segunda-feira, 27 de julho de 2015

Última semana para ver Batguano, Hamlet e Jornada ao Oeste




Os filmes Jornada ao Oeste, de Tsai Ming-liangBatguano, de Tavinho Teixeira, e Hamlet, de Cristiano Burlan seguem em exibição na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) até o dia 02 de agosto. As sessões têm projeção digital em alta definição. O valor do ingresso é de R$ 8,00. 



GRADE DE HORÁRIOS
28 de julho a 2 de agosto de 2015

28 de julho (terça-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano
20:30 – Sessão Plataforma (Maidan, de Sergei Loznitsa)

29 de julho (quarta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano

30 de julho (quinta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano

31 de julho (sexta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano
20:30 – Exibição do documentário Sem dentes: Banguela Records e a Turma de 94, de Ricardo Alexandre

1 de agosto (sábado)

15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Reprise da Sessão Plataforma (Maidan, de Sergei Loznitsa)

2 de agosto (domingo)

15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano




JORNADA AO OESTE de Tsai Ming-liang

SINOPSE – Enquanto um homem exausto respira agitado à beira-mar, um monge budista, trajando vestes vermelhas, caminha a um ritmo imperceptível pelas ruas de Marseille, na França. O caminhar lento do monge chama a atenção dos pedestres das ruas movimentadas. A câmera revela pequenos e belos fragmentos da influência que esse caminhante incomum provoca nos habitantes da cidade, até o momento em que o monge ganha, enfim, um discípulo.

Tsai Ming-Liang nasceu em Kuching, na Malásia, em 1957. Mudou para Taiwan, aos 20 anos, para estudar Cinema e Teatro na Chinese Culture University – uma transição que marcou o diretor, que diz não pertencer ou se sentir em casa em nenhum dos dois países. Ming-Liang começou sua carreira como diretor e produtor na TV Taiwanesa, e ganhou destaque na cena cinematográfica ao vencer o Leão de Ouro no Mostra de Veneza, em 1994, com o filme Vive l'Amour. Em 1997, O Rio ganhou o Urso de Prata do Festival de Berlim. Em 2013, Cães errantes recebeu o Prêmio Especial do Júri na Mostra de Veneza. Tsai Ming-Liang é considerado um dos diretores mais importantes em atividade no cinema mundial.

Ficha técnica Direção: Ming-liang Tsai Elenco: Kang-sheng Lee, Denis Lavant Roteiro: Ming-liang Tsai Produção: Frédéric Bellaïche, Vincent Wang Co-produção: Antonin Dedet, Samuel Tronçon Diretor de fotografia: Antoine Héberlé Edição: Lei Zhen Qing Música: Sébastien Mauro Título original: Xi you Ano: 2014 Distribuição brasileira: Zeta Filmes

BATGUANO de Tavinho Teixeira

SINOPSE – Éramos então um só ser duplo vivo transformado com duas cabeças pensando e logo nos tornamos símbolo da perfeição do novo ser em sua máxima evolução e potência e desejo e vontade e expansão e começamos a viajar pelo universo por todas as galáxias divulgando nossa dupla de repentistas punk-rock completos porque a Terra havia ficado pequena demais para nós dois.

Tavinho Teixeira nasceu em 1965 na Paraíba, de lá pra cá desenvolveu atividades nas Artes Cênicas, na Literatura e no Cinema nos mais variados lugares e momentos de sua vida. Firmouse como ator e diretor, chegando a se formar em Interpretação Teatral noCAL, no Rio de Janeiro em 1995. Por essa época foi integrante do grupo teatral “Sarça de Horeb” e trabalhou como ator nas peças: Torturas de Um Coração e AVia Sacra, ambas dirigidas por Almir Telles. Sua trajetória no cinema começou nos anos 90 trabalhando como ator no longa Eu sou o servo, de Eliezer Rolim. Nos anos seguintes deu continuidade ao oficio de ator trabalhando em váriosprojetos, tais como o longa metragem Baptista Virou Máquina ea mini serie de TV A Pedra Do Reino. Em 2011, iniciou sua trajetória como diretor com o longa-metragem Luzeiro Volante, em seguida dirigiu o curta Purpura (2012). Batguano é seu segundo longa metragem. Escreveu os livros de poesia Deus somos nós (1998) e Luzeiro volante (2002)

Ficha Técnica DIREÇÃO E ROTEIRO Tavinho Teixeira Brasil, 4k, 2014, Cor, 74 min, Classificação Indicativa: 18 anos –  ELENCO Everaldo Pontes Tavinho Teixeira DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marcelo Lordello MONTAGEM Arthur Lins PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Barbara Ramos Cristhine Lucena Ramon Porto Mota DIREÇÃO DE ARTE GigaBrow; Diógenes Mendonça SOM Danilo Carvalho DIRETOR ASSISTENTE Ian Abé

HAMLET de Cristiano Burlan

SINOPSE – A partir do assassinato de seu pai por seu tio, Hamlet é obrigado a enfrentar suas próprias contradições e as do mundo à sua volta. Em uma desconstrução de si mesmo, ele mergulha na eterna questão sobre o sentido da existência. Ambientada numa grande metrópole, Hamlet é uma livre adaptação da tragédia de William Shakespeare. Dirigido por Cristiano Burlan e com Henrique Zanoni no papel do príncipe, HAMLET teve sua estreia nacional em 2015, além de ter sido selecionado pela Prefeitura de São Paulo para ser distribuído em cinemas na cidade.

Cristiano Burlan Nasceu em Porto Alegre em 1975. É diretor de cinema e teatro. Na década de noventa morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental Super-8. Esteve à frente do grupo de teatro paulistano, a Fúria. É professor na Universidade do Estado do Amazonas – UEA e na Academia Internacional de Cinema – AIC. A maior parte de sua filmografia participou de importantes festivais como o Festival de Havana, É Tudo Verdade, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Málaga, entre outros. Seu documentário mais recente, Mataram meu irmão, foi o grande vencedor do É Tudo Verdade 2013, angariando os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e da Crítica, também foi vencedor do Prêmio Governador do Estado de São Paulo de 2014 e do 40º Festival Sesc Melhores Filmes. Entre seus principais filmes de ficção estão: Amador, que integrou a 17a Mostra de Cinema de Tiradentes, Sinfonia de Um Homem Só, indicado ao Prêmio Bandeira Paulista na 36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Corações Desertos, A Espera, Opus Hamlet Machine, Os Solitários e 4:48 AM. Em 2015, começa a filmar Elegia de um Crime, que encerra sua trilogia do luto, iniciada com Construção e Mataram Meu Irmão. Esta em fase de finalização do longa-metragem de ficção Fome, que tem Jean Claude Bernardet como protagonista.

Ficha técnica Direção: Cristiano Burlan. Roteiro: Cristiano Burlan e Henrique Zanoni. Distribuição: Bela Filmes Gênero: Drama. Cor: Preto e branco. Duração: 90 minutos. Codistribuição: Spcine Produção: Bela Filmes. Produção Executiva: Simone Paz e Mariana Lamberti de Abreu. Diretora de produção: Mariela Lamberti de Abreu. Fotografia: Rafael Nobre. Montagem: Grace Pinto e Pedro Leite. Elenco: Henrique Zanoni, Jean-Claude Bernardet, Ana Carolina MarinhoLuiz Fernando Resende, Suia Legaspe, Paulo Bordhin, Gustavo Canovas, Eduardo Bordinhon e Rejane Arruda. Trilha Sonora: Guilherme Garbato e Gustavo Garbato.

Sessão única de Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94




Nesta sexta-feira, 31 de julho, às 20h30, acontece na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) a sessão única do filme Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94, de Ricardo Alexandre. A exibição do documentário sobre o selo que lançou bandas como Raimundos e Mundo Livre S/A é uma promoção da rádio web Mínima FM. A entrada é franca.  

O release:

Que o ano de 1994 foi especial, ninguém tem dúvida. Foi o ano da estréia dos Raimundos e de Chico Science & Nação Zumbi, o ano em que o Skank lançou Calango para mais de um milhão de compradores, o ano de festivais independentes como Juntatribo, Abril pro Rock e Superdemo, o ano em que revistas e fanzines, programas de rádio e televisão construíram uma cena renovada e forte, o ano em que bandas como Mundo Livre S/A, Planet Hemp e Pato Fu entraram em estúdio para marcar para sempre a história da música pop nacional. Se tudo isso já era sabido, com o lançamento de Sem dentes: Banguela Records e a Turma de 94, novo filme do jornalista Ricardo Alexandre, a história dessa inesquecível geração pode ser finalmente compreendida e celebrada de forma muito mais clara.

O eixo central do filme, como seu nome diz, é a história do Banguela Records, um selo independente criado pelos Titãs ao lado do produtor Carlos Eduardo Miranda, com financiamento e distribuição da gravadora Warner Music. O Banguela teve história curta e marcante, lançando, entre outros, os Raimundos (o primeiro disco de ouro de um selo indie no Brasil), Mundo Livre S/A, Little Quail & The Mad Birds, Maskavo Roots e Graforreia Xilarmônica, além do projeto paralelo dos titãs Branco Mello e Sergio Britto, o barulhentíssimo trio Kleiderman. Ali também se cristalizou a identidade musical daquela geração: o cruzamento de influências brasileiras processadas com o que de mais moderno se fazia no rock internacional. E por suas salas passaram quadrinistas, ilustradores, jornalistas, grafiteiros, produtores de shows e malucos em geral, que criaram a geração “mais original, mais rica que o Brasil havia tido até então”, nas palavras de Miranda.

Desde março de 2014 quando começou a ser rodado, a equipe de Sem dentes fez mais de 20 entrevistas com músicos, produtores, jornalistas e gente que construiu a história do selo e da geração do início dos anos 1990. Imagens raras e inéditas misturam-se a vídeos clássicos da época compondo um mosaico revelador, divertido, informativo e emocionante.
Sem dentes é o quarto documentário do jornalista Ricardo Alexandre, ex-diretor de redação das revistas Bizz, Trip e Época São Paulo, Prêmio Jabuti 2010 pela biografia Nem vem que não tem: A Vida e o Veneno de Wilson Simonal. Além de dirigir o filme, Ricardo assina o roteiro ao lado do também jornalista Alexandre Petillo (diretor do curta As Pulgas da Condessa e autor dos livros A Ira de Nasi e Curtindo Música Brasileira). Veteranos do jornalismo musical brasileiro, os dois se valeram da grande intimidade com os entrevistados e da fartura de material colhido para imprimir um ritmo ágil ao filme. Outra preocupação da dupla desde o início foi fugir tanto quanto possível do tom saudosista que um trabalho como Sem dentes poderia ter. “Estamos muito satisfeitos que todo o filme aponte para o presente e para o futuro, para o que está sendo feito de bom hoje, e use as lições da turma de 1994 como um incentivo para quem quiser revolucionar tudo de novo”, diz Ricardo Alexandre.

O serviço:
Sem dentes: Banguela Records e a Turma de 94
Quando: sexta-feira, 31/07, 20h30min
Onde: Sala de Cinema PF Gastal, terceiro andar da Usina do Gasômetro (Av. Pres. João Goularte, 551 – Centro, Porto Alegre)
Quanto: entrada gratuita; as senhas serão distribuídas 15min antes da sessão.
Promoção: Mínima FM


SEM DENTES: BANGUELA RECORDS E A TURMA DE 94. Documentário/musical. 121 minutos. Direção: Ricardo Alexandre. Roteiro: Ricardo Alexandre e Alexandre Petillo. Edição: André Pires, Fabio Tintim, Felipe Boy, Rafael Rezende. Produção executiva: Nadia Pontes, Erick Miranda, Alexandre Petillo. Direção de arte: Eduardo Oikawa e Erick Miranda. Fotografia: André Pires. Com: Carlos Eduardo Miranda, Charles Gavin, Dado Villa-lobos, André Forastieri, Fred 04, Gastão Moreira, Fernanda Takai, Nando Reis, Samuel Rosa, Pena Schmidt e outros.


domingo, 26 de julho de 2015

Sessão Plataforma exibe filme sobre protestos na Ucrânia



Na próxima terça feira, 28 de julho, às 20h30, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), acontece a décima sétima edição da Sessão Plataforma, com a exibição de Maïdan, dirigido por Sergei Loznitsa. Com projeção digital em alta definição, o filme terá única reprise no sábado, 01 de agosto, às 19h. O preço do ingresso é R$ 4,00.

Sobre o filme: de novembro de 2013 a março de 2014, a Praça da Independência, em Kiev, foi palco do movimento social onde cidadãos de todas as classes se reuniram para protestar contra o governo do presidente ucraniano Víktor Yanukovich. O diretor Sergei Loznitsa acompanhou todo o progresso dos protestos que tiveram a praça como cenário, das manifestações pacíficas que reuniram meio milhão nas ruas às sangrentas batalhas entre manifestantes e policiais, até a derrocada final de Yanukovich, que se viu obrigado a renunciar ao cargo em março.

Sergei Loznitsa estreou MAÏDAN no Festival de Cannes de 2014, onde também havia estreado seus dois elogiados longas de ficção, MY JOY (Minha Felicidade, 2010) e IN THE FOG (Na Neblina, 2012), ambos estreados comercialmente no Brasil. MAÏDAN segue sem distribuição no país e foi exibido apenas no Festival do Rio e Janela Internacional de Cinema de Recife.

Loznitsa nasceu em 1964 na Bielorrússia, na antiga União Soviética. Formou-se em matemática em Kiev e trabalhou como tradutor de japonês antes de estudar cinema na VGIK, na Rússia. É diretor de 11 documentários, entre curtas e longas. Minha felicidade, sua primeira incursão na ficção, foi exibido na competição oficial do Festival de Cannes 2010. Na Neblina, seu trabalho seguinte, ganhou o prêmio FIPRESCI na edição de 2012 do mesmo festival.

Serviço:

MAÏDAN dir: Sergei Loznitsa, 134 min, UCR/HOL, 2014.
Sessão 28 de julho (terça) - 20h30
Única reprise 01 de agosto (sábado) - 19h
Local: Sala P. F. Gastal - Usina do Gasômetro
Ingresso: R$ 4,00
Projeção: Bluray com legendas em português
Realização: Tokyo Filmes em parceria com a Coordenação de Cinema e Video da Prefeitura de Porto Alegre.

Sessão Plataforma é uma sessão de cinema, realizada desde agosto de 2013 na cidade de Porto Alegre (RS), que exibe filmes recentes e inédito na cidade, de qualquer nacionalidade, duração e bitola, sem distribuição garantida no Brasil.



GRADE DE HORÁRIOS
28 de julho a 2 de agosto de 2015

28 de julho (terça-feira)
15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano
20:30 – Sessão Plataforma (Maidan, de Sergei Loznitsa)

29 de julho (quarta-feira)
15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano

30 de julho (quinta-feira)
15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano

31 de julho (sexta-feira)
15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Batguano
20:30 – Exibição do documentário Sem dentes: Banguela Records e a Turma de 94, de Ricardo Alexandre

1 de agosto (sábado)
15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet
19:00 – Reprise da Sessão Plataforma (Maidan, de Sergei Loznitsa)

2 de agosto (domingo)
15:00 – Jornada ao Oeste
17:00 – Hamlet


19:00 – Batguano

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Jornada ao Oeste, Hamlet e Batguano em novos horários





Os filmes Jornada ao Oeste, de Tsai Ming-liang, Batguano, de Tavinho Teixeira, e Hamlet, de Cristiano Burlan seguem em exibição naSala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) até o dia 26 de julho. As sessões têm projeção digital em alta definição. O valor do ingresso é de R$ 8,00. 



GRADE DE HORÁRIOS
21 a 26 de julho de 2015

21 de julho (terça-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

22 de julho (quarta-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

23 de julho (quinta-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

24 de julho (sexta-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste
20:00 – Projeto Raros (Cuadecuc, Vampir, de Pere Portabella)

25 de julho (sábado)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

26 de julho (domingo)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

JORNADA AO OESTE de Tsai Ming-liang

SINOPSE – Enquanto um homem exausto respira agitado à beira-mar, um monge budista, trajando vestes vermelhas, caminha a um ritmo imperceptível pelas ruas de Marseille, na França. O caminhar lento do monge chama a atenção dos pedestres das ruas movimentadas. A câmera revela pequenos e belos fragmentos da influência que esse caminhante incomum provoca nos habitantes da cidade, até o momento em que o monge ganha, enfim, um discípulo.

Tsai Ming-Liang nasceu em Kuching, na Malásia, em 1957. Mudou para Taiwan, aos 20 anos, para estudar Cinema e Teatro na Chinese Culture University – uma transição que marcou o diretor, que diz não pertencer ou se sentir em casa em nenhum dos dois países. Ming-Liang começou sua carreira como diretor e produtor na TV Taiwanesa, e ganhou destaque na cena cinematográfica ao vencer o Leão de Ouro no Mostra de Veneza, em 1994, com o filme Vive l'Amour. Em 1997, O Rio ganhou o Urso de Prata do Festival de Berlim. Em 2013, Cães errantes recebeu o Prêmio Especial do Júri na Mostra de Veneza. Tsai Ming-Liang é considerado um dos diretores mais importantes em atividade no cinema mundial.

Ficha técnica Direção: Ming-liang Tsai Elenco: Kang-sheng Lee, Denis Lavant Roteiro: Ming-liang Tsai Produção: Frédéric Bellaïche, Vincent Wang Co-produção: Antonin Dedet, Samuel Tronçon Diretor de fotografia: Antoine Héberlé Edição: Lei Zhen Qing Música: Sébastien Mauro Título original: Xi you Ano: 2014 Distribuição brasileira: Zeta Filmes

BATGUANO de Tavinho Teixeira

SINOPSE – Éramos então um só ser duplo vivo transformado com duas cabeças pensando e logo nos tornamos símbolo da perfeição do novo ser em sua máxima evolução e potência e desejo e vontade e expansão e começamos a viajar pelo universo por todas as galáxias divulgando nossa dupla de repentistas punk-rock completos porque a Terra havia ficado pequena demais para nós dois.

Tavinho Teixeira nasceu em 1965 na Paraíba, de lá pra cá desenvolveu atividades nas Artes Cênicas, na Literatura e no Cinema nos mais variados lugares e momentos de sua vida. Firmouse como ator e diretor, chegando a se formar em Interpretação Teatral noCAL, no Rio de Janeiro em 1995. Por essa época foi integrante do grupo teatral “Sarça de Horeb” e trabalhou como ator nas peças: Torturas de Um Coração e AVia Sacra, ambas dirigidas por Almir Telles. Sua trajetória no cinema começou nos anos 90 trabalhando como ator no longa Eu sou o servo, de Eliezer Rolim. Nos anos seguintes deu continuidade ao oficio de ator trabalhando em váriosprojetos, tais como o longa metragem Baptista Virou Máquina ea mini serie de TV A Pedra Do Reino. Em 2011, iniciou sua trajetória como diretor com o longa-metragem Luzeiro Volante, em seguida dirigiu o curta Purpura (2012). Batguano é seu segundo longa metragem. Escreveu os livros de poesia Deus somos nós (1998) e Luzeiro volante (2002)

Ficha Técnica DIREÇÃO E ROTEIRO Tavinho Teixeira Brasil, 4k, 2014, Cor, 74 min, Classificação Indicativa: 18 anos –  ELENCO Everaldo Pontes Tavinho Teixeira DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marcelo Lordello MONTAGEM Arthur Lins PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Barbara Ramos Cristhine Lucena Ramon Porto Mota DIREÇÃO DE ARTE GigaBrow; Diógenes Mendonça SOM Danilo Carvalho DIRETOR ASSISTENTE Ian Abé

HAMLET de Cristiano Burlan

SINOPSE – A partir do assassinato de seu pai por seu tio, Hamlet é obrigado a enfrentar suas próprias contradições e as do mundo à sua volta. Em uma desconstrução de si mesmo, ele mergulha na eterna questão sobre o sentido da existência. Ambientada numa grande metrópole, Hamlet é uma livre adaptação da tragédia de William Shakespeare. Dirigido por Cristiano Burlan e com Henrique Zanoni no papel do príncipe, HAMLET teve sua estreia nacional em 2015, além de ter sido selecionado pela Prefeitura de São Paulo para ser distribuído em cinemas na cidade.

Cristiano Burlan Nasceu em Porto Alegre em 1975. É diretor de cinema e teatro. Na década de noventa morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental Super-8. Esteve à frente do grupo de teatro paulistano, a Fúria. É professor na Universidade do Estado do Amazonas – UEA e na Academia Internacional de Cinema – AIC. A maior parte de sua filmografia participou de importantes festivais como o Festival de Havana, É Tudo Verdade, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Málaga, entre outros. Seu documentário mais recente, Mataram meu irmão, foi o grande vencedor do É Tudo Verdade 2013, angariando os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e da Crítica, também foi vencedor do Prêmio Governador do Estado de São Paulo de 2014 e do 40º Festival Sesc Melhores Filmes. Entre seus principais filmes de ficção estão: Amador, que integrou a 17a Mostra de Cinema de Tiradentes, Sinfonia de Um Homem Só, indicado ao Prêmio Bandeira Paulista na 36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Corações Desertos, A Espera, Opus Hamlet Machine, Os Solitários e 4:48 AM. Em 2015, começa a filmar Elegia de um Crime, que encerra sua trilogia do luto, iniciada com Construção e Mataram Meu Irmão. Esta em fase de finalização do longa-metragem de ficção Fome, que tem Jean Claude Bernardet como protagonista.

Ficha técnica Direção: Cristiano Burlan. Roteiro: Cristiano Burlan e Henrique Zanoni. Distribuição: Bela Filmes Gênero: Drama. Cor: Preto e branco. Duração: 90 minutos. Codistribuição: Spcine Produção: Bela Filmes. Produção Executiva: Simone Paz e Mariana Lamberti de Abreu. Diretora de produção: Mariela Lamberti de Abreu. Fotografia: Rafael Nobre. Montagem: Grace Pinto e Pedro Leite. Elenco: Henrique Zanoni, Jean-Claude Bernardet, Ana Carolina MarinhoLuiz Fernando Resende, Suia Legaspe, Paulo Bordhin, Gustavo Canovas, Eduardo Bordinhon e Rejane Arruda. Trilha Sonora: Guilherme Garbato e Gustavo Garbato.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Cuadecuc, Vampir no Projeto Raros



Na sexta-feira, 24 de julho, às 20h, o Projeto Raros faz uma homenagem a Christopher Lee, ator monumental que nos deixou no último mês, com a exibição de Cuadecuc, Vampir (1970, 69 minutos), dirigido pelo catalão Pere Portabella, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar). Com projeção em DVD e legendas em português, a sessão tem entrada franca.

Uma das mais importantes produções clandestinas do cinema espanhol, Cuadecuc, Vampir traz uma combinação onírica entre ensaio, documentário e ficção e é definido pelo próprio Portabella como um “filme-vampiro”. Realizada com negativos roubados da televisão estatal, a obra se constrói através das filmagens de Conde Drácula (1970), de Jesús Franco, com Christopher Lee e as musas Maria Rohm e Soledad Miranda no elenco. Foi rapidamente percebida como uma alegoria sobre a vampirização do povo espanhol pelo regime do general Francisco Franco, mas também como uma desconstrução do cinema de horror clássico e uma homenagem aos primeiros filmes sobre a história do vampiro, especialmente Vampyr, de Carl Theodor Dreyer e Nosferatu, de F. W. Murnau.

Co-idealizado pelo principal colaborador de Portabella, Joan Brossa, Cuadecuc-Vampir marca a transição do Novo Cinema Espanhol (permitido pelo Estado) a um período clandestino, ilegal e de total oposição às práticas do regime de Franco. Com liberdade total e financiamento próprio, Portabella exerce dois tipos de violência sobre a narrativa original do filme de Jesús Franco: elimina a cor e substitui a trilha sonora por uma paisagem de colisões entre imagem e som, em colaboração com Carles Santos. A imagem em 16mm (os negativos utilizados eram sonoros) força tensões entre o preto e branco, que favorecem o estranho "materialismo fantasmático" de uma análise reveladora dos mecanismos de construção do ilusionismo do cinema narrativo tradicional.

Pere Portabella é um dos nomes mais importantes da cinematografia espanhola. No final dos anos 1950, fundou a produtora Films 59, responsável por alguns dos marcos inaugurais do Novo Cinema Espanhol, como a obra de estreia de Carlos Saura, Los Golfos (1958) e El Cochecito (1960), de Marco Ferreri. Também co-produziu Viridiana (1961), o retorno escandaloso de Luis Buñuel ao país. Mais recentemente, produziu Trem de Sombras (1997), obra-prima de José Luís Guerín, um dos principais nomes do cinema contemporâneo da Catalunha. Portabella começou a dirigir filmes experimentais a partir da segunda metade dos anos 1960, com destaque para Nocturno 29 (1968). Nos anos 1970, com o endurecimento dos últimos anos do regime franquista, teve seu passaporte cancelado e acabou proibido de realizar filmes no país. Cuadecuc-Vampir foi exibido em Cannes e no MoMa, em Nova York, sem a presença do diretor.   




PROJETO RAROS
24/07 – 20h

CUADECUC, VAMPIR
(Espanha, 1970, 69 minutos)
Direção: Pere Portabella


Elenco: Christopher Lee, Soledad Miranda, Maria Rohm, Herbert Lom, Jack Taylor.
Exibição em DVD com legendas em português










GRADE DE HORÁRIOS
21 a 26 de julho de 2015

21 de julho (terça-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

22 de julho (quarta-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

23 de julho (quinta-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

24 de julho (sexta-feira)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste
20:00 – Projeto Raros (Cuadecuc, Vampir, de Pere Portabella)

25 de julho (sábado)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano
19:00 – Jornada ao Oeste

26 de julho (domingo)
15:00 – Hamlet
17:00 – Batguano

19:00 – Jornada ao Oeste

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Michael Mann na Sessão Aurora



Neste sábado, 18 de julho, às 18h30, a Sessão Aurora apresenta na Sala P. F. Gastal o novo filme de Michael Mann, Hacker (Blackhat, 133 minutos, 2015). Após a exibição, acontece um debate com os editores do Zinematógrafo. Com projeção em blu-ray e entrada gratuita, a sessão tem apoio da distribuidora MPLC.

Em Hacker, Nicholas Hathaway (Chris Hemsworth) é um ex-prisioneiro gênio da informática. Liberado pela polícia para auxiliar em uma investigação, ele participa de uma emboscada a uma rede de criminosos, que o faz viajar a Chicago, Los Angeles, Hong Kong e Jacarta.


A exibição faz parte do ciclo Histórias do Cinema Americano, que propõe ao longo do ano uma reflexão sobre o cinema realizado nos Estados Unidos, exibindo filmes de diferentes tempos, gêneros e autores. Nesta sessão, debateremos a obra singular que Michael Mann, um dos raros artistas malditos do blockbuster, autor de Fogo Contra Fogo (1995), Colateral (2004) e Miami Vice (2006), trilhou dentro do cinema de gênero norte-americano a partir dos anos 1980, especialmente o policial e o de ação. Onde encontramos Mann, com seu uso radical da imagem digital, nas transformações desses gêneros nas últimas décadas? Existe alguma influência ou sua obra caminha cada vez mais solitária?



Michael Mann iniciou a carreira na década de 1970, escrevendo roteiros para a televisão, em séries como Starsky & Hutch e Bronk. A relação com a criação televisiva aumentou na década seguinte, quando assumiu a produção executiva e escreveu roteiros de importantes séries como Crime Story e Miami Vice. Foi nessa década que o diretor iniciou sua trajetória cinematográfica. Profissão: Ladrão (1981), sua estreia, já traz um olhar próprio – e terno – à figura do marginal. Sua obra segue com obras importantes como A Fortaleza Infernal (1983) e Caçador de Assassinos (1986), a primeira adaptação do livro de Thomas Harris sobre o psicopata Hannibal Lecktor. Nos anos 1990 e 2000, realizou Fogo Contra Fogo (1995), O Informante (1999), Colateral (2004) e Miami Vice (2006) um refinamento de tudo que havia trabalhado dentro do thriller e do cinema policial na década anterior. O fracasso de bilheteria dos últimos filmes, entretanto, colocou Mann em uma posição marginal dentro do cinema hollywoodiano.







SESSÃO AURORA
HACKER 
(Blackhat, 2015, 133 minutos)
Direção: Michael Mann
Elenco:Chris Hemsworth, Tang Wei, Viola Davis, Leehom Wang





GRADE DE HORÁRIOS
14 a 19 de julho de 2015

14 de julho (terça-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)

15 de julho (quarta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)


16 de julho (quinta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)


17 de julho (sexta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)


18 de julho (sábado)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:30   Sessão Aurora  (Hacker, Michael Mann)

19 de julho (domingo)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)