segunda-feira, 6 de julho de 2015

Artemovendo




Nos dias 8 e 9 de julho, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro recebe, sempre a partir das 19h30, quatro projeções single-channel dentro do evento Artemovendo, promovido pelo Goethe-Institut, com uma seleção de obras de videoarte contemporânea com ênfase nas produções alemães, brasileiras e suíças: “Videonale Bonn” apresenta o festival de videoarte mais importante da Alemanha; "Videoart at Midnight Edition” mostra retrato significativo da videoarte em formato cinematográfico; além disto será apresentada a coleção de videoarte mundialmente reconhecida de Julia Stoschek em Düsseldorf e por último um programa com curadoria da artista Katya Gardea Browne, que dá uma visão da diversificada cena de videoarte no México.  A entrada é gratuita.




PROGRAMAÇÃO 08/07 – 19h30 às 22h30

Artemovendo - Projeções - Programa 1 – 08/07 – 19h30

Seleção do festival de Videoarte Videonale, Bonn

Marianna Milhorat “une terre familière” (2013)
Erkka Nissinen “polis x” (2012)
Shelly Nadashi “a hidden quiet pocket” (2014)

A Videonale - Festival de Videoarte Contemporânea foi fundada em Bonn em 1984 e é a plataforma internacional para a videoarte e asexpressões artísticas audiovisuais da Alemanha. Na 15a. edição da VIDEONALE (27/2 – 19/4/2015), o Festival de Arte Contemporânea celebra seu 30. aniversário. Além de apresentar artistas de renome internacional, como Dara Birnbaum, Keren Cytter, Gary Hill, Christian Jankowski, Marcel Odenbach e Bill Viola, a Videonale dá enfoque especial à promoção de jovens artistas. Alojada inicialmente em sua casa de origem, na Bonner Kunstverein (Associação dos Amigos das Artes de Bonn), a Videonale tem utilizado os esplêndidos aposentos do Bonn Kunstmuseum (Museu de Arte de Bonn) desde 2005, onde apresenta uma exposição de obras selecionadas ao longo de 7 semanas a cada doisanos. A exposição é acompanhada de um extenso programa de atividades do Festival que inclui palestras, debates, performances, concertos, projeções, oficinas e, desde 2013, a VIDEONALE.PARCOURS – um projeto de exposições realizado em cooperação com academias artísticas nacionais.
Além das atividades do Festival, a Videonale também organiza programas regulares de palestras, oficinas, bem como uma série de projeções anual dentro do âmbito da VIDEONALE, com retrospectivas sobre importantes artistas de vídeo e cinema.


VIDEONALE.15 on Tour – The Call of the Wild (15a. VIDEONALE em Turnê - Chamado Selvagem)

Curadoria de Tasja Langenbach e Jennifer Gassmann

Na VIDEONALE.15, foram apresentados mais de 1.200 trabalhos de 76 países para concorrer à seleção sobre o tema CHAMADO SELVAGEM. Dentre os trabalhos apresentados, 38 deles, originários de 19 países, foram selecionados pelo júri e exibidos na 15a. exposição da VIDEONALE no Museu de Arte de Bonn.

Sob o título CHAMADO SELVAGEM, a 15a. VIDEONALE questiona até que ponto o tema do “Selvagem”, como empregado nas artes e nahistória da cultura há séculos, pode, hoje em dia, ser de utilidade no debate sobre acontecimentos sociais, políticos e artísticos da atualidade. Que associações o “Selvagem” ou a “Selvageria” suscitam em nós? Como reagimos quando somos confrontados com o “Selvagem”, no sentido do estranho, do desconhecido, e o que tais reações revelam acerca de nossos opostos, e também acerca de nós mesmos e de nosso ambiente? Por que esse Outro nos fascina tanto quanto nos perturba?


Artemovendo - Projeções: Programa 2

Seleção da edição de Video at Midnight (Vídeo à Meia-Noite), Berlim


Da mostra Video at Midnight Edition, serão exibidos filmes de autoria de Marcel Odenbach, Mathilde ter Heijne, Shingo Yoshida, Antje Majewski e Marc Aschenbrenner.


Marcel Odenbach
Im Schiffbruch nicht schwimmen können (Não conseguir nadar no naufrágio)

2011, 8:15 min, vídeo HD, a cores e sonoro
 Três homens de várias idades provenientes da África Subsaariana, assim chamados de imigrantes, visitam o Museu do Louvre em Paris e estudam uma pintura: Le Radeau de la Méduse (A Balsa da Medusa), obra de Théodore Géricault (1819). A pintura não é apenas, juntamente com a Mona Lisa, a mais famosa do Louvre; ela também resume toda a calamidade do colonialismo francês. O fracasso dos europeus frente a si próprios. Sob a bandeira da grande nação e as ideias da revolução - liberdade e fraternidade, as pessoas se transformam em canibais.


Mathilde ter Heijne
Lament, Song for Transitions (Lamento, Canto das Transições)

2014, 6:37 min, vídeo HD, a cores e sonoro
O lamento é uma tradição bastante antiga que integra canto e pranto. Em todo o mundo, as mulheres costumavam cantar – e ainda cantam – esses lamentos melancólicos em momentos de transição na vida, como funerais e casamentos, quando da partida de alguém amado para lutarna guerra, ou simplesmente em solidariedade aos duros golpes da vida. O ritual de lamentação é usado para expressar dor e tristeza, curar feridas e traumas, e estabelecer uma ponte entre o passado e o presente, a fim de forjar continuidade no futuro.

 Lamento, Canto das Transições, foi feito após um workshop organizado pela artista durante sua estada em Suomenlinna, Helsinki, na Finlândia, em 2010, ocasião em que o entoador de lamentos Pirkko Fihlman foi convidado para ensinar as já quase esquecidas antigas técnicas de cantos de lamentação da área de Carélia na Finlândia.


Shingo YOSHIDA
Error (Erro)

2013, 11:00 min, vídeo HD, a cores e sonoro

 Em seu filme ’Erro’, Shingo Yoshida foca em uma pequena avaria em um poste de luz na praça Alexanderplatz - a oscilação sincopada da luz parece quase que ser algo encenado; é essa disfunção, nos momentos em que a luz apaga, que acentua a presença da mesma. Paradoxalmente, a luz só se evidencia no momento em que desaparece, de súbito.

Yoshida relaciona esse incidente curioso, que ocorre noite após noite precisamente fora do seu estúdio, com uma reflexão pessoal e silenciosa sobre a presença alienada de si mesmo em meio ao ambiente urbano, onde uma surpreendente rede de funcionalidade busca nos orientar para que não tenhamos de ficar tateando no escuro.


Antje Majewski

Nest (Ninho)

2012, 13:29 min , vídeo HD, a cores e sonoro



Mediante “Ninho”, a pintora, artista de vídeo e fotógrafa Antje Majewski (1968) criou um vídeo maravilhoso que reflete um complexo conjunto de abordagens em pintura, representações daquilo que é visível, práticas mágicas, rituais e animismo.

Vemos a artista sair de seu estúdio no bairro de Berlin-Wedding com uma luminária nas mãos, que ela montou e que é acionada por cabos elétricos coloridos, para tirar da escuridão objetos, estruturas e cenas cuidadosamente selecionadas. Ela parece estar seguindo um caminho predeterminado, caminho este que ela continua a seguir até o ponto em que pinta seu rosto e suas mãos, como em um ato ritualístico, antes de deitar, por fim, no terreno de chão batido, um ninho contendo bolas de prata.



Marc Aschenbrenner
6 Ameisen/ 6 Ants (6 Formigas)

2012, 15 min , vídeo HD, a cores e sonoro
Sobre planetas abandonados e postos perdidos, sobre órbitas em redor do nada: uma enorme cabeça verde e homens de neve, pessoas que transportam algo como uma mochila com rodas e que são conduzidas, figuras douradas, suadas, recobertas de algas, criaturas ao estilo de lesmas e insetos, criaturas do universo de Marc Aschenbrenner (nascido em Linz, na Áustria, em 1971), feridas e tolhidas em sua expressão, se movimentam em um âmbito não registrado na história. Elas são solitárias. Elas sentem, mas seus sentimentos não podem muitas vezes ser reconhecidos. Cada momento representa uma condição.

Presenciamos o encontro, no estúdio do artista, de seis das figuras criadas por Marc Aschenbrenner, que se confrontam umas com as outras em sua solidão e que refletem objetos e imagens de representações passadas.



Sobre a Videoart at Midnight (Videoarte à Meia-Noite)

Videoart at Midnight é  um projeto de autoria de von Olaf Stüber e Ivo Wessel.


Uma vez por mês, sempre à meia-noite de uma sexta-feira, os organizadores convidam artistas a mostrarem seus trabalhos na grande tela do legendário cinema Babylon no bairro de Berlin-Mitte. Cada uma dessas noites é dedicada ao trabalho de um artista. E, via de regra, os artistas se fazem presentes. Trata-se da sua noite. São eles que determinam o programa. Muitas vezes, há uma estreia; outras vezes, também há atuações ao vivo acompanhando o programa, como performances, concertos ou bate-papos com artistas. Desde seu surgimento até hoje, o projeto Videoarte à Meia-Noite se tornou um evento cult na cena artística de Berlim. É um projeto sem fins lucrativos, com entrada gratuita, onde todos são bem-vindos.


 A partir de 2012, a publicação intitulada Videoart at Midnight Edition passou a integrar o projeto. Contando com uma criteriosa seleção de poucos trabalhos artísticos por ano, essa Edição, publicada com número restrito de exemplares, possibilita que se colecione oferece a possibilidade de se colecionar um repertório contemporâneo da videoarte atual - uma antologia de um meio de expressão artística que cada vez mais ganha significado no contexto da arte de nossos dias.

 A publicação Videoart at Midnight Edition, como as mostras de cinema, dá uma visão da produção de vídeos artísticos na cena internacional atual (de Berlim). Nela estão representados artistas de renome, bem como novas e promissoras descobertas artísticas. A publicação engloba trabalhos mais antigos, que nunca antes haviam sido disponibilizados no mercado de arte, bem como outros trabalhos, criados especialmente para tal ocasião.

Cada um dos referidos trabalhos artísticos é exclusivo, tendo sido criado e/ou selecionado especialmente para a Videoart at Midnight Edition. Cada trabalho foi produzido com uma tiragem de 40 cópias (+ 10 exemplares destinados aos artistas).

PROGRAMAÇÃO 09/07 – 19h30 às 22h30

Artemovendo - Projeções: Programa 3

Seleção da Coleção de Julia Stoschek

Helen Marten "Evian Disease" ou A Doença Evian (2012)

Ed Atkins "Even Pricks" ou Até Mesmo Estúpidos" (2013)


JULIA STOSCHEK COLLECTION é uma coleção internacional privada de arte contemporânea que vem crescendo regularmente desde 2002, por meio de atividades contínuas e estruturadas a ela relacionadas. Ao lado de escultura e fotografia, a coleção se concentra em mídias audiovisuais, que incluem vídeos, filmes e instalações multicanais. No momento, a coleção reúne mais de 600 peças de autoria de artistas preponderantemente da Europa e dos EU. A COLEÇÃO JULIA STOSCHEK foca, assim, em uma linha histórica que vai desde os primórdios da videoarte, no fim dos anos 60, até a data de hoje, em um esforço para se entender o desenvolvimento do vídeo como meio de expressão e para se refletir sobre questões sociais e culturais da atualidade mediante a própria coleção. A aquisição de trabalhos de autoria de Marina Abramović & Ulay, Vito Acconci, Chris Burden e Bruce Nauman, que empregavam o meio vídeo para documentar suas representações de Body Art, constitui um ponto de partida para tal, dentre muitos outros. A ênfase em arte contemporânea, evidente no enfoque dado ao efêmero como assinatura do presente na imagem animada, significa que a Coleção sempre aborda posições artísticas atuais. A digitalização é expressa como um dos mais importantes acréscimos socioculturais nos dias de hoje pelas obras, por exemplo, de uma geração de artistas mais jovens, como Ed Atkins, Trisha Baga e Helen Marten. Eles fazem uso do potencial estético proporcionado por tecnologias computadorizadas de alta definição nas suas criações artísticas e, desse modo, geram um idioma visual inteiramente novo. As várias posições artísticas individuais já sinalizadas na Coleção ganham acompanhamento durante alguns anos, e a série de trabalhos é completada, a fim de se criar relações significativas no âmbito da coleção. Isso vincula, entre outros aspectos, contínua interação com os artistas e suporte para exposições e publicações, sem mencionar a produção de novas obras. Como resultado, parte integrante da COLEÇÃO JULIA STOSCHEK são grupos extensivos de trabalhos e peças fundamentais de autoria de grandes artistas nacionais e internacionais – como Francis Alÿs, Trisha Donnelly, Elizabeth Price, Sturtevant e Clemens von Wedemeyer.


Artemovendo - Projeções: Programa 4

Trabalhos em vídeo de artistas mexicanos, com curadoria de Katya Gardea Browne.

"Ajonjolí y otros moles" (Gergelim e outros molhos)

Chance, observação e poética do pessoal

“Quais as ferramentas que “a grande ilusão” nos oferece para transformarmos nossa realidade limitada em algo mais intenso? Quais dispositivos podem ser considerados paralelamente a despertadores psíquicos de alarme? Vídeos motivados e alimentados (feeds) por um feliz acidente (serendipity) podem ser um detonador.” Jens Kull

Cada um desses artistas mexicanos joga com tempo, memória, solidão e ironia. Se há algum modo de pensar acerca de narrativas contemporâneas, estes artistas abrangem desde a conexão de diferentes métodos de representação visual e mídia; a liberdade divertida que sua visão variada oferece, cria uma imagem de pintura e movimento de pensamento não linear e linear, motivada pela urgência em documentar sua experiência pessoal.

Trabalhos de Bruno Bresani, Eder Castillo, Paola Esquivel, Katya Gardea Browne, Dalia Huerta Cano, Jens Kull, Juan Pablo Macias, Alejandro Moncada, Grace Quintanilla e Gabriel Santamaria. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

SALA P. F. GASTAL EM MANUTENÇÃO

Devido a problemas técnicos as sessões na Sala P.F. Gastal estão temporariamente canceladas. As estreias de Batguano, Hamlet e Jornada ao Oeste estão adiadas. Pedimos desculpas pelo transtorno. Estamos trabalhando para que a programação retorne ao normal o mais breve possível.

domingo, 28 de junho de 2015

Batguano, Hamlet e novo filme de Tsai Ming-liang em cartaz




A partir de terça-feira, 30 de junho, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) promove três estreias exclusivas! Entram em cartaz o novo filme de Tsai Ming-liang, Jornada ao Oeste, e dois destaques da produção independente brasileira, Batguano, de Tavinho Teixeira, e Hamlet, de Cristiano Burlan. As sessões têm projeção digital em alta definição. O valor do ingresso é de R$ 8,00.  

JORNADA AO OESTE de Tsai Ming-liang

SINOPSE – Enquanto um homem exausto respira agitado à beira-mar, um monge budista, trajando vestes vermelhas, caminha a um ritmo imperceptível pelas ruas de Marseille, na França. O caminhar lento do monge chama a atenção dos pedestres das ruas movimentadas. A câmera revela pequenos e belos fragmentos da influência que esse caminhante incomum provoca nos habitantes da cidade, até o momento em que o monge ganha, enfim, um discípulo.

Tsai Ming-Liang nasceu em Kuching, na Malásia, em 1957. Mudou para Taiwan, aos 20 anos, para estudar Cinema e Teatro na Chinese Culture University – uma transição que marcou o diretor, que diz não pertencer ou se sentir em casa em nenhum dos dois países. Ming-Liang começou sua carreira como diretor e produtor na TV Taiwanesa, e ganhou destaque na cena cinematográfica ao vencer o Leão de Ouro no Mostra de Veneza, em 1994, com o filme Vive l'Amour. Em 1997, O Rio ganhou o Urso de Prata do Festival de Berlim. Em 2013, Cães errantes recebeu o Prêmio Especial do Júri na Mostra de Veneza. Tsai Ming-Liang é considerado um dos diretores mais importantes em atividade no cinema mundial.

Ficha técnica Direção: Ming-liang Tsai Elenco: Kang-sheng Lee, Denis Lavant Roteiro: Ming-liang Tsai Produção: Frédéric Bellaïche, Vincent Wang Co-produção: Antonin Dedet, Samuel Tronçon Diretor de fotografia: Antoine Héberlé Edição: Lei Zhen Qing Música: Sébastien Mauro Título original: Xi you Ano: 2014 Distribuição brasileira: Zeta Filmes

BATGUANO de Tavinho Teixeira

SINOPSE – Éramos então um só ser duplo vivo transformado com duas cabeças pensando e logo nos tornamos símbolo da perfeição do novo ser em sua máxima evolução e potência e desejo e vontade e expansão e começamos a viajar pelo universo por todas as galáxias divulgando nossa dupla de repentistas punk-rock completos porque a Terra havia ficado pequena demais para nós dois.

Tavinho Teixeira nasceu em 1965 na Paraíba, de lá pra cá desenvolveu atividades nas Artes Cênicas, na Literatura e no Cinema nos mais variados lugares e momentos de sua vida. Firmouse como ator e diretor, chegando a se formar em Interpretação Teatral noCAL, no Rio de Janeiro em 1995. Por essa época foi integrante do grupo teatral “Sarça de Horeb” e trabalhou como ator nas peças: Torturas de Um Coração e AVia Sacra, ambas dirigidas por Almir Telles. Sua trajetória no cinema começou nos anos 90 trabalhando como ator no longa Eu sou o servo, de Eliezer Rolim. Nos anos seguintes deu continuidade ao oficio de ator trabalhando em váriosprojetos, tais como o longa metragem Baptista Virou Máquina ea mini serie de TV A Pedra Do Reino. Em 2011, iniciou sua trajetória como diretor com o longa-metragem Luzeiro Volante, em seguida dirigiu o curta Purpura (2012). Batguano é seu segundo longa metragem. Escreveu os livros de poesia Deus somos nós (1998) e Luzeiro volante (2002)

Ficha Técnica DIREÇÃO E ROTEIRO Tavinho Teixeira Brasil, 4k, 2014, Cor, 74 min, Classificação Indicativa: 18 anos –  ELENCO Everaldo Pontes Tavinho Teixeira DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Marcelo Lordello MONTAGEM Arthur Lins PRODUÇÃO EXECUTIVA Ana Barbara Ramos Cristhine Lucena Ramon Porto Mota DIREÇÃO DE ARTE GigaBrow; Diógenes Mendonça SOM Danilo Carvalho DIRETOR ASSISTENTE Ian Abé

HAMLET de Cristiano Burlan

SINOPSE – A partir do assassinato de seu pai por seu tio, Hamlet é obrigado a enfrentar suas próprias contradições e as do mundo à sua volta. Em uma desconstrução de si mesmo, ele mergulha na eterna questão sobre o sentido da existência. Ambientada numa grande metrópole, Hamlet é uma livre adaptação da tragédia de William Shakespeare. Dirigido por Cristiano Burlan e com Henrique Zanoni no papel do príncipe, HAMLET teve sua estreia nacional em 2015, além de ter sido selecionado pela Prefeitura de São Paulo para ser distribuído em cinemas na cidade.

Cristiano Burlan Nasceu em Porto Alegre em 1975. É diretor de cinema e teatro. Na década de noventa morou em Barcelona, onde dirigiu o grupo de cinema experimental Super-8. Esteve à frente do grupo de teatro paulistano, a Fúria. É professor na Universidade do Estado do Amazonas – UEA e na Academia Internacional de Cinema – AIC. A maior parte de sua filmografia participou de importantes festivais como o Festival de Havana, É Tudo Verdade, Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Málaga, entre outros. Seu documentário mais recente, Mataram meu irmão, foi o grande vencedor do É Tudo Verdade 2013, angariando os prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial e da Crítica, também foi vencedor do Prêmio Governador do Estado de São Paulo de 2014 e do 40º Festival Sesc Melhores Filmes. Entre seus principais filmes de ficção estão: Amador, que integrou a 17a Mostra de Cinema de Tiradentes, Sinfonia de Um Homem Só, indicado ao Prêmio Bandeira Paulista na 36ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Corações Desertos, A Espera, Opus Hamlet Machine, Os Solitários e 4:48 AM. Em 2015, começa a filmar Elegia de um Crime, que encerra sua trilogia do luto, iniciada com Construção e Mataram Meu Irmão. Esta em fase de finalização do longa-metragem de ficção Fome, que tem Jean Claude Bernardet como protagonista.

Ficha técnica Direção: Cristiano Burlan. Roteiro: Cristiano Burlan e Henrique Zanoni. Distribuição: Bela Filmes Gênero: Drama. Cor: Preto e branco. Duração: 90 minutos. Codistribuição: Spcine Produção: Bela Filmes. Produção Executiva: Simone Paz e Mariana Lamberti de Abreu. Diretora de produção: Mariela Lamberti de Abreu. Fotografia: Rafael Nobre. Montagem: Grace Pinto e Pedro Leite. Elenco: Henrique Zanoni, Jean-Claude Bernardet, Ana Carolina Marinho, Luiz Fernando Resende, Suia Legaspe, Paulo Bordhin, Gustavo Canovas, Eduardo Bordinhon e Rejane Arruda. Trilha Sonora: Guilherme Garbato e Gustavo Garbato.

GRADE DE HORÁRIOS
30 de junho a 5 de julho de 2015

30 de junho (terça-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)

1 de julho (quarta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)


2 de julho (quinta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)


3 de julho (sexta-feira)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)


4 de julho (sábado)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)

5 de julho (domingo)

15:00 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
16:00 – Batguano (70 minutos)
17:15 – Jornada ao Oeste (56 minutos)
18:15 – Batguano (70 minutos)
19:30 – Hamlet (90 minutos)





segunda-feira, 22 de junho de 2015

Última semana para ver filmes de Coutinho, Bodanzky e Turanskyj





Os documentários Últimas Conversas, de Eduardo CoutinhoNo Meio do Rio, Entre as Árvores, de Jorge Bodanzky, e a ficção alemãTop Girl ou a Deformação Profissional, de Tatjana Turanskyj seguem em cartaz na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) até o dia 28 de junho. As sessões têm projeção digital em alta definição. O valor do ingresso é de R$ 8,00.

GRADE DE HORÁRIOS
23 a 28 de junho de 2015

23 de junho (terça-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:00 – Sessão Fechada

24 de junho (quarta-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:00 – Sessão Fechada


25 de junho (quinta-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:30 – Sessão Gente Falante

26 de junho (sexta-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:00 – Projeto Raros (Hasta que se Ponga el Sol, de Aníbal Uset)

27 de junho (sábado)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Sessão Aurora (O Franco Atirador, de Michael Cimino)

28 de junho (domingo)
15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional



ÚLTIMAS CONVERSAS
Diretor: Eduardo Coutinho
Brasil, 2014, 85 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos
Distribuição: Videofilmes



O cineasta Eduardo Coutinho entrevista diversos estudantes do ensino médio público no Rio de Janeiro, perguntando sobre suas vidas atuais e expectativas para o futuro.

Documentarista renomado de filmes como "Cabra Marcado para Morrer", "Edifício Master", "Jogo de Cena", e o mais recente "As Canções", Coutinho morreu antes de finalizar "Últimas Conversas". O projeto foi assumido por João Moreira Salles, diretor e produtor da VideoFilmes, e pela montadora Jordana Berg. No longa, Coutinho entrevista adolescentes da rede pública de ensino do Rio. Foram filmados aproximadamente 30 jovens dos 250 inicialmente pesquisados. O material bruto tem 32 horas. O cineasta os questiona sobre vida, amor, Deus, fé e outros temas.



TOP GIRL OU A DEFORMAÇÃO PROFISSIONAL
Diretora: Tatjana Turanskyj
(Top girl oder la déformation professionnelle)
Alemanha, 2014, 95 minutos
Classificação indicativa: 18 anos
Distribuição: Supo Mungam

Helena é mãe solteira e vive com sua filha de 11 anos. Ela conseguiu atingir um razoável sucesso em sua carreira como atriz, mas ganha a vida de fato como acompanhante na indústria do sexo. Helena tem um relacionamento tenso com a mãe, uma conservadora professora de canto, e está cada vez mais insatisfeita com o seu trabalho. Ao conhecer David, uma nova oportunidade lhe é oferecida. Helena agora trabalha vestida de látex e meia arrastão enquanto manipula brinquedinhos sexuais. No novo papel de sua vida, ela é uma mulher com um desejo incontrolável.

Tatjana Turanskyj, diretora de cinema e artista performática desde 2001, ano em que ajudou a fundar a "Berlin Women's Film Collective Hangover Ltda.", da qual foi membro até 2007, participando de seus filmes como atriz, corroteirista e codiretora. O seu filme "Remake" (2004), da Collective, venceu o Festival Internacional de Curtas de Oberhausen em 2005. Desde 2008, Tatjana Turanskyj é sócia-proprietária da produtora Turanskyj & Ahlrichs ***, onde realizou o seu primeiro projeto: o aclamado e premiado filme "Eine Flexible Frau" (The Drifter, 2010), que participou dos festivais de Berlim e Cannes, e primeira parte da trilogia Mulher e Trabalho. O seu segundo filme, o segundo da trilogia, produzido pela Turanskyj & Ahlrichs ***, Top Girl ou A Deformação Profissional, teve a sua première mundial na Seção Fórum do 64º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Ela reside em Berlim e atualmente está trabalhando na pós-produção do filme "Athens – Disorientation is no Crime”, que dirigiu junto com a documentarista Marita Meher.


NO MEIO DO RIO, ENTRE AS ÁRVORES
Diretor: Jorge Bodanzky
Brasil, 2010, 70 minutos
Classificação Indicativa: Livre
Distribuição: Raiz Filmes

Na Amazônia, diversas moradoras das comunidades locais participaram de oficinas de vídeo e fotografia. Com o conhecimento adquirido, os próprios alunos começam a registrar as suas vidas cotidianas, destacando tanto a beleza natural da região quanto as consequências negativas da exploração econômica dos recursos disponíveis.


O realizador paulistano já trabalhou ao lado de Hector Babenco, Antunes Filho, Maurice Capovilla, José Agripino de Paula, Reinhard Kahn e João Batista Andrade, entre outros. Seu longa mais conhecido e premiado, “Ira

domingo, 14 de junho de 2015

Sessão Aurora exibe O Franco Atirador





No sábado, 27 de junho, às 18h, a Sessão Aurora exibe O Franco Atirador (The Deer Hunter, 1978), a obra-prima de Michael Cimino. Depois da exibição, acontece um debate com os editores do Zinematógrafo, fanzine de crítica de cinema editado em Porto Alegre. Projeção em blu-ray e entrada franca.

SINOPSE: Três jovens metalúrgicos de origem russa da cidadezinha de Clairton, na Pensilvânia, resolvem se alistar no exército para lutar na Guerra do Vietnã. Antes de partir, a comunidade local promove uma grande festa de despedida por ocasião do casamento de um deles.

O Franco Atirador é o segundo longa-metragem do diretor Michael Cimino. Antes, ele havia trabalhado ao lado de John Milius no roteiro de Magnum 44 (1972), o segundo filme da série de Dirty Harry, protagonizada por Clint Eastwood. O ator também estava presente na ótima estreia de Cimino na direção, O Último Golpe (1974). Mas foi com o drama sobre o modo como a guerra afeta a vida do homem em seu segundo filme que Cimino transformou-se em um dos principais nomes do cinema americano. O Franco Atirador ganhou cinco prêmios no Oscar, incluindo direção e melhor filme. No topo do mundo, Cimino resolveu arriscar um projeto mais ambicioso: O Portal do Paraíso. Lançado em 1980, o faroeste pessoal do diretor resultou em um dos maiores prejuízos da história de Hollywood. Atribui-se ao filme, inclusive, a derrocada da geração de jovens autores e o fim da maturidade do cinema americano dos anos 1970. A injustiça histórica com essa obra-prima só seria revista recentemente, quando versões restauradas foram exibidas em mostras e festivais. Apesar da relação turbulenta com os estúdios e a má vontade de boa parte da crítica americana, o diretor seguiu realizado grandes filmes como O Ano do Dragão (1985) e Na Trilha do Sol (1994), até então sua despedida do cinema.        

A exibição faz parte do ciclo Histórias do Cinema Americano, que propõe ao longo do ano uma reflexão sobre o cinema realizado nos Estados Unidos, exibindo filmes de diferentes tempos, gêneros e autores. A sessão de O Franco Atirador vai colocar em debate a ascensão e queda da geração de cineastas que tomaram o poder do cinema de Hollywood nos anos 1970: sua relação com os temas turbulentos da época, o olhar à América profunda, os traumas do Vietnã, os novos princípios morais.  


SESSÃO AURORA
27/06 - 18h
 
O FRANCO ATIRADOR
(THE DEER HUNTER)
Direção: Michael Cimino

1978, 183 minutos
Exibição em blu-ray
Elenco: Robert De Niro, John Cazale, John Savage, Christopher Walken, Meryl Streep.
















GRADE DE HORÁRIOS
23 a 28 de junho de 2015

23 de junho (terça-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:00 – Sessão Fechada

24 de junho (quarta-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:00 – Sessão Fechada


25 de junho (quinta-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:30 – Sessão Gente Falante

26 de junho (sexta-feira)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional
20:00 – Projeto Raros (Hasta que se Ponga el Sol, de Aníbal Uset)

27 de junho (sábado)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Sessão Aurora (O Franco Atirador, de Michael Cimino)

28 de junho (domingo)

15:00 – Últimas Conversas
16:30 – No Meio do Rio, Entre as Árvores
18:00 – Top Girl ou a Deformação Profissional