sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A China de Wang Bing



A partir de terça-feira, 21 de outubro, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) exibe a mostra A China de Wang Bing, com quatro obras de um dos mais importantes documentaristas contemporâneos. Com apoio do Instituto Moreira Salles e da Tokyo Filmes, a mostra traz os dois primeiros e os dois últimos filmes do realizador, apresentando um recorte amplo de sua aclamada filmografia para os cinéfilos porto-alegrenses. Os ingressos para a mostra custam R$ 6,00, com meia entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos.  

Buscando entender as transformações do país a partir da derrocada de uma grande indústria de metais pesados do distrito de Tie Xi Qu, Wang Bing surgiu para o mundo com seu filme de estréia, o monumental A Oeste dos Trilhos (2003), com mais de 9 horas de duração, divididas em três partes e captadas em uma pequena câmera digital mini-dv ao longo de dez anos. Na recente enquete promovida pela revista inglesa Sight & Sound, com a participação de 340 críticos, curadores e cineastas do mundo inteiro, o filme é lembrado entre os vinte grandes documentários da história do cinema. A revista francesa Cahiers du Cinéma também destacou sua importância e o colocou entre os dez melhores filmes da primeira década dos anos 2000. 

A obra de Wang Bing segue em 2007, com o filme Fengming: Memórias de uma Chinesa, um mergulho no período das punições arbitrárias da Revolução Cultural Chinesa, registrando as histórias através de longos depoimentos da jornalista He Fengming, presa e torturada durante anos.

No início dos anos 2010, após uma experiência no campo da ficção sem abandonar o olhar documental, Wang Bing realiza dois novos documentários: Três Irmãs (2012), premiado no Festival de Veneza, sobre três crianças camponesas abandonadas pela mãe, e Até que a Loucura nos Separe (2013), que acompanha o cotidiano de um hospital psiquiátrico isolado no sudoeste da China.         


GRADE DE PROGRAMAÇÃO
21 a 26 de outubro de 2014 

A Oeste dos Trilhos (Tie Xi Qu. Parte 1: Ferrugem) Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 244’)

Entre 1999 e 2001, para seu filme de estreia, o diretor seguiu a antiga linha de trens que cortava a área industrial de Tiexi, no Nordeste da China, para documentar a situação precária de trabalhadores do que foi um dia o grande centro da indústria metalúrgica chinesa. Em Ferrugem, ele mostra a desintegração da cidade. Expõe as precárias condições de trabalho numa fundição, numa fábrica de cabos elétricos e numa outra de chapas metálicas – máquinas desgastadas, ausência de medidas de segurança e de equipamentos para proteger os trabalhadores de substâncias tóxicas. Com um sistema de produção obsoleto, as fábricas enfrentam a falta constante de matérias primas, e os trabalhadores vão pouco a pouco perdendo o emprego. Exibição em DVD. 

A Oeste dos Trilhos (Tie Xi Qu. Parte 2: Vestígios) Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 178’)

Vestígios segue as famílias de trabalhadores de um antigo conjunto residencial operário com a atenção voltada para as crianças e os adolescentes obrigados a lidar com um inevitável deslocamento, expulsas da cidade pelo fechamento das fábricas de Tiexi. Outrora o grande centro da indústria pesada, Tiexi, no nordeste da China, é agora um cenário de decadência. Com as reformas econômicas, as falências, demolições e transferências de fábricas para outras regiões deixaram comunidades inteiras sem emprego. Exibição em DVD.

A Oeste dos Trilhos (Tie Xi Qu. Parte 3: Trilhos) Direção, produção, fotografia e montagem Wang Bing (China, Holanda, 2003. 132’)

O cotidiano de pai e filho que limpam os pátios ferroviários das fábricas mortas em Tiexi, no nordeste da China, outrora um grande centro industrial, agora um cenário de decadência. Buscam peças para tentar vender como matéria bruta para as fábricas que ainda funcionam. Com as reformas econômicas, as falências, demolições e transferências de fábricas deixaram comunidades inteiras sem emprego. Trabalhadores deixados para trás, sobrevivem da venda de ferro-velho das fábricas demolidas. Exibição em DVD.

Fengming: Memórias de uma Chinesa (He Fengming) Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (China, França, 2007. 186’)

Uma longa entrevista em que He Fengming relata sua participação e punição na Revolução Cultural Chinesa. Ela e o marido, jovens jornalistas, foram presos como inimigos do Estado, depois da publicação de críticas contrárias à campanha “Que se abram mil flores”. Presos, foram enviados a diferentes em campos de trabalhos forçados, lugares de humilhação, castigos físicos e morte. Embora tenha filmado todo o tempo com uma única câmera e um mesmo ponto de vista, o depoimento foi filmado em diferentes ocasiões: depois de uma versão de cerca de uma hora e outra de pouco mais de duas horas, Wang Bing voltou a entrevistar sua personagem para compor, finalmente, a versão definitiva, com pouco mais de três horas de duração. Exibição em DVD.

Três irmãs (San Zimei) de Wang Bing (China, França, 2012. 153’)

Três crianças pobres de uma família de camponeses. Apesar de estarem próximas dos avós e tios, vivem sozinhas por abandono da mãe. A mais velha, Yingying, é deixada ainda mais sozinha quando o pai resolve levar as duas menores para a cidade. Exibição em blu-ray.

Até que a loucura nos separe (Feng ai) Direção, fotografia e montagem de Wang Bing (Hong Kong, Japão, França, 2013. 227’)

O cotidiano de um hospital psiquiátrico isolado no sudoeste da China com cerca de 100 pacientes, homens detidos por várias razões e distúrbios. Solitários, abandonados por parentes que raramente visitam, alguns foram simplesmente abandonadas ali pelo governo local por terem quebrado regras. Exibição em blu-ray.



GRADE DE HORÁRIOS
21 a 26 de outubro de 2014

21 de outubro (terça)
19:30 – Até que a Loucura nos Separe

22 de outubro (quarta)
20:00 – Fengming: Memórias de uma Chinesa

23 de outubro (quinta)
20:00 – Três Irmãs

24 de outubro (sexta)
19:30 – Até que a Loucura nos Separe

25 de outubro (sábado)
17:00 – A Oeste dos Trilhos Parte 1: Ferrugem

26 de outubro (domingo)
15:00 – A Oeste dos Trilhos Parte 2: Vestígios
18:00 – A Oeste dos Trilhos Parte 3: Trilhos







Wang Bing: a história pequena
Por José Carlos Avellar

Desde as primeiras projeções, em janeiro de 2003, no Festival de Rotterdam, A oeste dos trilhos despertou uma surpresa duplamente agradável. Essa extensa análise das transformações sociais e econômicas da China contemporânea é feita a partir do registro da decadência da grande indústria de metais pesados de Tie Xi Qu, distrito vizinho à cidade de Shenyang, no nordeste da China. Através da pequena história dos trabalhadores gradativamente marginalizados com o desaparecimento ou a transferência das fábricas, o filme nos leva a refletir sobre a grande história que se desenrola por trás dessas trajetórias individuais.

São nove horas divididas em três partes: Ferrugem, Vestígios e Trilhos. O filme percorre os espaços vazios das fábricas, acompanha o tempo de espera dos mais jovens e dos mais idosos em torno da fábrica e, ao fim, a demolição, quando os operários se aglutinam entre os escombros em busca de peças para vender como ferro-velho para fábricas ainda em funcionamento. E bem aí, dentro dessa surpresa inicial pela extensão do documento, uma outra, e inseparável da primeira, a descoberta de um modo de filmar que propõe um outro realismo cinematográfico. Um modo de filmar que, ao mesmo tempo, se serve dos novos meios técnicos, a exemplo da câmera digital, mas que não repete os habituais efeitos de saturação de luz e cor, a agilidade e o hiper-realismo da imagem em alta definição. A oeste dos trilhos olha sem pressa.

Nenhuma narração, nenhum comentário musical, nenhuma fonte de luz além da existente no interior das fábricas. Imensos galpões quase vazios funcionam ainda que precariamente. Quartos e cozinhas das casas sem aquecimento onde trabalhadores, em meio a um inverno rigoroso, esperam o governo decidir seus destinos. As conversas são filmadas com a câmera em ângulo baixo. Muitas vezes, a câmera pequena é colocada sobre a mesa, ao lado de uma garrafa térmica, entre alguns trapos, como um objeto qualquer da casa. Esses gestos simples da imagem reafirmam a vontade que impulsiona o filme: colocar-se entre os trabalhadores do outrora grande centro de indústrias de metais pesados de Tie Xi Qu, acompanhar suas falas e seus silêncios, suas idas e vindas em busca de trabalho; servir-se da câmera como uma ferramenta idêntica a qualquer outra usada pelos operários antes de serem empurrados para a margem com o fechamento das fábricas.

"A fábrica é a protagonista de meu filme", diz o diretor. Mais precisamente, a fábrica transformada em uma imensa ruína em consequência das transformações econômicas da China, o desaparecimento da fábrica como ferrugem, vestígio, trilho para o estudo do passado recente. "Pertenço a uma geração mais jovem, não conheço as razões e os sentimentos das pessoas mais velhas. Com A oeste dos trilhos queria, ao mesmo tempo, discutir algumas questões de nossa história e outras de meu processo criativo. Basicamente, segui meus instintos, não estabeleci previamente uma linha de abordagem, não organizei racionalmente uma estratégia cinematográfica. Quando terminei o filme, senti que um período da minha vida tinha acabado. Um novo período se inaugurava. Comecei a pensar como poderia desenvolver uma abordagem mais estruturada para o que eu queria fazer no cinema: discutir a experiência da geração anterior. De repente, nos descobrimos com 30 anos de vida - entre os 30 e os 40 - e começamos a perceber a discrepância entre o que nos foi ensinado e a realidade. Nos ensinaram a viver uma irrealidade. Essa foi uma motivação. Uma outra: hoje, na China, as pessoas não querem olhar para o passado. Só pensam no futuro. Só pensam no que querem ser amanhã. O ontem é irrelevante. O hoje, daqui a pouco, também vai-se tornar irrelevante. Se esse pensamento persistir, será muito problemático. Esse tipo de vida no vazio, uma ilusão suspensa no espaço, sem qualquer ligação com a terra, cria em mim uma sensação desagradável, um desconforto psicológico difícil de descrever", explica o diretor.

Um filme é um processo difícil e doloroso, muito cansativo e difícil - prossegue Bing. "Quando A oeste dos trilhos terminou, não senti algo como: 'Ótimo, estou feliz e satisfeito'. Fiz o filme para contar uma história. E ao contar essa história, eu me torno parte dela. Contadores de histórias, os artistas habitualmente imaginam ter uma certa influência sobre o público. Pessoalmente, não quero exercer essa influência - isso implicaria em adotar uma determinada noção de imparcialidade e de verdade. Eu tenho dificuldade de situar o meu trabalho. Não importa como um filme conta uma história, é muito difícil dizer que num filme apresentamos a verdade. Na vida, há momentos em que as coisas são difíceis de entender. Não sabemos lidar com elas. Todo cineasta enfrenta a dificuldade de ser imparcial durante o processo criativo - enfrenta até mesmo a dificuldade de ser fiel a si mesmo. O que é muito difícil. É algo difícil de alcançar em sua vida. Eu também enfrento essa dificuldade. Afinal, qual o meu papel quando filmo um documentário? Às vezes você pode confiar em sua capacidade de compreender a verdade, mas às vezes você se sente perdido e acha que jamais vai alcançá-la. Com relação a isso, estou plenamente consciente de que o meu filme é um intermediário entre a minha vida e a vida do meu interlocutor. O resultado dessa interação é que pode ser considerada a verdade de um documentário".

Qual seria a parte de verdade na feitura de um filme? Para Wang Bing, "o empreendimento é por vezes duvidoso, noutras ele faz sentido. Um filme traz mesmo uma certa porção de verdade. Se podemos dizer que existe um significado num documentário, acho que ele não está na história contada, mas num certo momento do documentário, num instante preciso em que se transmite algo. Um lugar, um instante na vida de alguém. São, digamos, dez, cinco minutos, não importa. Esse momento, quando ele se apresenta e tomamos consciência dele, é determinante. Esse momento não é a história, mas a história pequena. A história pequena é o que existe de mais bonito em um documentário."

Seu segundo filme também prossegue discutindo questões mais gerais da China e outras do processo criativo do diretor. Fengming: memórias de uma chinesa é uma longa conversa filmada também por uma câmera que olha de baixo para cima e não recorre a qualquer fonte de luz além da existente no local. Daí em diante, Bing produziu uma obra de ficção e dez documentários de curta e de longa-metragem empenhados em discutir a experiência da geração anterior e em perguntar por que pessoas de hoje não querem olhar para o passado. São filmes empenhados em buscar na história pequena o momento determinante em que um documentário transmite algo.

Wang Bing pertence à chamada Sexta Geração de diretores chineses (a sexta geração de diretores formados pela Academia de Cinema de Pequim). A oeste dos trilhos (Tie Xi Qu, 2003, 551'), filmado entre 1991 e 2001, foi seu primeiro filme. Em seguida vieram Fengming: memórias de uma chinesa (He Fengming, 2007, 186'); Fábrica de brutalidade, um dos seis episódios de O estado do mundo (2007, 105'. Os outros cinco episódios foram dirigidos por Aiysha Abraham, Chantal Akerman, Pedro Costa, Vicente Ferraz e Apichatpong Weerasethakul); Petróleo (Caiyou Riji, 2008, 840'); Xi Yanh Tang (2009, 18'); Dinheiro de carvão (Tong Dao, 2009, 53'); O homem sem nome (Wu ming zhe, 2010, 92'); A vala (Jiabiangou, 2010, 112'); Três irmãs (San Zimei, 2012, 153'); Sozinho (Gudu, 2013, 89'); Venice 70: Future Reloaded (filme em 70 episódios com a participação, entre outros, de Júlio Bressane, Karim Ainouz, Isabel Coixet, Jean-Marie Straub, Walter Salles, Jia Zhangke e Edgar Reitz; 2013, 120'). Seu mais recente documentário é Até que a loucura nos separe (Feng ai, 2013. 227').



José Carlos Avellar é coordenador de cinema do Instituto Moreira Salles.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Diálogo de Cinema


A partir de terça-feira, 14 de outubro, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro recebe a segunda edição do Diálogo de Cinema, festival competitivo de curtas-metragens, com exibições de filmes brasileiros e internacionais. A entrada é franca. 

Com a intenção aproximar ainda mais o circuito cinematográfico gaúcho do restante do país, a segunda edição do Festival Diálogo de Cinema traz ao público uma seleção de 40 curtas e 2 longas-metragens produzidos no Brasil no último ano, além de uma mostra de curtas internacionais. Produzido pela  Avante Filmes e Sofá Verde Filmes, o festival acontecerá entre os dias 14 e 19 de Outubro. O evento será sediado na Sala P. F. Gastal, no terceiro andar da Usina do Gasômetro, e terá entrada gratuita ao longo de toda sua programação.


O Diálogo de Cinema conta com duas mostras competitivas: a Mostra Diálogo, com 2 curtas-metragens de nove estados do Brasil e a Mostra Cercanias, com nove produções do Rio Grande do Sul. Ao final de cada sessão será realizado um debate ao redor dos filmes assistidos com a presença de diretores de diversas partes do Brasil. A proposta é ampliar o diálogo entre as produções nacionais e dar espaço a filmes que não chegam as grandes salas.


O Festival Diálogo de Cinema 2014 irá exibir dois longas-metragens inéditos em Porto Alegre. Castanha, do diretor Davi Pretto, financiamento Fumproarte 2012, será o filme de abertura. 
A produção gaúcha passou por diversos festivais internacionais e teve sua estreia na mostra Forum do Festival de Berlim

Para fechar a programação, no dia 19 (domingo), o filme convidado é Ela volta na quinta, do diretor André Novais, que teve estreia internacional na mostra competitiva do festival francês FID Marseille. Além das mostras competitivas, irá acontecer a Mostra Diálogo Internacional, com curtas convidados pela curadoria e a estreia da Sessão Carta Branca, que este ano terá uma programação especial com filmes da Estônia. 

Também haverá a Sessão Sala de Estar, com curtas locais fora de competição. O Diálogo de Cinema conta com o apoio da Prime Box Brasil, Famecos (Faculdade de Comunicação Social da PUCRS) , Estúdio Lume, Francisco Simões Pires Assessoria Jurídica, A margem, Masplam. Apoio cultural Tabaré.

Assessoria de Imprensa: Carolina Marquis (51) 9898­9394 
Liege Ferreira (51) 9458 9397









PROGRAMAÇÃO



14 de Outubro, Terça­-feira



19:30 – CERIMÔNIA DE ABERTURA + LONGA DE ABERTURA:

Castanha (Dir. Davi Pretto), seguido de debate (mediador: Marcio Reolon)



Sinopse: João Carlos Castanha é um ator de 52 anos que vive com sua mãe Celina, de 72 anos. Ele divide-se trabalhando à noite como transformista em bares GLS e fazendo pequenas participações em peças de teatro infantis, filmes e programas de televisão. Atormentado e perseguido por fantasmas de seu passado, dia após dia, João passa a confundir cada vez mais a realidade que vive com a ficção que interpreta. 


O filme conta com financiamento do FUMPROARTE e já foi premiado em diversos festivais internacionais.




15 de Outubro, Quarta-­feira

18:00 – SESSÃO CARTA BRANCA #ESTÔNIA

Olga (Dir. Kaur Kokk) - Olga, uma solitária vigia de estacionamento, varre a neve que não para de cair, e espera por sua filha, que guarda o carro lá. Pouco a pouco, as paredes de neve crescem além de sua cabeça. Quando uma virada de destino a impede de ver sua filha novamente, tudo o que lhe resta é encontrar esperança onde ela nunca percebeu antes.

Awesome (Äge) (Dir. Rein Zobel) - Murat, de onze anos de idade, fica surdo após um acidente. Depois de perder a audição, o otimista e aventureiro garoto descobre um novo mundo sem som. Fica fascinado pelo mundo das vibrações, após perceber que o hospital onde é tratado é envolto por uma estranha vibração. Murat usa seu novo senso de mundo para descobrir a origem da vibração.

Three (Kolm) (Dir. Eva Kübar) - Kristiina tem vinte e tantos anos e não sabe o que quer de sua vida. De repente, ela é fotografada pelo jovem e audacioso Mattias, levando-a a escolhas difíceis. Quem fará a decisão final - Kristiina ou seu destino?

Paradise (Paradiis) (Dir. Nora Särak) - O documentário “Paradise” é a apresentação poética de Johannes Valk, antigo dono de uma plantação de rosas.

Fly mill(Karbeste veski) (Dir. Anu-Laura Tuttelberg) - O homem que vive em um velho moinho assa pão diariamente e cria patos que deseja um dia libertar. Mas no campo ao lado de sua casa, caçadores atiram em aves.


White square (Belõi kvadrat) (Dir. Ivan Pavljutskov ) - O menino Zakhar desesperadamente tenta participar de uma brincadeira de esconde-esconde com outros garotos do campo. A situação muda depois de Zakhar encontrar a misteriosa Sasha...


20:00 – MOSTRA DIÁLOGO #1

Dia branco (Dir. Thiago Ricarte) - A neblina nas rochas. A fita no arvoredo. Um celular registra a lembrança de estar lá.

O arquipélago (Dir. Gustavo Beck) - Um retrato de uma família que vive na solidão de um mundo inóspito. Uma crônica íntima dos ritmos da vida cotidiana que muda e abre uma janela para uma beleza inesperada.

Carranca (Dir. Wallace Nogueira, Marcelo Matos de Oliveira) - Uma menina, uma carranca, o rio e o medo.

Verona (Dir. Marcelo Caetano) - Dez anos após o rompimento do duo de dance music Verona, Elias volta ao Brasil para reencontrar seu antigo parceiro, Walter, que está prestes a se casar com Filipe. Walter mora em uma casa isolada no meio do mato, túmulo das ambições da juventude e território de outros sonhos incertos.


Se essa lua fosse minha (Dir. Larissa Lewandoski) - Fazendo um paralelo com os participantes do programa espacial, que ficaram conhecidos como "afronautas", na Zâmbia de 1964, o documentário aborda viventes do trecho de uma determinada rua de Porto Alegre.



22:00 ­ Debate (mediador: Fabiano de Souza)


16 de Outubro, Quinta-­feira

18:00 – MOSTRA DIÁLOGO INTERNACIONAL #1

Solecito (Dir. Oscar Ruiz Navia) - Foi durante uma sessão de casting na escola que os dois personagens do filme encontraram o diretor. Cada um contou sua versão de como eles tinham se separado. E se a ficção os ajudasse a voltar?

 

Symphony No42 (Dir. Réka Bucsi) - Dois ursos polares sentam em cadeiras na margem do rio e pescam, um tiro é disparado. Uma mulher veste uma raposa em volta do pescoço. Ela fuma e assopra a fumaça, tudo fica vermelho. Duas senhoras esperam numa faixa de pedestres onde o tráfico é comandado pelas sinaleiras. Uma delas segura um cão latindo na coleira. A outra pega uma tesoura e corta a coleira. O cão foge. Fim da história, próximo tiro. Uma mulher corta a grama usando um maiô vermelho, deitado na grama em sua frente está um golfinho, respirando o ar.



As Long as Shotguns Remain (Dir. Caroline Poggi, Jonathan Vinel) - Está muito quente. As ruas estão estranhamente vazias. Palmeiras estão secando e as armas chorando. Joshua quer morrer mas não quer deixar seu irmão Maël sozinho. Durante isso tudo, ele se encontra com a gangue: os Icebergues.



Maria (Dir. Mónica Lairana) - Todo o peso da carne de outra pessoa esmaga o corpo inerte de María.



20:00 – MOSTRA DIÁLOGO #2




Castillo y el armado (Dir. Pedro Harres) - Numa noite de ventania, Castillo encontra sua própria brutalidade na linha do anzol.



Bashar (Dir. Diogo Faggiano) - Um tiro de canhão na gloriosa cidade de Aleppo.
O porto (Dir. Clarissa Campolina, Julia De Simone, Luiz Pretti, Ricardo Pretti) - Cais do Vallongo - Cais da Imperatriz - Porto do Rio - Porto Maravilha: camadas de uma cidade assombrada pelo progresso.

Malha (Dir. Paulo Roberto) - E as crenças singulares traduzem essa aproximação violenta de tendências distintas...” “... saem das missas consagradas para os ágapes selvagens...” Euclides da Cunha (Os Sertões). A violenta materialização de um festejo popular, a malhação do Judas, no interior da Paraíba, onde os credos religiosos de um povo servem de pano de fundo para a entrega visceral ao escárnio profano.




Nua por dentro do couro (Dir. Lucas Sá) - Ela protege sua carne, mas o couro começa a cair.





22:00 ­ Debate (mediador: Marcus Mello)




17 de Outubro, Sexta-­feira

18:00 – MOSTRA DIÁLOGO INTERNACIONAL #2
 
Rafa (Dir. João Salaviza) - Às seis da manhã Rafa descobre que a mãe está detida pela Polícia.
Na moto de um amigo, cruza a ponte e vai a uma delegacia no centro de Lisboa para visitá-la e esperar pela sua libertação. As horas passam. E Rafa não quer voltar para casa sozinho.

La Reina (Dir. Manuel Abramovich) - Seu vestido é branco e marrom e usa um capacete de quatro quilos. Tiveram que tirá-lo porque não suportava o peso. Sua cabeça caía. Agora já não quer mais que o tirem porque se sente linda.


Uma História para os Modlins (Dir. Sergio Oksman) - Depois de aparecer no filme “O Bebê de Rosemary”, de Roman Polanski, Elmer Modling fugiu com sua família para uma terra distante, onde isolaram-se em um escuro apartamento durante trinta anos.


Washingtonia (Dir. Konstantina Kotzamani) - Washingtonia se inicia quando o coração de uma girafa não mais pode ser ouvido. Washingtonia é um nome alternativo para Atenas, um lugar onde pessoas, bem como animais, são absorvidas pela tristeza do verão devido ao calor. Washingtonia é a única palmeira cujo coração não é devorado pelo besouro vermelho. Pois seu coração é pequeno e seco, e ninguém gosta de um coração pequeno e seco.

20:00 – MOSTRA DIÁLOGO #3



A cor do fogo e a cor da cinza (Dir. André Felix) - Wagner vive na favela e desde os 7 anos de idade é proprietário da Rede Metror, um canal de televisão feito de papel e lápis de cor. Após 11 anos e mais de 70 novelas transmitidas, Wagner dirige pela primeira vez atrizes reais.

Onde não posso ir (Dir. Lygia Santos) - Quanta luz



Os irmãos Mai (Dir. Thais Fujinaga) - Dois irmãos de origem chinesa saem pelo centro da cidade em busca de um presente para a sua avó. Quanto mais eles caminham, mais longe parecem estar de seu objetivo.

 
O bom comportamento (Dir. Eva Randolph) -  Férias no acampamento de verão. Os celulares ficam guardados enquanto os adolescentes fazem atividades ao ar livre. Desconhecida dos outros jovens, Laura tenta se adaptar.




Sandra espera (Dir. Leonardo Amaral) - Sandra espera ser convocada para o jogo de sábado, espera o jantar com o pai, espera o encontro marcado.



22:00 ­ Debate (mediador: Vitor Necchi)






18 de Outubro, Sábado


15:00 – MOSTRA CERCANIAS #1



Por onde passeiam tempos mortos (Dir. Felipe Diniz) - Uma pequena equipe de cinema atravessa o Rio Grande do Sul a procura de personagens e histórias .  Uma investigação acerca de um tempo revelado no interior dos espaços invisíveis que contornam as estradas.

Castillo y el armado (Dir. Pedro Harres) - Numa noite de ventania, Castillo encontra sua própria brutalidade na linha do anzol.
O que ficou para trás (Dir. Pedro Guindani) - Anos depois de deixar a casa da família no interior, Daniel recebe uma inesperada visita de seu irmão mais novo, André. Os dois, junto a Paula, namorada de Daniel, embarcarão em uma viagem na qual segredos e lembranças enterrados há muito tempo virão à tona.


Nua por dentro do couro (Dir. Lucas Sá) - Ela protege sua carne, mas o couro começa a cair.  

16:30 ­ Debate (mediador: André Araújo)






17:30 – MOSTRA CERCANIAS #2

Caçador (Dir. Rafael Duarte, Taísa Ennes Marques) - Sozinho pela primeira vez, o jovem caçador enfrenta a si mesmo enquanto defende as fronteiras do seu território.

 Lola (Dir. Eder Ramos) - A busca para amenizar a solidão tendo o outro como propriedade.
 
Domingo de Marta (Dir. Gabriela Bervian) - Marta tem 95 anos e espera a família para um almoço de Domingo; mas antes do domingo chegar há o sábado, a sexta, a quinta, a quarta, a terça, a segunda, o silêncio, a chuva, os grilos e as gotas na pia, que reverberam uma a uma, como um relógio sem fim.

Água (Dir. Giulia Góes) - Lucas passa os dias em seu apartamento, tentando lidar com o luto.
Se essa lua fosse minha (Dir. Larissa Lewandoski) - Fazendo um paralelo com os participantes do programa espacial, que ficaram conhecidos como "afronautas", na Zâmbia de 1964, o documentário aborda viventes do trecho de uma determinada rua de Porto Alegre.

19:00 ­ Debate (mediador: Pedro Henrique Gomes)


20:00 – MOSTRA DIÁLOGO #4


Parque Soviético (Dir. Karen Black) - Amor é guerra fria.


Te extraño (Dir. Nathália Tereza) - Acreditar é uma coisa íntima e que não se explica, apenas se sente

A era de ouro (Dir. Leonardo Mouramateus, Miguel Antunes Ramos) - "Ontem, tarde da noite, fui ao jardim, ver se nosso teatro ainda estava de pé. E ele está lá até hoje."

Ouça o ciclone (Dir. Lucas Camargo de Barros) - Dois-espíritos em São Paulo.



Sem coração (Dir. Nara Normande, Tião) - Léo vai passar férias na casa de seu primo, em uma vila pesqueira. Lá, ele conhece uma menina apelidada de "Sem Coração"

22:00 ­ Debate (mediador: Milton do Prado)





19 de Outubro, Domingo


15:30 – SESSÃO SALA DE ESTAR

Quarto vazio (Dir. Filipe Matzembacher) - A irmã de Pedro vai se mudar, e os quartos estão ficando maiores.

 
O relâmpago e a febre (Dir. Gilson Vargas) - 50 anos do golpe militar. Uma noite de tormenta. Um homem. Um cão. Uma arma. Um fim. Um recomeço.

Na hora dos morcegos (Dir. Richard Tavares) - Três jovens se reecontram durante o carnaval, só a memória de um passado recente os une e nenhum deles sabe o que quer da vida.

Bagagem (Dir. Davi Pretto) - Ao longo de uma madrugada, um jovem circula com um carro pelas ruas da cidade e tenta se livrar de um peso enorme em sua vida.

Sempre partir (Dir. Leonardo Remor) - Rose vê na vida dos outros a possibilidade de uma nova vida.

O sol lá fora (Dir. Daiane Marcon) - Depois de Vicente ir embora da cidade sem dizer quando volta, Carol tem que lidar com a falta de certezas e a distância.



18:00 – LONGA DE ENCERRAMENTO

Ela volta na quinta (Dir. André Novais), seguido de debate (mediador: Leonardo Bomfim)
Sinopse: Alguém partiu, alguém ficou.


20:30 – Cerimônia de Premiação