grandes lançamentos de 2014, premiado em festivais do mundo todo, o brasileiro O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, completa as seleção dedicada ao gênero.

No programa de curtas e trechos selecionados para os pequenos, estão desde um clássico eterno do cinema mudo, como um fragmento divertidíssimo de Sete Oportunidades, de Buster Keaton, passando pelo deslumbre visual da seqüência do pomar dos pessegueiros de Sonhos, de Akira Kurosawa, além de um episódio da animação Tom & Jerry em que os personagens vão ao cinema e Marujos do Amor, filme de George Sidney, em que o célebre ratinho divide a dança com Gene Kelly. Na programação, também serão exibidos uma série de curtas-metragens de animação brasileiros (Tem um Dragão no Meu Baú, Doce Ballet, Musicaixa, Uma Estrela no Quintal e Pombinha Branca) e o primeiro episódio de Os Simpsons, um marco da cultura pop contemporânea.

O Programa de Alfabetização Audiovisual e 6º Festival Escolar são uma realização da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Secretarias Municipais da Cultura e da Educação, com parceria da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul, SindiBancários, Sala Redenção e Sala P. F.  Gastal.





Serviço:
6º Festival Escolar de Cinema
De 06 de maio a 06 de junho
Nas Salas de Cinema PF Gastal, CineBancários e Redenção
Agendamentos através dos telefones 51 3289 8134 / 3289 8132
A partir do dia 07 de abril, de segunda a sexta-feira das 08h30 às 12h e das 14h às 18h.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Documentário de Jia Zhang-ke na Sala P. F. Gastal





A partir de terça-feira, 8 de abril, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove a estreia do documentário chinês Memórias de Xangai, dirigido pelo premiado cineasta Jia Zhang-ke. A exibição é em 35mm. Também permanecem na programação O Estranho Caso de Angélica, de Manoel de Oliveira, e Revelando Sebastião Salgado, de Betse de Paula.  

Xangai, fascinante megalópole portuária, conheceu imensas perturbações desde 1930: revoluções políticas e culturais, assassinatos, fluxos de população. Dezoito pessoas, entre elas o cineasta Hou Hsiao-hsien, a atriz Rebecca Pan, dos filmes de Wong Kar-wai, e Zuo Qiansheng, assistente de Michelangelo Antonioni no documentário que o diretor italiano rodou na China, em 1972, recordam as suas vidas nesta cidade em perpétua evolução, as suas experiências pessoais, como dezoito capítulos de um livro

Um dos autores mais importantes da China contemporânea, Jia Zhang-ke mantém em sua produção um constante diálogo entre o documental e o ficcional. Em filmes como Plataforma (2000), O Mundo (2004), Em Busca da Vida (2006) e Um Toque de Pecado (2013) o realizador encontrou na ficção uma forma de documentar as transformações vividas pelo seu país nas últimas décadas, momentos de grande crescimento econômico mas também de fissuras violentas, embora muitas vezes silenciosas, entre o governo e a população, o velho e o novo, o público e o íntimo. Em Memórias de Xangai, exibido pela primeira vez no Festival de Cannes de 2010, as narrativas dos entrevistados acabam criando um precioso catálogo de impressões a respeito do passado e do presente da maior cidade chinesa.    



Memórias de Xangai
(Hai shang chuan qi)
Dirigido por Jia Zhang-ke
China, 125 minutos
Com: Hsin-i Chang, Dan-qing Chen, Han Han, Hsiao-hsien Hou, Rebecca Pan e outros.




GRADE DE HORÁRIOS
8 a 13 de abril de 2014
8 de abril (terça)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – O Estranho Caso de Angélica
19:00 – Memórias de Xangai

9 de abril (quarta)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – O Estranho Caso de Angélica
19:00 – Memórias de Xangai

10 de abril (quinta)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – O Estranho Caso de Angélica
19:00 – Memórias de Xangai

11 de abril (sexta)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – O Estranho Caso de Angélica
19:00 – Memórias de Xangai

12 de abril (sábado)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – O Estranho Caso de Angélica
19:00 – Memórias de Xangai

13 de abril (domingo)

15:00 – Revelando Sebastião Salgado
17:00 – O Estranho Caso de Angélica
19:00 – Memórias de Xangai

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cumbuca Filmes lança o curta Frágil na Sala P. F. Gastal




Frágil, o mais recente trabalho da Cumbuca Filmes, será lançado no dia 4, sexta-feira, às 21h, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar). A entrada é franca.

Com anseios e dilemas cotidianos, o filme de Renata Heinz tem Rafaela Cassol no elenco e trilha sonora do pianista Luciano Leães. "A proposta, desde o inicio, foi retratar alguma situação cotidiana da personagem, comum a muitas pessoas. Ou seja, quase todo mundo se viu um pouco nela, mas ao mesmo tempo questionar: o quanto de mim há nela, o quanto dela há em mim?", diz Renata. "As vezes pregamos um distanciamento do autor com relação a obra, o meu caminho foi oposto." Deixar-se afetar a ponto de ultrapassar o limites entre a realidade do autor e a ficção da personagem é o objetivo do filme.


A sintonia descrita por Renata entre autor e personagem não poderia ser representada por outra atriz que não Rafaela Cassol, que esta presente em diversos outros trabalhos produzidos pela Cumbuca Filmes, como exemplo Sangue e Goma (2011), Esquisita Sofrenia (2008) e OFFORA (2005). Em Frágil, o roteiro inicial passou por um processo de trabalho nas discussões entre atriz, personagem e autor, para possibilitar a exposição de um universo  interior em pensamentos que possuem naturalmente fluxo próprio. "Assumimos isso oficialmente quando me proponho a narrar e interferir na história. História que já não é somente minha, nem da Rafaela, nem de Ana, mas também de quem assiste." A personagem Ana anseia por mudança, seja ela um deslocamento físico ou uma ação interna, traz à tona a dificuldade e a dor que sentimos no momento que antecede a saída dessa zona de conforto.
A parceria com Luciano Leães também já se repetiu em outros trabalhos da Cumbuca. Leães fez a trilha de três documentários e de três curtas dirigidos por Renata. O clipe da música Tit for Tat do pianista foi produzido pela Cumbuca e estrelado por Rafaela. Além disso, Renata registrou e produziu projeções para os shows de Leães para o projeto Blues in Clio Arte do Studio Clio.


Comemorando seus 10 anos, a Cumbuca tem em seu histórico três documentários, 11 curtas, registros de shows e  produção de videoclipes. Marcando esta dada, a produtora conta com um site novo que pode ser acessado em www.cumbucafilmes.com.br.
Sinopse: Uma mulher prestes a encarar uma mudança. Frágil é o que carrega consigo e também a verdade na relação entre a personagem e a autora. Desejos e sentimentos se misturam e se dividem, mas não incólumes, cada um em seu mundo, real e imaginado, ficção ou não.Trailer: 
Trailer: http://youtu.be/SofPsxzpuk0

Renata Heinz:
Professora da Unisinos, coordena os curtas de fim de curso da Unisinos. É diretora de arte e professora dessa disciplina no curso de especialização.
Sócia fundadora da Cumbuca Filmes, Renata Heinz dirigiu, coproduziu e roteirizou os documentários Horror.DOC (72 min , 2012), Diversa Cidade - Um retrato do FSM (32 min, 2010), Berlim Brasil (70 min, 2009), Apolonio doc+show (75 min, 2009), Vida em Comum Incomum - Série FSM2005(15min, 2005) e Fome d Q? (10 min, 2004). Além de exercer essas funções na série de pequenos registros que documentaram o Fórum Social Mundial de 2005: Quente / Frio, Som e Antes da Escuridão, exibidos durante o evento através do Panorama Fórum, alguns retransmitidos em países da América do Sul. Dirigiu e roteirizou os curtas: Sangue e Goma (2011), Legendas (2008), Esquisita Sofrenia (2008), Saco!(2007), Corpo Frio (2006), Alinhavo, deu nó! (2005), Querer Mudo (2005), OFFORA (2005).


Luciano Leães:
Um dos pianistas mais importantes do blues no Brasil. Foi vencedor do Prêmio Açorianos de 2013 como Melhor Instrumentista de Disco POP e foi responsável pela abertura do show de Elton John no Estádio do Zequinha em Porto Alegre no ano de 2013.

Rafaela Cassol: 
Participou de diversos curtas produzidos pela Cumbuca como atriz. É vencedora do Prêmio Aplauso de Teatro (SP) como melhor atriz coadjuvante e vencedora da categoria Melhor Atriz do Festival de Santa Rosa (2011) pela atuação em Sangue e Goma.


FICHA TÉCNICA:
Elenco: Rafaela Cassol
Direção, Roteiro, Direção de Foto, Direção de Arte, Produção: Renata Heinz
Trilha Original: Luciano Leães
Assistência de Arte: Mariana Machado

SERVIÇO:
O que: Lançamento do curta Frágil
Quando: 4/4
Horário: 21h
Onde: Sala P.F. Gastal - Usina do Gasômetro (Avenida Presidente João Goulart, 551)

Mais informações:Lizi Cordeiro - liziane@gmail.com(51)92756520