quinta-feira, 31 de julho de 2014

Helmut Käutner ganha retrospectiva



A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) apresenta entre os dias 5 e 10 de agosto a retrospectiva do cineasta alemão Helmut Käutner. Em parceria com o Goethe-Institut, o ciclo faz parte da programação comemorativa aos 190 anos da imigração alemã no Brasil. A entrada é franca.  

Helmut Käutner (1908-1980) é um dos mais populares diretores do cinema alemão nas décadas de 40 e 50, autor de clássicos como Adeus, Franziska! (1941), Por Baixo das Pontes (1946), O General do Diabo (1955) e O Coronel de Köpenick (1956). Käutner tem uma trajetória controversa, pois dirigiu alguns de seus filmes mais conhecidos em plena Segunda Guerra Mundial, sobreviveu a ela e seguiu filmando após a derrocada nazista. Graças à qualidade e ao caráter humanista de seus filmes, foi “perdoado” por não haver abandonado a Alemanha nazista como outros de seus pares.

Amante da arte, Käutner estudou arquitetura, história da arte, teatro, design e filosofia, até tornar-se ator e iniciar sua carreira no teatro. Transitou entre diversos círculos artísticos em uma época em que a Alemanha era um dos grandes centros da cultura mundial. Ali estava instalada a Bauhaus, revolucionando a arquitetura moderna com nomes como Paul Klee, Vassili Kandinski, Mies Van der Rohe, ou Walter Gropius. Ali viviam também escritores como Alfred Döblin e dramaturgos como Bertolt Brecht.

Influenciado por estes meios, Käutner passou a trabalhar inicialmente em uma companhia de cabaré em finais dos anos 1920, mas no intervalo de apenas uma década ele acabaria arrastado ao cinema. Começando como roteirista, dirigiu seu primeiro filme já em 1939, em um dos anos mais críticos de toda a história alemã.

Tendo realizado seus primeiros filmes justamente sob os anos da Guerra, inúmeras foram as dificuldades encontradas por ele. Mais de uma vez teve seus filmes censurados, ou com propagandas de guerra entre as cenas, enxertadas pelos censores nazistas antes do lançamento. Apesar disso, filmando a baixo custo, Käutner foi capaz de realizar, durante os conflitos, algumas de suas maiores obras.

Entre os destaques da mostra estão justamente as produções filmadas durante a guerra, como o melodrama Adeus Franziska!, de 1941; e Grande Liberdade nº 7, de 1944. Este último, retratando a miséria dos marinheiros alemães, foi censurado pelo governo nazista e só liberado após a queda do regime.

Merece especial atenção, no entanto, a obra-prima Romance em bemol, de 1943, baseado em conto de Guy de Maupassant sobre a opressão de uma mulher da aristocracia burguesa, prisioneira das convenções sociais e obrigada a viver uma vida dupla.

Outro grande filme presente no ciclo e que desperta especial interesse histórico é Naqueles dias, realizado em 1947, produção filmada entre os escombros das cidades devastadas pelos ataques aéreos dos aliados. Realizado a baixíssimo orçamento, este filme oferece um interessante paralelo com o cinema que era realizado naqueles mesmos anos na Itália, e que frutificou no neo-realismo.

Além destes, vale a pena conferir o drama Céu sem estrelas, de 1955, um dos primeiros filmes a retratar a vida sob a Alemanha divida; a comédia O Capitão de Köpenick, de 1956, maior sucesso comercial da carreira do cineasta e A última ponte, e 1954, sua obra mais premiada, vencedora de três prêmios no Festival de Cannes incluindo o do Júri Internacional. Confira abaixo as sinopses dos filmes presentes na mostra.

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

Adeus Franziska!(Auf Wiedersehn, Franziska!)
Alemanha, 1941, 35mm, pb, 89’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Marianne Hoppe, Hans Söhnker, Fritz Odemar, Rudolf Fernau

As agruras amorosas de um casal, separado quando o marido, um repórter, é enviado a trabalho para fora da Alemanha. Em Adeus Franziska!, Käutner foi obrigado a rodar uma sequência final ao gosto do Ministério de Propaganda do governo nazista. A fim de manter a integridade narrativa da obra, algumas das cenas que celebram a guerra de Hitler foram mantidas nesta versão.

Romance em Bemol (Romance in Moll)
Alemanha, 1943, 35mm, pb, 100’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Marianne Hoppe, Paul Dahlke, Ferdinand Marian, Siegfried Breuer

Baseado em conto de Guy de Maupassant, o filme se passa em Paris, na virada do século XIX. Jovem burguesa apaixona-se por um compositor. Mantendo vida dupla, torna-se alvo de uma chantagem e sucumbe às convenções sociais de sua época. Uma das obras-primas de Käutner, Romance em bemol foi considerado pelo historiador francês Georges Sadoul a única película valiosa produzida na Alemanha durante a Segunda Guerra. Em sua dimensão psicológica e social, o filme confronta os pressupostos formais do nazismo para as artes.

Grande Liberdade nº 7 (Große Freiheit Nr. 7)
Alemanha, 1944, 35mm, cor, 112’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Hans Albers, Ilse Werner, Hans Söhnker, Gustav Knuth

Marinheiro veterano trabalha como cantor e ator num cabaré administrado por sua amante. Três amigos seus, cujo navio está ancorado no porto, querem levá-lo de volta para o mar. Recuperando o universo das canções tradicionais de marinheiros alemães, Grande Liberdade nº 7 foi proibido pelas autoridades do país. De acordo com elas, veiculava uma imagem pouco heróica dos trabalhadores do mar. Sua exibição na Alemanha foi liberada apenas com o fim da guerra.

Por Baixo das Pontes (Unter den Brücken)
Alemanha, 1945, 35mm, pb, 100’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Hannelore Schroth, Carl Raddatz, Gustav Knuth, Margarete Haagen

Dois amigos viajam de barco pelos rios e aproveitam a vida sem maiores problemas. Numa de suas paradas, conhecem uma bela jovem que segue a bordo com os dois rumo a Berlim. Mas ambos apaixonam-se por ela e, para evitar disputas, são obrigados a fazer um acordo. Lançado depois da guerra, Debaixo das pontes foi rodado entre maio e outubro de 1944, momento em que o conflito já havia chegado ao território alemão. Teve como locação a província e suas bucólicas paisagens.

Naqueles Dias (In jenen Tagen)
Alemanha, 1947, 35mm, pb, 111’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Gerd E. Schäfer, Erich Schellow, Winnie Markus, Werner Hinz

O fio condutor do enredo é um automóvel e a vida de cada um de seus proprietários – um compositor, um casal de judeus, um soldado desertor e uma velha senhora – entre os anos de 1933 e 1947. Rodado sob os escombros de guerra, o filme está intimamente ligado ao período de transição entre o fim do conflito e o início da reconstrução do país. Por este motivo, foi comparado pela crítica às produções neo-realistas italianas.

A Última Ponte (Die letzte Brücke)
Áustria/Iugoslávia, 1954, 35mm, pb, 105’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Maria Schell, Bernhard Wicki, Barbara Rütting, Carl Möhner

Durante a Segunda Guerra, jovem médica alemã é raptada por guerrilheiros iugoslavos. Num momento tenso da Guerra Fria, em que o governo da Alemanha Ocidental rearmava seu exército, o roteiro de A última ponte foi recusado pelos produtores alemães, pois continha uma visão simpática aos iugoslavos – naquele momento do pós-guerra, a Iugoslávia já estava sob a tutela comunista.

Céu sem Estrelas (Himmel ohne Sterne)
Alemanha Ocidental, 1955, 35mm, pb, 108’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Horst Buchholz, Erik Schumann, Eva Kotthaus, Georg Thomalla

O romance entre um funcionário da fronteira da Alemanha Ocidental e uma operária da Alemanha Oriental. O cenário desta história é uma estação ferroviária abandonada, que serve de ponto de encontro para o casal. Helmut Käutner foi um dos primeiros diretores alemães nos anos 1950 a denunciar a amarga experiência da Guerra Fria.

O General do Diabo (Des Teufels General)
Alemanha Ocidental, 1955, 35mm, pb, 120’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Curd Jürgens, Marianne Koch, Victor de Kowa, Karl John

Durante a Segunda Guerra, um general da Força Aérea alemã é encarcerado depois de se recusar a cumprir ordens dadas por um oficial da SS. O filme é baseado em peça do dramaturgo Carl Zuckmayer, inspirada na vida de Ernest Udet, pioneiro da aviação alemã que trabalhou também em filmes da diretora Leni Riefenstahl.

O Capitão de Köpenick (Der Hauptmann von Köpenick), de Helmut Käutner
Alemanha Ocidental, 1956, 35mm, cor, 93’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Heinz Rühmann, Martin Held, Hannelore Schroth, Ilse Fürstenberg

Malandro sai da prisão e compra um uniforme militar de um vendedor ambulante. Disfarçado, consegue entrar na prefeitura de uma cidadezinha e roubar um cofre. Pela primeira vez, Käutner traz para dentro de sua obra a experiência adquirida como artista de cabaré. O Capitão de Köpenick foi um dos maiores sucessos de público de sua carreira.

A Ruiva (Die Rote)
Alemanha Ocidental/Itália, 1962, 35mm, pb, 94’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Ruth Leuwerik, Rossano Brazzi, Giorgio Albertazzi, Gert Fröbe

Mulher abandona sua enfadonha vida pequeno-burguesa e parte para a Itália. Lá, conhece um escritor e um antigo oficial britânico que quer usá-la para se vingar de um ex-capitão nazista. Inspirado pelos filmes de Michelangelo Antonioni, Käutner incursiona por temas afeitos ao universo do cineasta italiano.

GRADE DE HORÁRIOS

5 de agosto (terça-feira)
15:00 – A Ruiva
17:00 – A Última Ponte
19:00 – Adeus Franziska!

6 de agosto (quarta-feira)
15:00 – Grande Liberdade nº 7
17:00 – Céu sem Estrelas
19:00 – Naqueles Dias

7 de agosto (quinta-feira)
15:00 – O Capitão de Köpenick
17:00 – O General do Diabo
19:00 – Por Baixo das Pontes

8 de agosto (sexta-feira)
15:00 – Romance em Tom Menor
17:00 – Adeus Franziska!
19:00 – Céu sem Estrelas

9 de agosto (sábado)
15:00 – A Última Ponte
17:00 – O Capitão de Köpenick
19:00 – A Ruiva

10 de agosto (domingo)
15:00 – Adeus Franziska!
17:00 – O General do Diabo

19:00 – Naqueles Dias

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Histórias da Imigração



Os 190 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul, a serem celebrados no dia 25 de julho próximo, serão comemorados em grande estilo, com a realização de duas mostras de cinema, promovidas através de uma parceria entre o Goethe-Institut e a Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, na Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro – 3º andar).

A primeira das mostras, Histórias da Imigração, reúne diferentes filmes brasileiros que abordam temas relacionados à presença alemã no Brasil, e será inaugurada no dia 29 de julho, às 19h30, com uma exibição do curta O Livro de Walachai, de Rejane Zilles, e do clássico Os Mucker (1978), de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, um marco do cinema brasileiro, que recebeu diversos prêmios na sétima edição do Festival de Gramado, em 1979. O filme, que não é exibido há décadas, recria os dramáticos acontecimentos da revolta de Ferrabráz, no século XIX, quando uma comunidade de imigrantes alemães liderada por Jacobina Mentz Maurer foi dizimada pelas tropas do Exército. Após a exibição, acontece um debate com a participação do diretor Wolf Gauer e da atriz Marlise Saueressig (que conquistou o prêmio de melhor atriz em Gramado por sua marcante interpretação como a líder religiosa Jacobina Maurer), além da cineasta Rejane Zilles (diretora do documentário Walachai) e do cineasta e jornalista Gilberto Perin (diretor da série A Ferro e Fogo, produzida pela RBS TV), que também estão incluídos na mostra.

A mostra Histórias da Imigração inclui ainda títulos importantes como Aleluia Gretchen e Cinema, Aspirinas e Urubus (graças ao apoio da Programadora Brasil), além de raras exibições do longa-metragem em 16mm Heimweh/Nostalgia, produção gaúcha dirigida por Sérgio Silva e Tuio Becker em 1990.


A segunda mostra é dedicada ao cineasta Helmut Käutner (1908-1980), um dos mais populares diretores do cinema alemão nas décadas de 40 e 50, autor de clássicos como Adeus, Franziska! (1941), Por Baixo das Pontes (1946), O General do Diabo (1955) e O Coronel de Köpenick (1956). Käutner tem uma trajetória controversa, pois dirigiu alguns de seus filmes mais conhecidos em plena Segunda Guerra Mundial, sobreviveu a ela e seguiu filmando após a derrocada nazista. Graças à qualidade e ao caráter humanista de seus filmes, foi “perdoado” por não haver abandonado a Alemanha nazista como outros de seus pares.

Toda a programação tem entrada franca.


SINOPSES DOS FILMES


Os Mucker, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer (1978, 108 minutos)
No final do século 19, no interior do Rio Grande do Sul, uma família de imigrantes alemães liderada por uma mulher (Jacobina) resolve formar uma comunidade inspirada nas escrituras bíblicas, isolada das demais e auto-suficiente. Logo a comunidade dos Muckers começa a incomodar os católicos e protestantes da região, que os acusam de vários crimes, até que são massacrados por forças do governo. Exibição em DVD.


Walachai, de Rejane Zilles (2009, 84 minutos)
Walachai em alemão antigo significa lugar longínquo, perdido no tempo. Habitantes desta comunidade rural do Sul do Brasil comunicam-se num antigo dialeto alemão e no entanto, nada sabem de sua Alemanha de origem. São todos brasileiros e se identificam como tal. O documentário Walachai revela o inusitado e raro que habita este lugar. Conecta o público do Brasil urbano a uma forma diferente de viver, revelando um Brasil ainda desconhecido. Exibição em DVD.


Heimweh/Nostalgia, de Sérgio Silva e Tuio Becker (1990, 86 minutos)
Em 1900, o jovem Heinrich deixa a Alemanha como imigrante, seguindo os passos de seus parentes que vieram para o Brasil. Sem falar português, ele é assentado numa comunidade rural do Rio Grande do Sul. Com o passar do tempo, ele vai se adaptando aos poucos à nova condição de vida. Exibição em 16mm.


A Ferro e Fogo – Tempo de Solidão, de Gilberto Perin (2006, 90 minutos)
Adaptação da obra de Josué Guimarães, que tem como cenário histórico a chegada dos imigrantes alemães em São Leopoldo, em 1824. Produção da RBS TV, exibida em formato de minissérie na TV, aqui será apresentado em sua versão de longa metragem.


Aleluia, Gretchen, de Sylvio Back (1976, 110 minutos)
Uma família foge da Alemanha nazista, desembarcando no Brasil por volta de 1937. Ao chegar, compra um hotel no interior do Paraná, que se torna ponto de simpatizantes do nazismo, apesar do chefe da família ter ideias mais liberais. Só que seus integrantes encontram muitos problemas de adaptação a essa nova terra, além de terem que enfrentar os traumas da guerra. Exibição em DVD.


Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes (2005, 99 minutos)
Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante. Viajando de povoado em povoado, a dupla exibe filmes promocionais sobre o remédio "milagroso" para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema. Aos poucos surge entre eles uma forte amizade. Exibição em DVD. 



O Zeppelin Passou Por Aqui, de Sérgio Silva (1993, 18 minutos)
Casal vive experiências extraconjugais durante a passagem de um dirigível alemão sobre Porto Alegre, rumo a Montevidéu. Exibição em DVD.
 

O Livro de Walachai, de Rejane Zilles (2007, 16 minutos)
Em Walachai, uma pequena comunidade alemã no sul do Brasil, viveu o professor e agricultor Benno Wendling. Desde os anos 40, seus grandes desafios foram conciliar o árduo e diário trabalho na roça com a obrigação de ensinar português a crianças do povoado, que só falavam alemão. Nos últimos anos, dedicou-se a escrever, à mão, a história deste lugar num livro de caprichada caligrafia. O Livro de Walachai revela um Brasil muito diferente e desconhecido da maioria dos brasileiros.


Meio, de Clarissa Beckert e Pedro Henrique Risse (2013, 20 minutos)
O que é ser brasileiro? O que é ser alemão? Um filme sobre identidade, memória e imaginário.


Land Schaffen, de Clarissa Beckert e Pedro Henrique Risse (2014, 25 minutos)
O trabalho, a família, o cotidiano e a força do homem do campo são elementos que interligam fragmentos de vida. Neste filme, há cinco personagens principais e suas famílias. A narrativa se constrói a partir de conversas entre os personagens sobre a vida, os seus desafios e sonhos, o trabalho duro na roça e o cotidiano. Filmado nos municípios de Araricá, Bom Princípio, Sapiranga e Presidente Lucena, Land Schaffen é quase inteiramente falado no dialeto Hunsrückisch, que é o idioma predominante nestas comunidades.

A Colonização Alemã no Rio Grande do Sul, de Antônio Carlos Textor (1974, 20 minutos)

Documentário realizado em 1927 nas incipientes vilas das zonas colonizadas pelos imigrantes alemães e uma visão atual dessas mesmas regiões formam uma visão ampla do que é a participação dos colonos alemães na formação étnica e cultural do Rio Grande do Sul. Exibição em DVD.



GRADES DE HORÁRIOS
29 de julho a 3 de agosto de 2013


29 de julho (terça-feira)
19:30 – Sessão de Os Mucker, de Jorge Bodanzky e Wolf Gauer, antecedido pelo curta O Livro de Walachai, de Rejane Zilles, seguida de debate com a participação dos cineastas Wolf Gauer e Rejane Zilles, da atriz Marlise Saueressig e do jornalista e cineasta Gilberto Perin

30 de julho (quarta-feira)
15:00 – Cinema, Aspirinas e Urubus
17:00 – Aleluia Gretchen
19:00 – Walachai

31 de julho (quinta-feira)
15:00 – Programa de Curtas
17:00 – Os Mucker
19:00 – A Ferro e Fogo – Tempo de Solidão

1º de agosto (sexta-feira)
15:00 – Aleluia Gretchen
17:00 – Cinema, Aspirinas e Urubus
19:00 – Heimweh/Nostalgia (acompanha o curta metragem O Zeppelin Passou por Aqui)

2 de agosto (sábado)
15:00 – Programa de Curtas
17:00 – Aleluia Gretchen
19:00 – Walachai

3 de agosto (domingo)
15:00 – A Ferro e Fogo – Tempo de Solidão
17:00 – Os Mucker
19:00 – Heimweh/Nostalgia (acompanha o curta metragem O Zeppelin Passou por Aqui)

  
MOSTRA HELMUT KÄUTNER
5 a 10 de agosto de 2014


5 de agosto (terça-feira)
15:00 – A Ruiva
17:00 – A Última Ponte
19:00 – Adeus Franziska!

6 de agosto (quarta-feira)
15:00 – Grande Liberdade nº 7
17:00 – Céu sem Estrelas
19:00 – Naqueles Dias

7 de agosto (quinta-feira)
15:00 – O Capitão de Köpenick
17:00 – O General do Diabo
19:00 – Por Baixo das Pontes

8 de agosto (sexta-feira)
15:00 – Romance em Tom Menor
17:00 – Adeus Franziska!
19:00 – Céu sem Estrelas

9 de agosto (sábado)
15:00 – A Última Ponte
17:00 – O Capitão de Köpenick
19:00 – A Ruiva

10 de agosto (domingo)
15:00 – Adeus Franziska!
17:00 – O General do Diabo

19:00 – Naqueles Dias

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Projeto Raros exibe road-movie vanguardista do Senegal



Nesta sexta-feira, 25 de julho, às 20h, acontece mais uma edição do Projeto Raros na Sala P. F. Gastal, apresentando o filme A Viagem da Hiena (Touki Bouki, 1973), o primeiro longa-metragem do aclamado cineasta senegalês Djibril Diop Mambéty. Após a sessão, há um debate com o crítico Pedro Henrique Gomes, pesquisador dos cinemas realizados no continente africano. A exibição dialoga com a Sessão Plataforma da semana, que exibe Mil Sóis, obra de Mati Diop, sobrinha de Mambety, inspirado em A Viagem da Hiena. A entrada é franca.


Concebido com exatidão e magistralmente realizado, A Viagem da Hiena narra as cômicas desventuras de Mory, um vaqueiro que monta uma motocicleta com um crânio bovino. e Anta, uma estudante universitária. Alienados e descontentes com o Senegal e a África, decidem ir para Paris, buscando para tanto, arrumar dinheiro fácil através de diferentes formas.

Considerado por muitos críticos como seu filme mais ousado e importante, estréia de Mambéty em um longa-metragem é o que desenvolve de forma plena seus temas anteriores: do hibridismo, do individualismo, da marginalidade e do isolamento. Baseado em sua própria história, Djibril Diop Mambéty fez Touki Bouki com um orçamento de US$30.000,00, obtidos, em parte, do governo senegalês. Embora influenciada pela Nouvelle Vague francesa, Touki Bouki exibe um estilo todo próprio. Sua trilha sonora e jogo de câmera têm um ritmo frenético não-característico da maioria dos filmes africanos – conhecido muitas vezes por suas narrativas evolutivas lineares, em passos vagarosos. Através de cortes saltados, colisões na montagem, acompanhamento sonoro dissonante, e a justaposição de sons e elementos visuais pastorais, pré-modernos e modernos, Touki Bouki transmite e lida bem com a hibridização do Senegal.  O filme ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Moscou e o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes.



 
 
PROJETO RAROS
A VIAGEM DA HIENA
(Touki Bouki)
Direção: Djibril Diop Mambéty
Senegal
1973
85 minutos
Elenco: Magaye Niang, Mareme Niang, Aminata Fall, Ousseynou Diop, Josephine Baker, Christoph Colomb, Ndou Labia, Mustapha Ture

Exibição em DVD com legendas em português

sábado, 19 de julho de 2014

Cães Errantes segue em cartaz





Cães Errantes, o novo filme do taiwanês Tsai Ming-liang, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2013, segue em cartaz na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) até o dia 27 de julho. Exibição em cópia digital de alta definição.

Primeiro longa-metragem rodado em digital pelo cineasta, Cães Errantes apresenta Lee Kang-sheng, seu eterno ator, um homem na faixa dos quarenta anos, desempregado, que mora em um bairro pobre de Taipei com os dois filhos. Sem emprego e abandonado pela esposa, ele enfrenta grandes dificuldades para satisfazer as necessidades de seus filhos. Um dia, ao levar seus filhos para passearem no shopping, ele conhece Xiao Lu. As lembranças da sua ex-mulher, no entanto, podem afetar seu novo relacionamento. Após a estreia em Veneza, Tsai Ming-liang revelou que este é seu último filme para o cinema.

O diretor pretende retratar a vida dos deserdados da sorte, mas sem usar os clichês habituais nesse tipo de assunto. Por um lado, não curte o miserabilismo, por outro, evita poetizar a pobreza. Coloca-a em sua concretude brutal (Luiz Zanin Oricchio/Estado de São Paulo)

É impressionante o domínio de Tsai Ming-liang na construção do plano, no domínio do tempo e do espaço. (Sérgio Alpendre/Revista Interlúdio)

Um filme carregado de uma qualidade crepuscular que sugere o fim de um processo e cuja relação com o plano-sequência ameaça abandonar por completo o cinema narrativo. (Filipe Furtado/Revista Cinética)




CÃES ERRANTES
(Jiao you)
138 minutos
Taiwan/França
Direção: Tsai Ming-liang
Elenco: Lee Kang-sheng, Ly Yi-Ching, Lee Yi-Cheng
Projeção digital HD
Distribuição: Filmes da Mostra


GRADE DE HORÁRIOS
22 a 27 de julho de 2014
 
22 de julho (terça)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
20:30 – Sessão Plataforma (Redemption + Mil Sóis)

23 de julho (quarta)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes

24 de julho (quinta)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
20:00 – CinePolítico: 50 Anos do Golpe Militar no Brasil (O Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl)

25 de julho (sexta)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
20:00 – Projeto Raros (A Viagem da Hiena, de Djibril Diop Mambéty)

26 de julho (sábado)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Sessão Plataforma Reprise (Redemption + Mil Sóis)

27 de julho (domingo)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Cães Errantes

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dose dupla na Sessão Plataforma






Nesta terça-feira, 22 de julho, às 20h30, a Sessão Plataforma exibe na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) os filmes Redemption de Miguel Gomes e Mil Sóis, de Mati Diop. 

No mais recente filme de Gomes, no dia 21 de Janeiro de 1975, numa aldeia no norte de Portugal, uma criança escreve aos pais em Angola para lhes dizer como Portugal é triste. No dia 13 de Julho de 2011, em Milão, um velho recorda o seu primeiro amor. No dia 6 de Maio de 2012, em Paris, um homem diz à filha bebê que nunca será um pai de verdade. Durante um casamento no dia 3 de Setembro de 1977, em Leipzig, a noiva luta contra uma ópera de Wagner que não lhe sai da cabeça. Mas onde e quando estes quatro pobres diabos começaram à procura da redenção?

Mati Diop se debruça sobre A Viagem da Hiena (1972), clássico dirigido por seu tio, o realizador senegalês Djibril Diop Mambety. Mory e Anta estão apaixonados. Os dois sonham em sair de Dakar e partir para Paris, mas Anta vai sozinha. Mory permanece sozinho. O que aconteceu desde então? 40 anos depois, Mil Sóis investiga o universo do herói do filme, Magaye Niang. Niang nunca saiu de Dakar, e agora imagina o que teria acontecido com Anta, o amor de sua juventude.




SERVIÇO:Terça feira, 22 de julho, 20h30
Reprise única - Sábado, 26 de julho, 19h30

Ingresso: R$ 03,00
Projeção: Bluray - legendas em português.

* REDEMPTION, dir: Miguel Gomes, 26min, POR, 2013.Principais exibições anteriores:- Venice International Film Festival – 2013- Toronto IFF - 2013- New York IFF - 2013- Viennale – 2013- Rotterdam IFF 2014



* Mil Sóis (Mille Soleils), dir: Mati Diop, 45min, FRA, 2013.

Principais exibições anteriores:- FIDMarseille – 2013 (Grand Prix Best Film)- Toronto IFF - 2013- CPH:DOX - 2013- Viennale – 2013- IndieLisboa – 2014 (Best Short Film)


Sessão Plataforma.


Realização: Tokyo Filmes, Livre Associação, Coordenação de Cinema e Video da Secretaria de Cultura de Porto Alegre.Apoio: Cervejaria Seasons 


Sessão Plataforma é uma sessão de cinema, realizada mensalmente desde agosto de 2013 na cidade de Porto Alegre (RS), que exibe filmes recentes, de qualquer nacionalidade, duração e bitola.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cães Errantes de Tsai Ming-liang estreia na Sala P. F. Gastal


A partir de terça-feira, 15 de julho, a Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar) lança com exclusividade Cães Errantes, o novo filme do taiwanês Tsai Ming-liang, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza de 2013. O filme será exibido em cópia digital de alta definição. Antes da última sessão do dia, o projeto Curta nas Telas exibe o filme Memórias Externas de Uma Mulher Serrilhada, de Eduardo Kishimoto.   

Primeiro longa-metragem rodado em digital pelo cineasta, Cães Errantes apresenta Lee Kang-sheng, seu eterno ator, um homem na faixa dos quarenta anos, desempregado, que mora em um bairro pobre de Taipei com os dois filhos. Sem emprego e abandonado pela esposa, ele enfrenta grandes dificuldades para satisfazer as necessidades de seus filhos. Um dia, ao levar seus filhos para passearem no shopping, ele conhece Xiao Lu. As lembranças da sua ex-mulher, no entanto, podem afetar seu novo relacionamento. Após a estreia em Veneza, Tsai Ming-liang revelou que este é seu último filme para o cinema.

O diretor pretende retratar a vida dos deserdados da sorte, mas sem usar os clichês habituais nesse tipo de assunto. Por um lado, não curte o miserabilismo, por outro, evita poetizar a pobreza. Coloca-a em sua concretude brutal (Luiz Zanin Oricchio/Estado de São Paulo)

É impressionante o domínio de Tsai Ming-liang na construção do plano, no domínio do tempo e do espaço. (Sérgio Alpendre/Revista Interlúdio)

Um filme carregado de uma qualidade crepuscular que sugere o fim de um processo e cuja relação com o plano-sequência ameaça abandonar por completo o cinema narrativo. (Filipe Furtado/Revista Cinética)




CÃES ERRANTES
(Jiao you)
138 minutos
Taiwan/França
Direção: Tsai Ming-liang
Elenco: Lee Kang-sheng, Ly Yi-Ching, Lee Yi-Cheng
Projeção digital HD
Distribuição: Filmes da Mostra


GRADE DE HORÁRIOS
15 a 20 de julho de 2014

15 de julho (terça)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada + Cães Errantes


16 de julho (quarta)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada + Cães Errantes


17 de julho (quinta)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada + Cães Errantes

18 de julho (sexta)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada + Cães Errantes
20:00 –  Lançamento do curta-metragem Depois da Poeira, de Olavo Amaral

19 de julho (sábado)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada + Cães Errantes

20 de julho (domingo)

14:30 – Cães Errantes
17:00 – Cães Errantes
19:30 – Memórias Externas de uma Mulher Serrilhada + Cães Errantes


terça-feira, 8 de julho de 2014

Lançamento do curta-metragem Depois da Poeira




Numa célebre frase sobre a criação artística, Pablo Picasso certa vez disse que “eu não procuro, eu acho”. E ainda que o curta-metragem Depois da Poeira, que estreia na Sala P.F. Gastal no próximo dia 18 às 20h, não chegue a ser um ready made no sentido estrito, ele certamente é um filme mais achado do que procurado. A entrada para a sessão é gratuita. 
  No final de 2010, a metade abandonada do Hospital Universitário do Fundão no Rio de Janeiro (construída nos anos 70 mas jamais terminada, até acabar condenada à implosão sem chegar a funcionar) foi separada por britadeiras da parte funcionante do prédio, para evitar que a estrutura inteira desabasse. Após vivenciar o processo de separação das duas metades do hospital ao longo de meses, o diretor Olavo Amaral retornou de férias para encontrar, logo em frente ao seu local de trabalho na UFRJ, um impressionante cenário de ruínas que poderia dar margem a uma infinidade de filmes de gênero. Vindo de uma separação ele mesmo, porém, acabou fazendo (ou achando) um filme que fala sobre a procura do que fazer (e de que histórias contar) com os escombros que a vida coloca em nosso caminho.
Nesse emaranhado de narrativas metaficcionais, Naiumi Goldoni e Rafael Mentges dão vida a um casal que se encontra nos escombros, cuja história se confunde com as ficções de fantasia, guerra ou apocalipse através das quais revivem sua relação. Com uma equipe em sua maior parte nascida no Rio Grande do Sul, mas espalhada ao redor do país e reunida em torno do filme, “Depois da Poeira” foi produzido e rodado pouco antes da remoção dos destroços da implosão e finalizado ao longo dos anos seguintes, graças ao trabalho de uma equipe mobilizada em torno de um cenário efêmero e de um filme urgente demais para depender de financiamento externo. Desta forma, o curta chega às telas como uma produção independente de parceiros gaúchos e cariocas, e se prepara para iniciar sua trajetória no circuito de festivais.

Biografia do diretor:
Olavo Amaral nasceu em Porto Alegre em 1979 e vive no Rio de Janeiro. Como escritor, é autor dos volumes de contos "Estática" (IEL-RS, 2006) e "Correnteza e Escombros" (7Letras, 2012), e atualmente trabalha em um terceiro livro intitulado “Dicionário de Línguas Imaginárias”. No cinema, atuou como roteirista em curtas-metragens como "Perro en el Columpio" (Cachorro no Balanço) (Barcelona, 2008) e dirigiu o curta "A Porta do Quarto" (Porto Alegre, 2012). “Depois da Poeira” é seu segundo trabalho de ficção como diretor. Além da atuação na área artística, é médico e professor do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde trabalha como pesquisador na área de neurobiologia da memória.
 
Sinopse:
Nos escombros de uma implosão, um casal revisita suas ficções para tentar inventar uma nova narrativa.

Ficha Técnica:
Elenco: Naiumi Goldoni, Rafael Mentges
Direção de Fotografia: Edu Rabin
Assistência de Fotografia: Leonardo Maestrelli
Som direto: Rubinei Filho
Produção: Michelle Sales, Olavo Amaral
Assistência de Produção: Renan Zanotto, Pedro Ribeiro

Assistência de Set: Wellington Rabelo

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sessão Aurora exibe clássico de Jerzy Skolimowski




A Sessão Aurora exibe neste sábado, 5 de julho, às 19h, Ato Final (Deep End, 1970), um dos grandes filmes do cultuado cineasta polonês Jerzy Skolimowski. Com entrada franca e exibição digital em alta definição, a sessão será comentada pelos editores do Zinematógrafo.  

Realizado durante o exílio do cineasta na Inglaterra, com canções de Cat Stevens e do grupo Can, Ato Final faz um retrato brilhante do cotidiano londrino do início dos anos 1970, a partir da história de um jovem de quinze anos de idade  (John Moulder-Brown) que consegue trabalho em um local de banhos públicos e se apaixona por uma colega de trabalho, interpretada por Jane Asher. A cada dia mais obcecado pela garota, o rapaz começa a persegui-la de forma obstinada e paranóica, algo que levará o relacionamento dos dois a um destino inesperado.

Jerzy Skolimowsky é o maior talento da geração polonesa dos anos 1960, germinada na Escola de Lodz, que revelou outros nomes fundamentais do cinema moderno como Andrzej Wajda, Roman Polanski e Jerzy Kawalerowicz. Pintor, poeta, ator e lutador de boxe, Skolimowski destacou-se pela inclinação surrealista e autobiográfica de seus primeiros filmes, como Walkover (1965) e Barriera (1966), após escrever os roteiros de obras essenciais do chamado Novo Cinema Polonês, como Os Inocentes Charmosos (1960), de Wajda, e Faca na Água (1962), de Polanski. Proibido de filmar no país após Mãos ao Alto! (1967), que usava criticamente imagens de Stalin, o cineasta seguiu para a Bélgica, onde realizou Le Départ (1967), com Jean-Pierre Léaud e Catherine-Isabelle Duport, a dupla protagonista de Masculino-Feminino (1966), de Jean-Luc Godard. Em 1970, já radicado na Inglaterra, realiza Ato Final, considerado por muitos críticos como sua obra-prima. Segue realizando filmes marcantes como o enigmático O Estranho Poder de Matar (1978), Classe Operária (1982) e O Sucesso É a Melhor Vingança (1984), os dois últimos retomando o olhar à situação política da Polônia. Seu último longa, Matança Necessária (2010), com Vincent Gallo no papel principal, ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza daquele ano.    






Ato Final 
(Deep End, 1970)
Direção: Jerzy Skolimowski
Inglaterra/Alemanha Ocidental
92 minutos
Elenco: John Moulder-Brown, Jane Asher, Karl Michael Vogler e Christopher Sandford
Exibição digital em alta definição